Esqueça Miami e os Hamptons: por que Boca Raton é o reduto dos milionários aposentados nos EUA
Com mansões à beira d’água, renda elevada e vantagens tributárias, a cidade no sul da Flórida atrai aposentados milionários e uma nova geração de executivos em busca de qualidade de vida

E se eu te disser que o destino favorito dos norte-americanos endinheirados para viver depois da aposentadoria não fica nos Hamptons ou Miami?
O Seu Dinheiro esteve em Boca Raton, no sul da Flórida, a cerca de 1h30 de Miami, para conhecer a cidade que combina luxo discreto, exclusividade e uma atmosfera old money, com suas mansões à beira d’água, clubes privados e um estilo de vida associado às famílias tradicionais de alta renda.
A cidade atrai aposentados com patrimônio elevado, executivos e profissionais do mercado financeiro e imobiliário. Nos últimos anos, porém, também passou a despertar o interesse de americanos mais jovens do setor de tecnologia. Além da segurança, o clima ensolarado e a oferta de lazer de luxo, fatores tributários também entraram na equação dessa nova onda de moradores em Boca Raton.
Logo ao desembarcar do avião, já se sente o calor úmido característico do sul da Flórida, presente durante boa parte do ano. No inverno, as temperaturas não ficam menos que 18 °C, enquanto no verão podem chegar aos 33 °C. A cidade também está sujeita à temporada de furacões, mas desde 2005, quando Boca Raton foi atingida pelo furacão Wilma, a região não sofre com graves eventos climáticos.
As praias de Boca Raton têm areia clara e uma atmosfera tranquila. A água costuma ser quente, mas o mar nem sempre apresenta o azul-turquesa visto em alguns trechos de Miami, por exemplo. Uma das principais áreas de acesso é a South Beach Park, que combina faixa de areia, coqueiros, áreas verdes e infraestrutura para passar o dia à beira-mar.

Boca Raton de cima
Ao olhar a cidade do topo do prédio mais alto, o Tower at The Boca Raton, dentro do charmoso Hotel The Boca Raton, a cidade parece uma maquete muito bem construída: com avenidas largas, arquitetura inspirada no mediterrâneo e paisagismo marcado pelas características palmeiras milimetricamente plantadas por todos os lados.
Leia Também
Não se vê lixo nas ruas e também não se vê pedestres. Nos estacionamentos gigantes – comum em muitas cidades americanas –, Cybertrucks da Tesla dividem espaço com Mustangs, BMW, Mercedes e outros carros de luxo. As distâncias entre estabelecimentos são muito grandes e, apesar de arborizada, a cidade é pouco 'caminhável' e muito mais receptiva para carros.
Uma das melhores maneiras de conhecer a face mais exclusiva de Boca Raton, na verdade, é navegando pelo Lake Boca Raton e pelos canais da região. Da água, é possível observar residências milionárias, clubes privados, enormes campos de golfe, jardins bem cuidados, píeres particulares e fachadas que remetem ao revivalismo colonial espanhol. O nome Boca Raton, aliás, tem origem em uma expressão espanhola antiga, usada para descrever uma entrada costeira rochosa.
Tons de rosa, telhados de telhas avermelhadas e detalhes ornamentais aparecem em diversas construções. Em contraste, algumas casas mais recentes – e menos charmosas – apostam em linhas retas e fachadas cinzentas, com uma estética que destoa com o estilo tradicional da região.

O perfil do morador de Boca Raton
Em um breve passeio por um dos shoppings locais, o Town Center at Boca Raton, é possível perceber que o perfil dos moradores de Boca Raton parece bem demarcado. A cidade, que fica entre Miami e Palm Beach, tem cerca de 100 mil habitantes. Segundo o Censo americano, 24,6% da população tinha 65 anos ou mais em 2025.
A renda familiar mediana é de US$ 106 mil anuais, acima da média nacional de US$ 83 mil. Além disso, mais de 60% dos adultos têm diploma superior. Já o valor mediano dos imóveis é de US$ 775 mil (R$ 3,8 milhões), mas muitas mansões ultrapassam facilmente dezenas de milhões de dólares.
Há, porém, uma nova onda de nova-iorquinos do setor de tecnologia, cansados do estilo de vida de Nova York que se mudam para Boca Raton. Entre os motivos, está a tributação: a Flórida não cobra imposto de renda estadual sobre pessoa física, nem imposto sobre herança, enquanto a alíquota de Nova York pode chegar a 16%.
Os dados mais recentes da Receita Federal dos EUA mostram que o condado de Palm Beach, onde fica Boca Raton, atraiu mais de US$ 3 bilhões em renda tributável de famílias vindas de outros estados, o maior ganho entre os condados do país. Entre aposentados, a Flórida registrou saldo migratório líquido de 44,5 mil pessoas com 60 anos ou mais em 2023.

As celebridades amam Boca Raton
As mansões à beira d’água revelam alguns dos frequentadores da cidade além de histórias mais curiosas. Entre elas está a residência de Danny Porush, sócio e braço direito de Jordan Belfort, o verdadeiro Lobo de Wall Street. Também chama a atenção a casa que o ator Adam Sandler comprou para presentear a mãe, Judy.
A cidade ainda tem conexões com outros nomes famosos, como Ariana Grande, que nasceu em Boca Raton, enquanto Taylor Swift e Travis Kelce já se hospedaram em uma mansão durante a temporada da NFL. Enquanto isso, Bon Jovi também é frequentemente visto por lá e tem uma mansão na região de Palm Beach.
E os brasileiros? A comunidade está logo ali
Embora a Flórida seja um dos principais destinos de brasileiros nos Estados Unidos, tanto para morar quanto para fazer turismo, Boca Raton ainda não tem entre os viajantes do Brasil a mesma popularidade que Miami e Orlando, por exemplo.
Orlando atrai famílias em busca dos parques temáticos. Miami, por sua vez, reúne praias, compras, vida noturna e uma comunidade latina que ajuda a aproximar a cidade da cultura brasileira. Boca Raton, porém, oferece uma proposta menos orientada ao turismo de massa e mais associada a residências de alto padrão, clubes, restaurantes e estadias voltadas ao descanso.
Mas ao norte de Boca Raton, a cidade de Deerfield Beach é conhecida pela presença de imigrantes brasileiros e até ganhou o apelido de “Deerfield de Janeiro”. O município tem cerca de 80 mil habitantes, dos quais mais de 6 mil são brasileiros.
Segundo o U.S. Census Bureau, eles representam aproximadamente 22,6% da população imigrante local, o que faz do Brasil o principal país de origem dos imigrantes que vivem na cidade.

Como chegar em Boca Raton e quanto custa
Para quem sai do Brasil, uma das possibilidades é voar até o Aeroporto Internacional de Fort Lauderdale-Hollywood, a cerca de 33 quilômetros de Boca Raton. O Aeroporto Internacional de Miami fica a aproximadamente 64 quilômetros, e pode oferecer mais opções de voos diretos saindo do Brasil.
O deslocamento final pode ser feito de carro, táxi ou transporte por aplicativo. Para quem pretende circular por diferentes bairros, praias, restaurantes e centros comerciais, alugar um carro pode facilitar o roteiro.
A predominância de carros porém não significa que o transporte público na cidade seja inexistente. A operadora Palm Tran mantém linhas de ônibus que atendem Boca Raton e outras cidades do condado de Palm Beach. A oferta, porém, depende do trajeto: algumas linhas passam a cada 35 minutos nos horários de pico, enquanto outras têm intervalos maiores.
A cidade também possui uma parada do Brightline, o trem de alta velocidade que liga Miami a Orlando em pouco mais de 3h30. A viagem custa entre US$ 68 para a classe mais básica até US$ 134 para a classe premium de um destino ao outro.
TURISMO DE TERROR
8 destinos internacionais para quem quer viver o Halloween como nos filmes
29 de outubro de 2026 - 9:16100 DIAS
Amyr Klink diz que mérito de travessia foi plano e alerta para excesso de coaches que ‘não fizeram nada’
29 de outubro de 2026 - 8:16OBRA MILIONÁRIA
A obra de US$ 30 esquecida em um bazar de garagem que acabou leiloada por US$ 1,35 milhão
28 de outubro de 2026 - 13:00RUA DO COOKIE
Lojas de cookies disputam espaço na Rua dos Pinheiros, em São Paulo; qual o melhor e quanto custam?
28 de outubro de 2026 - 9:16ENTREVISTA
Amyr Klink comenta a jornada para ver sua história no cinema: “no Brasil, ninguém se interessa muito”
28 de outubro de 2026 - 8:16JOGADOR BILIONÁRIO
Craque empreendedor: Messi encomenda iate de R$ 56 milhões para sua empresa de aluguel de barcos de luxo
27 de outubro de 2026 - 18:00TURISMO COM ANIMAIS
O passeio mais tradicional (e polêmico) de Nova York vai ser banido; entenda o motivo
27 de outubro de 2026 - 10:55ENCONTRO DE NEGÓCIOS
Onde almoçar com clientes? 13 restaurantes para fazer reunião de negócios em SP, Rio e Salvador
27 de outubro de 2026 - 9:16ESPORTE DA VEZ
A febre do pickleball: o esporte que está bombando nos EUA vai se tornar olímpico até 2032?
27 de outubro de 2026 - 8:16TÊNIS HÍBRIDO
Sapatilha da New Balance? Tênis de balé viram tendência entre marcas esportivas, da Puma à Adidas
26 de outubro de 2026 - 16:35UNIFORME DOS BILIONÁRIOS
Brunello Cucinelli: a grife de roupas quiet luxury favorita dos oligarcas da tecnologia
26 de outubro de 2026 - 9:16ALTA GASTRONOMIA
Aponiente: como o restaurante três estrelas Michelin transformou uma área degradada de Cádiz
26 de outubro de 2026 - 8:16O MAIS CARO É MELHOR?
Dia do Macarrão: chefs explicam por que o mesmo prato pode custar R$ 30 em um restaurante e R$ 300 em outro
25 de outubro de 2026 - 9:00MODELO DE NEGÓCIO
Como funciona o Cirque du Soleil? Veja os números e a estrutura por trás da turnê ‘Alegría’
24 de outubro de 2026 - 8:00DA AMÊNDOA À BARRA
Não é “sabor chocolate”! Feira reúne marcas bean to bar no Mercado de Pinheiros; veja a programação
23 de outubro de 2026 - 10:30CASO A CASO
Da pele ao osso: o que cada procedimento estético consegue tratar e até onde eles chegam
23 de outubro de 2026 - 8:16PARIS EM CHAMAS
Protestos na França fazem Art Basel Paris fechar antes do previsto; entenda o impacto no turismo
22 de outubro de 2026 - 17:00BRINDE À BRASILEIRA
A vez da borbulha brasileira: entre Prosecco e Champagne, espumante nacional vive auge – e novos desafios
22 de outubro de 2026 - 15:57MODA NO AVIÃO