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Apesar de Aspen ser o principal cartão postal quando se pensa em turismo de luxo no inverno, não é ela a cidade mais cara para esquiar; veja o ranking dos quatro principais destinos americanos

Indo muito além do esporte, o turismo de esqui virou sinônimo de luxo. Os resorts não oferecem “pistas” para esquiar, mas sim, a experiência completa nas montanhas: hotéis-chalé na natureza, gastronomia sofisticada, spas e eventos do mais alto nível. Nos Estados Unidos, que movimenta um dos maiores mercados de esqui do mundo, cidades como Aspen tornaram-se símbolos da exclusividade do setor. Mas se engana quem acha que o luxo para por aí.
Uma análise feita pela HotelPlanner entre os quatro principais polos de esqui nos EUA (Park City e Salt Lake City, em Utah, e Aspen e Vail, no Colorado) revelou que Park City é a cidade mais cara para esquiar, com diárias médias de US$ 1.621 (cerca de R$ 8.768 na cotação atual).
Um dos motivos está em sua localização: ficar em Park City também significa ter acesso a dois dos resorts mais emblemáticos do país. De um lado, há o Park City Mountain Resort (PCMR), a maior área de esqui do Estados Unidos que também atrai os snowboarders. Do outro, a poucos quilômetros de distância, fica o Deer Valley, destino de alto padrão exclusivo para esquiadores.
Além disso, Park City também fica próxima ao Aeroporto Internacional de Salt Lake City (SLC), o que facilita o acesso para os turistas.
Para além das pistas e da sua localização, o centro urbano ajuda a sustentar o prestígio (e os preços) da cidade. A Main Street, coração da cidade alpina, reúne mais de 200 lojas incluindo galerias de arte, spas, lojas boutique e restaurantes com estrelas Michelin.
Aos janeiros, a cidade também atrai o maior festival de cinema independente dos EUA, o Sundance Film Festival, garantindo a presença de nomes influentes.
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Com diárias médias de US$ 1.222 (ou R$ 6.609), Aspen fica no segundo lugar da pesquisa, que leva em consideração as reservas do HotelPlanner para o inverno de 2026.
Apesar disso, a cidade segue como principal símbolo de status entre os destinos de inverno, mantendo sua reputação elitizada ao combinar hotéis cinco estrelas, quatro montanhas de esqui, serviços concierge e uma infraestrutura pensada para um público de altíssimo poder aquisitivo.
A cidade também conta com um calendário cultural movimentado ao longo do ano, com eventos como o Aspen Music Festival e o Food & Wine Classic.
Todo esse glamour também se estende ao mercado imobiliário. Para se ter ideia, os resorts de esqui mais caros do mundo ficam em Aspen, segundo o ranking anual da Savills – e isso acontece pelo quinto ano consecutivo.
Imóveis de alto padrão na região alcançam US$ 41,1 mil por metro quadrado em 2025 (mais de R$ 22 mil), enquanto propriedades ultra prime chegam a US$ 80,9 mil por metro quadrado (mais de R$ 44 mil).
É possível chegar em Aspen pelo Aeroporto de Aspen-Pitkin County (ASE), localizado a poucos minutos do centro. Uma alternativa é ir até o Aeroporto Internacional de Denver, a cerca de 350 km, e seguir de carro por aproximadamente 4 a 4h30, trajeto mais longo, porém, com maior oferta de voos e custos menores em geral.

Vail apresenta o melhor custo-benefício dentro do segmento premium, com diárias em torno de US$ 967 (R$ 5.230).
O destino possui uma das maiores áreas de esqui do mundo (2.144 hectares, o equivalente a cerca de 3.000 campos do Maracanã), e diferente de Aspen, todas as pistas se concentram numa mesma montanha.
Depois de um dia de aventuras na neve, o principal destino é a Vail Village, centro turístico da cidade. É a região ideal para quem busca atividades après-ski (termo em francês que se refere a atividades sociais feitas após a prática do esporte, como ir a bares, relaxar em spas ou aproveitar a gastronomia local).
Chegar a Vail é relativamente simples. A principal porta de entrada é o Aeroporto Internacional de Denver, de onde a cidade fica a cerca de 160 km (um trajeto de 2h30). Há ainda a opção do Aeroporto Regional de Eagle County, a cerca de 40 minutos de distância, com voos sazonais no inverno — alternativa mais rápida, porém mais cara.

É o destino mais acessível entre as quatro cidades analisadas, com diárias médias de apenas US$ 379 (R$ 2.050).
Sua localização é estratégica: próxima do Aeroporto Internacional de Salt Lake City, a cidade fica a menos de uma hora de alguns dos resorts mais tradicionais do país, como Alta, Snowbird, Brighton e Solitude. Isso permite que o viajante possa esquiar em diferentes montanhas sem a necessidade de trocar de hospedagem, por exemplo.
Salt Lake City também oferece uma estrutura urbana completa, com hotéis, restaurantes, museus, parques e bares. Dessa forma, é possível esquiar de dia e dormir na cidade noite, diferente da dinâmica de resorts mais exclusivos.
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