Bradsaúde (SAUD3): lucro sobe 14,4% e dividendos chegam a R$ 1 bilhão, mas ‘dor de cabeça’ volta a atacar
Um indicador acompanhado de perto pelo mercado e que demanda atenção dos investidores avançou no período entre julho e setembro; confira os detalhes

A Bradsaúde (SAUD3) entrou em campo com um desafio extra: aumentar a rentabilidade sem comprometer a sinistralidade, que foi sua principal dor de cabeça nos trimestres anteriores. E, ao que tudo indica, essa missão ficará para a próxima temporada.
A companhia, que reúne os ativos de saúde do Bradesco, encerrou o terceiro trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 1,1 bilhão, alta de 14,4%. No entanto, a sinistralidade voltou a subir, avançando 0,5 ponto percentual, para 84,5%, o que pode representar mais um motivo de preocupação para o mercado.
Esse indicador mede, basicamente, o quanto os segurados utilizam do plano de saúde — maior a taxa, mais elevados são os gastos da companhia. Daí a atenção redobrada dos investidores.
Apesar da alta, a empresa fez questão de destacar que a sinistralidade acumulada em 12 meses permaneceu em 83,4%, estável na comparação com 2025, quando atingiu o nível mais eficiente de sua história.
No relatório de resultados, a companhia afirmou que segue focada na excelência de seu modelo de subscrição, "aliado a iniciativas de gestão e redução da sinistralidade e ao êxito nas renovações anuais, preservando o equilíbrio da carteira e a sustentabilidade dos resultados no longo prazo".
Um dos motores do lucro, a receita total cresceu 9,2% na comparação anual, para R$ 14,3 bilhões, impulsionada pelo aumento do tíquete médio dos planos de saúde e pela estabilidade dos planos odontológicos.
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A empresa, que se define como a maior operadora de planos de saúde do Brasil em receita, ampliou também sua base em 745 mil clientes, alcançando 13,7 milhões de beneficiários.
Desse total, 4,1 milhões de vidas correspondem aos planos de saúde, enquanto 9,6 milhões estão vinculadas aos planos odontológicos.
Dividendos da Bradsaúde
Junto com os resultados trimestrais, a Bradsaúde também anunciou um presente para os acionistas: a distribuição de R$ 1 bilhão em dividendos.
Segundo o documento, o valor por ação será de R$ 0,34, e os papéis passarão a ser negociados ex-dividendos a partir de 3 de novembro.
Com isso, você tem duas opções: comprar as ações agora e ter direito aos dividendos ou deixar a data de corte passar, adquirir os papéis a um preço mais baixo, mas sem os proventos.
O pagamento está previsto para 30 de março de 2027.
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