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A festa ainda não acabou: B3 (B3SA3) pode subir mais 27% e pagar bons dividendos, diz Santander

Analistas elevam recomendação para B3SA3 mesmo após a forte alta recente. Veja o que está por trás da tese otimista

B3, bolsa de valores, ações, mercados.
B3, a operadora da bolsa brasileira. - Imagem: iStock

Em meio ao otimismo eleitoral, a B3 (B3SA3) já pegou carona no rali recente da bolsa brasileira. Mas, para o Santander, a alta ainda pode ter fôlego para continuar.  

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Depois de avançar 37% nos últimos 30 dias — bem acima dos 12% do Ibovespa no período —, a dona da bolsa brasileira voltou a entrar no radar dos analistas, agora com uma combinação de fatores que pode sustentar os papéis para além do entusiasmo recente do mercado. 

O Santander elevou a recomendação da ação de neutra para outperform, equivalente à compra, e estabeleceu um preço-alvo de R$ 30 para o fim de 2027. A cifra representa um potencial de valorização de 27% em relação ao último fechamento, sem considerar os dividendos, cujo retorno estimado é de 7%. 

Segundo os analistas, a mudança de visão tem menos a ver com a disparada recente das ações e mais com o que pode vir depois dela.  

Na avaliação do banco, a perspectiva de juros mais baixos no longo prazo, a expectativa de continuidade do afrouxamento monetário em 2027 e o aumento da atividade no mercado de capitais podem formar uma combinação favorável para os resultados da companhia. 

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É uma mudança importante para uma empresa cujo desempenho depende, em boa medida, do ritmo dos negócios na bolsa. Quanto maior o volume negociado, maior tende a ser a receita gerada por operações ligadas à negociação e à pós-negociação de ativos.  

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Se o mercado mantiver o fôlego, a B3 poderá transformar o movimento recente em crescimento de lucro. 

Além disso, mesmo após a valorização recente, os papéis ainda negociam com desconto de 23% em relação a bolsas globais comparáveis, segundo os cálculos dos analistas.

O banco não aposta em um fechamento completo dessa diferença, mas considera possível que ela diminua nos próximos 12 meses. 

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Fluxo maior na bolsa pode turbinar resultados 

Um dos principais argumentos da tese do Santander está no volume financeiro negociado na bolsa brasileira. Em outubro, o volume médio diário de negociação (ADTV, na sigla em inglês) está em aproximadamente R$ 66 bilhões no acumulado do mês.  

A volatilidade em torno das eleições contribuiu para aumentar a atividade, enquanto a trajetória de queda dos juros longos reforça as expectativas de um ambiente mais favorável para os ativos de risco. 

Esse segundo fator é importante porque os juros influenciam a disposição dos investidores para assumir riscos. Quando as taxas de longo prazo recuam, a renda variável pode ganhar atratividade relativa, favorecendo o fluxo para ações e, potencialmente, elevando os volumes negociados.  

A perspectiva de continuidade do afrouxamento monetário em 2027 ajuda a sustentar essa expectativa, embora o ritmo da atividade continue sujeito às condições econômicas e ao comportamento dos investidores. 

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Dividendos em foco 

Além da perspectiva de crescimento dos negócios, a política de remuneração aos acionistas também reforça a tese do Santander para a B3 (B3SA3).  

A companhia tem recorrido a um estoque de R$ 5,5 bilhões em ativos fiscais para financiar distribuições extraordinárias de juros sobre capital próprio (JCP), em meio às mudanças trazidas pela reforma tributária. 

Desse montante, R$ 3 bilhões já foram distribuídos, deixando R$ 2,5 bilhões disponíveis para pagamentos futuros. O Santander estima uma distribuição adicional de R$ 500 milhões no quarto trimestre de 2026 e o pagamento dos R$ 2 bilhões restantes ao longo de 2027. 

Segundo os analistas, resultados mais fortes podem antecipar parte das distribuições, já que existem limitações regulatórias para os pagamentos vinculadas à rentabilidade da companhia. 

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De olho na concorrência da B3 

O Santander também alerta para uma mudança que pode pesar mais adiante: a concorrência. 

O anúncio de que a Base Exchange pretende começar a operar como bolsa de valores no segundo semestre de 2027 reacendeu as discussões sobre a entrada de um novo competidor no mercado brasileiro. 

A preocupação é que, com o tempo, a disputa por participantes e operações pressione os preços cobrados no setor.  

O banco, no entanto, afirma não esperar um efeito material sobre os resultados da B3 em um "horizonte previsível".  

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