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Nova geração de compradores está redesenhando o mercado de imóveis de luxo, buscando destinos além dos tradicionais

Além de Miami, de Aspen e dos Hamptons. À medida que os destinos tradicionais das segundas residências de luxo (ou “casas de veraneio”) enfrentam preços inflacionados, temporadas cada vez mais cheias e oferta limitada de imóveis, os ultrarricos estão se interessando por lugares que ofereçam uma qualidade de vida mais sofisticada, combinados com tarifas tributárias atrativas.
A mudança acontece diante do aumento de compradores mais jovens, entre 30 e 40 anos. A informação é de Mauricio Umansky, fundador da corretora global The Agency, para a Forbes.
Se antes o conceito de uma segunda residência implicava em um refúgio temporário, focado especialmente no lazer e descanso, a nova geração de proprietários trata estes imóveis como extensões de suas residências principais.
Assim, elas funcionam como um lugar para passar parte do ano, onde é possível trabalhar remotamente e, ao mesmo tempo, manter o estilo de vida.
Hoje, a compra de segundas residências representa 28% das transações globais de imóveis de luxo, segundo o relatório 2026 Luxury Outlook da Sotheby’s International Realty. A seguir, conheça os destinos que estão redesenhando o mapa desse mercado nos Estados Unidos, segundo a Forbes:

Muitas coisas chamam a atenção em Scottsdale:
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Mas não é só isso que atrai os super-ricos. A ausência de impostos sobre herança e patrimônio no Arizona, além de impostos imobiliários relativamente baixos, também aumenta o apelo do destino.
Para se ter ideia, Scottsdale já é um dos centros de riqueza que mais crescem na América do Norte. Sua população de milionários aumentou 125% na última década, de acordo com a consultoria Henley & Partners.

Desde 2020, a cidade vem se beneficiando do investimento bilionário da fabricante de semicondutores taiwanesa TSMC, no norte de Phoenix.
Ao todo, serão US$ 165 bilhões investidos no Arizona (o maior investimento externo que o estado já recebeu) para a construção de fábricas de construção de chips e instalações de montagem. A medida vem gerando empregos bem remunerados e impulsionando a procura por residências de alto padrão nos condomínios fechados da cidade.
Dados da corretora Compass indicam que as vendas de imóveis acima de US$ 10 milhões cresceram 30% entre 2024 e 2025.
Por outro lado, condomínios ultraluxuosos também começam a se destacar entre compradores de primeira e segunda residência, atraídos por serviços de alto padrão e imóveis prontos para morar.
Entre os projetos em destaque estão o Summit by Olson Kundig, no complexo de luxo Ascent at The Phoenician.


O mercado imobiliário da capital do estado de Utah está entre o que mais cresce nos Estados Unidos. O motivo? Setor de tecnologia em expansão, base tributária mais baixa, estilo de vida ativo o ano inteiro e uma estrutura urbana completa próxima da maior área esquiável do país.
Nesse cenário, os compradores estão escolhendo casas no centro de Salt Lake City tanto para uso próprio quanto para investimento, disse a sócia-diretora da The Agency na cidade, Molly Jones, à Forbes.
A expectativa é que esses imóveis se valorizem ainda mais em oito anos, com Jogos Olímpicos de Inverno de 2034.

A cidade de Park City oferece o acesso a dois dos melhores resorts de esqui do país: Park City Mountain, o maior dos EUA, e Deer Valley Resort.
Mas não é só isso: ela também dispõe de um centro urbano caminhável, com boutiques, spas e uma sofisticada cena cultural e gastronômica. Tudo isso à cerca de meia hora do aeroporto de Salt Lake City. Não à toa, Park City foi eleita como a cidade mais cara para se esquiar nos Estados Unidos.
E os super-ricos não estão tão preocupados com os preços. Para se ter ideia, mais de 60% das transações de imóveis de luxo na região foram feitas à vista no terceiro trimestre de 2025.
Imóveis de altíssimo padrão em Heber Valley também tem atraído compradores que desejam tranquilidade nas montanhas.

“Os compradores encontram espaço, privacidade e proximidade com três resorts de esqui de classe mundial — tudo a uma curta distância de carro”, disse o presidente e corretor da Utah Real Estate, Joel Carson, ao Realtor.com, plataforma de listagem de imóveis à venda.
De olho nesse público, o The Lodge at Blue Sky, parte do grupo Auberge Resorts, revelou planos para desenvolver uma nova comunidade residencial na região.

Com ruas históricas e uma cena cultural vibrante, Charleston foi apontada pela National Association of Realtors como um dos mercados imobiliários mais promissores para 2026.
Parte do fascínio vem do estilo de vida típico do lowcountry, marcado pelo contato com a natureza e um ritmo de vida mais tranquilo.
Ao mesmo tempo, Charleston oferece uma vida cultural e gastronômica capaz de competir com cidades muito maiores, com restaurantes premiados, galerias de arte e eventos culturais. Não por acaso, a cidade tem atraído compradores vindos de centros urbanos, como Nova York.

Outro fator que impulsiona o interesse pelo mercado local é o patrimônio arquitetônico da cidade que é uma das mais antigas do país, com 356 anos.
Em Charleston, a maioria das casas da região têm mais de 200 anos de história, com estilos que vão do vitoriano ao neogrego — e os compradores estão dispostos a pagar por isso. Recentemente, uma propriedade de 225 anos foi vendida por US$ 21 milhões, um recorde para a cidade.
Que Miami é um o principal reduto de bilionários da Flórida, não é novidade. Junto a Jeff Bezos, Mark Zuckerberg e Larry Page estão entre os moradores da cidade que não cobra imposto estadual sobre renda. No entanto, alguns ultrarricos vêm escolhendo outra cidade ao adquirir propriedades, atraídos por um estilo de luxo mais discreto.

Trata-se de Naples, situada no Golfo do México. Depois da pandemia e do furacão que atingiu a cidade em 2024, houve um crescimento da demanda por imóveis de alto padrão na região, de acordo com a corretora Brittany Skotak, da Douglas Elliman, agência de imóveis especializada no mercado de luxo.
O interesse pelo destino ficou evidente no ano passado, quando uma propriedade de cerca de 50 mil metros quadrados na Gordon Drive, considerada a rua mais prestigiada da cidade, foi vendida por US$ 225 milhões. Trata-se da maior negociação residencial já registrada nesse estado americano.
Pompano Beach também começa a se posicionar como uma alternativa mais tranquila a Miami.

Localizada entre Fort Lauderdale e Boca Raton, a cidade de 120 mil habitantes tem atraído compradores que buscam residências de alto padrão com serviços de hotelaria de luxo, mas sem a agitação dos grandes centros turísticos.
Projetos como o W Pompano Beach Hotel and Residences e o Waldorf Astoria Residences Pompano Beach reforçam esse novo momento do destino que, inclusive, apresenta uma das maiores concentrações de brasileiros na Flórida.
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