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Previstos para o mês de abril, GPs de Sakhir e de Jeddah podem ser cancelados após escalada de tensões entre Irã, Estados Unidos e Israel; prejuízo logístico e financeiro chega à casa de milhões

O aumento das tensões no Oriente Médio, decorrente do conflito entre Israel, Estados Unidos e Irã lançou um cenário de dúvida sobre a temporada 2026 da Fórmula 1. Isso porque a largada da competição, no GP da Austrália esse fim de semana, acontece a pouco mais de um mês das datas previstas para as etapas no Bahrein e na Arábia Saudita.
Tanto Bahrein quanto a Arábia Saudita possuem bases militares americanas e foram alvos de drones e mísseis iranianos na última semana. Os ataques acontecem em um cenário de escalada do conflito, que vitimou o líder supremo da nação persa, Ali Khamenei, no último fim de semana.
A situação chamou a atenção do público e dos organizadores da F1 na última semana. Isso porque a etapa de Sakhir, no Bahrein, está prevista para ocorrer entre 10 e 12 de abril. Já a prova de Jeddah, na Arábia Saudita, ocorreria na semana seguinte, de 17 a 19 de abril.
Com a situação deflagrada no Oriente Médio, a organização da Fórmula 1 emitiu um comunicado na última semana, garantindo que monitora o panorama da região:
"Nossas três próximas provas são na Austrália, na China e no Japão, não no Oriente Médio", diz o pronunciamento. "Aquelas corridas só ocorrem em algumas semanas."
"Como sempre, monitoramos qualquer situação como essa de perto e trabalhamos próximo a autoridades, sempre priorizando a segurança e a proteção de todos no esporte."
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Mais que uma simples alteração de cronograma, a decisão de cancelar a corrida nos dois países pode significar um prejuízo superior a US$ 100 milhões para a organização.
Uma mudança de local também representaria um extenso desafio logístico. Isso porque o calendário da F1 para 2026 segue totalmente estruturado pensando no transporte dos equipamentos e da infraestrutura necessária para os eventos.
Esse próprio fator, aliás, deve determinar um prazo final para a decisão dos organizadores: em duas semanas começaria do transporte marítimo dos equipamentos do Japão para o Oriente Médio.
Especialistas do portal britânico Crash.net (via Motorsport) afirmam que, neste momento, não é questão de "se" o cancelamento vai ocorrer, mas sim de "quando" ele deve ser anunciado.
Como apura a BBC, a essa altura o cenário independeria até mesmo de negociações de cessar-fogo. Mesmo que as partes oficiais estejam negociando, ainda existe um risco imprevisível de reação de grupos externos independentes.
Dentre os cenários possíveis, especialistas apontam para o encurtamento da temporada, de 24 para 22 etapas. Cogita-se, ainda, a transferência das provas para outros circuitos, como o de Portimão, em Portugal, ou de Ímola, na Itália - ainda que essa seja uma opção menos viável, do ponto de vista logístico.
Há também quem defenda a realização de uma segunda corrida no Japão, após o GP de Suzuka, que acontece entre 27 e 29 de março. Até o momento, no entanto, não existe qualquer confirmação ou indício oficial para essa possibilidade.
Vale lembrar que ao menos outras três etapas da F1 têm previsão de ocorrer no Oriente Médio em 2026, com os GPs de Baku, no Azerbaijão, entre 24 e 26 de setembro; de Lusail, no Catar, entre 27 e 29 de novembro; e de Abu Dhabi, entre 4 e 6 de dezembro.
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