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Mamífero minúsculo que vive nas montanhas da China, o pika-de-Ili sofre com mudanças climáticas, perda de habitat e isolamento da população

Imagine um animal pequeno e peludo, com aparência de ursinho de pelúcia, tão raro que quase nunca é visto. Esse é o pika-de-Ili (Ochotona iliensis), um mamífero que vive nas encostas geladas das montanhas de Tian Shan, no noroeste da China, e que agora corre sério risco de extinção, segundo cientistas.
O pika-de-Ili foi registrado oficialmente pela primeira vez em 1983 e, desde então, sempre foi difícil de encontrar. Ao longo de mais de quatro décadas, apenas algumas dezenas de indivíduos foram observadas em campo, o que já indicava que a população da espécie nunca foi numerosa.
Hoje, as estimativas apontam que existam menos de mil pikas na natureza. Esse número caiu de forma acentuada nas últimas décadas, aumentando o temor de que o pequeno mamífero esteja perto de desaparecer.

Com cerca de 20 centímetros de comprimento, o pika-de-Ili tem orelhas arredondadas, focinho curto e uma pelagem espessa, adaptada ao frio intenso das grandes altitudes. Ele se alimenta de gramíneas e pequenas plantas que surgem durante os curtos verões das montanhas e passa a maior parte do tempo entre pedras e fendas rochosas, em áreas que variam de 2.800 a 4.100 metros de altitude.
O nome da espécie vem da região de Ili, onde o cientista Li Weidong fez o primeiro registro oficial do animal.
O principal fator por trás do risco de extinção não é um predador, mas o aquecimento global. As regiões onde o pika-de-Ili vive estão passando por mudanças rápidas: geleiras derretem, a cobertura de neve diminui e o período frio fica cada vez mais curto. Com isso, o espaço disponível para o animal viver e se alimentar se torna ainda menor.
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Além disso, a fragmentação do habitat faz com que pequenos grupos de pikas fiquem isolados, o que dificulta a reprodução e aumenta a vulnerabilidade da espécie. Estudos indicam que o número total de indivíduos pode ser inferior a mil, levando o pika-de-Ili a ser classificado como ameaçado de extinção por órgãos científicos e pelo próprio governo chinês.
Por isso, cada novo avistamento do animal é tratado como uma descoberta. Pesquisadores seguem em busca de mais informações para entender melhor sua ecologia e tentar proteger o frágil ambiente onde ele ainda sobrevive.
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