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Executivo deixa o posto por razões pessoais, enquanto conselho aciona headhunter para encontrar sucessor
A Tupy (TUPY3), multinacional catarinense líder na produção de componentes para motores à indústria automotiva, pegou o mercado de surpresa nesta sexta-feira (27). O CEO Rafael Lucchesi entregou o cargo ao conselho, alegando “questões de ordem estritamente pessoal”, menos de um ano após assumir o comando da companhia.
Com a saída, quem assume o bastão de forma interina é Gueitiro Genso, atual vice-presidente de estratégia, novos negócios, inovação e M&A. A troca passa a valer a partir de 1º de abril.
Em paralelo, a companhia já deu início à busca por um novo nome definitivo. O conselho contratou a consultoria internacional Heidrick & Struggles para conduzir o processo de sucessão, que deve avaliar tanto candidatos internos quanto nomes de fora.
“O mercado será devidamente informado acerca da evolução e das etapas do processo de sucessão, nos termos da regulamentação aplicável”, afirmou a Tupy em comunicado.
A saída do CEO ocorre poucos meses depois de a Tupy ter sido puxada para o centro de uma controvérsia envolvendo a troca de conselheiros técnicos por nomes com ligação ao governo.
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O episódio ganhou força em dezembro, quando o BNDESpar — maior acionista da companhia — indicou o ministro da Defesa, José Múcio, para uma cadeira no conselho de administração.
Na mesma leva, também foi sugerido Tiago Cesar dos Santos, secretário-executivo da Secretaria de Comunicação Social, para o conselho fiscal.
O movimento acendeu o sinal de alerta no mercado, com questionamentos sobre possível ingerência política na gestão da empresa.
Diante da repercussão negativa, a Tupy chegou a convocar uma assembleia para deliberar sobre as indicações em meio a uma enxurrada de críticas.
Apesar da resistência inicial, o nome de José Múcio acabou aprovado por maioria dos acionistas em fevereiro. A companhia, sediada em Joinville, confirmou a decisão ao oficializar a nova composição do conselho.
O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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