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ELEIÇÕES 2026

Visão sobre economia piora, Lula descola de Flávio, mas empate ainda ronda disputa eleitoral, mostra BTG Pactual/Nexus

Economia não deve ser o principal tema da corrida eleitoral. A pesquisa também mostra que a segurança pública segue como o principal problema do Brasil para os eleitores

Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro eleições
À esquerda, Luiz Inácio Lula da Silva e, à direita, Flávio Bolsonaro. - Imagem: Marcelo Camargo/Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A percepção sobre a economia do Brasil voltou a azedar entre os eleitores. Segundo a nona pesquisa BTG Pactual/Nexus para a eleição presidencial 2026, divulgada nesta segunda-feira (10), 52% avaliam que a situação econômica do país está ruim ou péssima, enquanto 17% consideram que ela está ótima ou boa. Para 31% dos entrevistados, está regular.

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O levantamento mostra que a percepção piorou além da margem de erro, de dois pontos porcentuais, em relação à pesquisa anterior, divulgada na segunda-feira passada (3). Naquele momento, 47% avaliavam a situação econômica como ruim ou péssima, enquanto 21% a consideravam ótima ou boa. Em 27 de julho, os índices eram de 49% e 18%, respectivamente.

Apesar da piora na avaliação da economia brasileira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cresceu um ponto percentual, passando de 46% no levantamento anterior para 47%, em um eventual segundo turno. Já o candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) recuou um ponto percentual, saindo de 45% para 44% das intenções de voto.

Mesmo com a diferença de Lula para Flávio Bolsonaro aumentando de um para três pontos porcentuais, ambos seguem empatados tecnicamente no segundo turno. Isso porque a margem de erro é de dois pontos para cima ou para baixo. Neste cenário, nenhum/branco/nulo somariam 8%, enquanto 1% estaria indeciso ou não respondeu.

A pesquisa foi realizada por telefone com eleitores maiores de 16 anos. Foram entrevistadas 2.001 pessoas entre sexta-feira (7) e este domingo (9) nos 26 estados e no Distrito Federal. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.

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A economia na visão dos eleitores

Se avaliação dos brasileiros em relação à economia é ruim hoje, as perspectivas para o futuro não são muito melhores. Para os próximos seis meses, 31% dos entrevistados avaliam que a situação econômica do país deve piorar, o que indica um aumento em relação à pesquisa anterior, quando foi registrado 29%.

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Enquanto isso, 33% acham que a economia deve melhorar “um pouco” ou “muito", uma queda em relação ao porcentual de 40% registrado anteriormente. Os que acham que a economia vai “ficar igual” são 26% contra 25% da pesquisa anterior, e 10% não souberam ou não responderam.

Sobre a situação financeira pessoal dos entrevistados para os próximos seis meses, 45% dizem que deve “melhorar muito ou um pouco” e 12% afirmam que deve “piorar um pouco ou muito”. Já 35% avaliam que a situação financeira pessoal deve continuar igual.

Ao comparar o cenário econômico atual com o governo anterior, 39% dizem que a economia está melhor no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) do que na gestão Jair Bolsonaro (PL), enquanto 46% avaliam que está pior.

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Ainda assim, esse não deve ser o principal tema da corrida eleitoral. A pesquisa também mostra que a segurança pública segue como o principal problema do Brasil para os eleitores. A preocupação com o tema subiu de 30% para 35% desde o último levantamento.

Em seguida, aparecem saúde pública (29%), corrupção (19%), educação (19%) e classe política (13%).

Os outros cenários nas eleições de 2026

A pesquisa BTG Pactual/Nexus traçou os mesmos três cenários com embates do presidente e os ex-governadores e pré-candidatos Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), além de Renan Santos (Missão).

Contra Caiado, Lula teria vantagem de 46% a 42%, mesmos porcentuais da semana passada e também em empate técnico. Em um segundo turno contra o ex-governador mineiro, Lula teria 47% a 40%, acima da margem de erro, ante 46% a 40% na pesquisa anterior.

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Se o adversário fosse Renan Santos, o presidente venceria por 46% a 37%, ante 47% a 37% no levantamento anterior.

Cenários inédito no primeiro turno e espontânea

A pesquisa BTG Pactual/Nexus trouxe ainda um cenário inédito de primeiro turno com 13 postulantes à Presidência, condição que foi definida após as convenções partidárias. No último levantamento foram apenas sete nomes.

Lula lidera com 40%, ante 41% no levantamento de 3 de agosto, e é seguido por Flávio Bolsonaro, que obteve 35%, ante 37% do levantamento anterior. Eles são seguidos por Caiado, que permaneceu em 5%, Renan Santos, que manteve os 4%, e Zema, que também manteve os 3% da pesquisa passada.

Samara Martins (UP) saiu de 1% para 2% dos eleitores; Augusto Cury (Avante) e Cabo Daciolo (Mobiliza) mantiveram 1%. Edmilson Costa (PCB), Heró Bezerra (PRTB), Hertz Dias (PSTU), Rui Costa Pimenta (PCO) e Wilson Grassi Júnior (Democrata) ficaram com 0%.

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O total de brancos, nulos e dos que não votariam em nenhum dos nomes apresentados saiu de 4% para 5% e os indecisos ou que não opinaram permaneceram em 3%.

Para 74% dos que mencionaram algum candidato, a decisão de voto está tomada e não mudará, ante 75% há uma semana. Outros 25%, ante 23% de 3 de agosto, poderão mudar e 2% não souberam ou não responderam.

Na pesquisa espontânea, Lula manteve os 36% das intenções de voto no levantamento anterior e Flávio Bolsonaro saiu de 28% para 29%. Renan Santos variou de 3% para 2%, Caiado saiu de 2% para 3%, e Zema permaneceu em 1%.

Outros candidatos foram lembrados por um total de 3%. Nesse segundo levantamento do mês, 19% não souberam responder ou não opinaram na pesquisa espontânea, ante 21% em 3 de agosto, e o total de brancos, nulos e os que não votariam em nenhum nome foi de 7%.

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A rejeição a Lula saiu de 50% para 49% do eleitorado brasileiro e a de Flávio Bolsonaro variou de 51% para 52%. O potencial de voto de Lula permaneceu em 50% e o de Flávio Bolsonaro variou de 47% para 46%.

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