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Produção de minério de ferro no quarto trimestre alcança 90,4 milhões de toneladas, alta de 6% na comparação anual; confira o que dizem os analistas sobre o relatório
O quarto trimestre de 2025 trouxe mais uma prova de fôlego da Vale (VALE3). O relatório de produção e vendas revelou números sólidos no minério de ferro e um desempenho ainda mais vibrante nos metais básicos, reforçando a percepção de execução operacional consistente.
Por volta das 15h30 (de Brasília), as ações ordinárias da mineradora avançavam 2,11%, cotadas a R$ 86,69. Até o momento, em 2026, os papéis da empresa acumulam alta de quase 20%.
Para os analistas, os resultados dissipam dúvidas sobre a capacidade de entrega da empresa e reforçam que o guidance anual foi cumprido — e até ligeiramente superado — mesmo em um cenário de prêmios pressionados.
No minério de ferro, a produção alcançou 90,4 milhões de toneladas no quarto trimestre de 2025, crescimento de 6% em relação ao mesmo período de 2024. Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, houve recuo de 4%, efeito atribuído à sazonalidade típica do período chuvoso, o que não comprometeu o desempenho do ano como um todo.
As vendas totalizaram 84,9 milhões de toneladas, avanço de 4,5% na base anual e leve queda de 1,3% frente ao trimestre anterior. Já o preço realizado dos finos ficou em US$ 95,4 por tonelada, com alta tanto na comparação trimestral quanto na anual.
Para o BTG Pactual, o relatório ajuda a encerrar qualquer dúvida remanescente sobre a execução da mineradora. “Os números reforçam que a Vale conseguiu virar a página dos ruídos operacionais observados nos últimos anos", escreveram os analistas liderados por Leonardo Correa.
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"A companhia entregou volumes acima do teto do guidance anual, manteve preços realizados resilientes e mostrou capacidade de atravessar um trimestre sazonalmente mais fraco sem perda relevante de desempenho."
O BTG também destacou a dinâmica comercial do trimestre, observando que, mesmo com a queda sequencial da produção, os embarques se mantiveram relativamente elevados.
“A estabilidade das vendas em um trimestre de menor produção indica maior disciplina logística e comercial, além de uma gestão mais eficiente de estoques ao longo do ano”, avaliou a equipe.
Na leitura da XP Investimentos, o desempenho operacional foi acima do esperado, com destaque para a combinação de minério mais forte na base anual e avanço relevante nos metais básicos.
“O relatório do 4T25 confirma um momento operacional bastante sólido, com produção de minério acima do guidance e uma divisão de metais básicos que segue ganhando peso dentro da companhia, tanto em volume quanto em geração de valor”, afirmou Lucas Laghi, analista responsável pela cobertura.
A XP chamou atenção, porém, para o recuo do prêmio all-in (sobre o preço de referência do minério de ferro), que caiu para US$ 0,9 por tonelada no trimestre.
“A queda do prêmio reflete principalmente a menor contribuição de produtos de maior qualidade, em um ambiente global ainda fraco para prêmios de pelotas e para minérios de baixo teor de alumina, o que limita a captura de valor adicional apesar do bom nível de preços do minério”, explicou a corretora.
Já o Itaú BBA avaliou que os números vieram sólidos, embora amplamente em linha com o que o mercado já antecipava.
“Do ponto de vista operacional, o trimestre foi consistente. Ao mesmo tempo, o relatório não traz grandes surpresas, o que reforça a leitura de que o foco agora deve se deslocar mais para preços e alocação de capital do que para execução”, escreveu o time encabeçado por Daniel Sasson.
A produção de cobre somou 108,1 mil toneladas no 4T25, alta de 6% na base anual e avanço de 19% frente ao trimestre anterior, enquanto as vendas alcançaram 106,9 mil toneladas.
Para o Itaú BBA, o desempenho do cobre foi um dos principais destaques do período. “Volumes maiores, combinados a preços significativamente mais altos, devem impulsionar de forma relevante os resultados da divisão de cobre, reforçando o papel do metal como principal vetor positivo dentro do portfólio da Vale”, afirmou Sasson.
No níquel, a produção ficou em 46,2 mil toneladas, com vendas de 49,6 mil toneladas, refletindo desestocagem no fim do ano. O preço realizado caiu para US$ 15.015 por tonelada, pressionado pelo excesso de oferta global, especialmente da Indonésia, ponto que segue no radar dos analistas.
Assim, o BTG Pactual reiterou recomendação de compra, com preço-alvo de US$ 15 para o American Depositary Receipt (ADR).
Por sua vez, o Itaú BBA segue com recomendação outperform (equivalente à compra), com preço-alvo de US$ 14 para o ADR e R$ 75 por ação na B3.
Já a XP Investimentos tem recomendação neutra, com preço-alvo de US$ 15 para o ADR, ponderando que parte do cenário positivo já está refletida na cotação.
*Com informações do Money Times
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