Revolut quer virar “banco de verdade” em 100 países — e acaba de destravar a licença em casa
Fintech recebe licença bancária no Reino Unido e lança oficialmente o Revolut Bank UK, acelerando o plano de se tornar uma plataforma financeira global

A jornada da Revolut para se transformar em um banco global acaba de atingir um novo marco. A fintech britânica recebeu nesta quarta-feira (11) a tão esperada licença bancária no Reino Unido, seu mercado de origem.
A autorização foi concedida pelo Prudential Regulation Authority (PRA), regulador do sistema bancário britânico, e permite à fintech concluir a fase final de autorização para operar como banco pleno no país.
A aprovação permite consolidar a operação bancária no país e ampliar significativamente a oferta de produtos financeiros.
Com o aval no Reino Unido, nasce oficialmente o Revolut Bank UK Ltd. O banco já começa com uma base relevante: 13 milhões de clientes no Reino Unido, além de um plano ambicioso de investimento.
A companhia promete aportar 3 bilhões de euros — cerca de R$ 18 bilhões no câmbio atual — e criar mil novos empregos de alta qualificação no país.
Segundo Francesca Carlesi, CEO da Revolut no Reino Unido, a companhia passou anos estruturando a operação nos bastidores para enfim conquistar a licença bancária.
Leia Também
“Trabalhamos intensamente para construir uma instituição que realmente agregue valor aos clientes. Agora, nosso foco é acelerar a inovação e ampliar a oferta de produtos e serviços para quem confia suas finanças à Revolut.”
O cofundador e CEO global da fintech, Nik Storonsky, também classificou o movimento como um marco estratégico. “A consolidação da nossa operação bancária no Reino Unido era uma prioridade de longo prazo e representa um momento histórico na nossa jornada”, afirmou.
De fintech à banco no Reino Unio
Com o sinal verde do regulador, a Revolut passa a operar com licença bancária completa, atendendo tanto clientes pessoa física quanto empresas.
Entre as principais mudanças está a possibilidade de oferecer contas de depósito protegidas pelo FSCS, o sistema britânico de garantia de depósitos — equivalente ao FGC no Brasil.
Além disso, a licença abre caminho para a expansão de produtos financeiros mais complexos, como empréstimos, crédito e outros serviços bancários tradicionais.
Apesar da autorização, a migração para o novo banco acontecerá de forma gradual. A Revolut começará oferecendo contas correntes para um grupo inicial de novos clientes, com expansão progressiva nas próximas semanas.
Para quem já usa a plataforma, a transição será mais lenta ao longo de alguns meses. Segundo a empresa, o aplicativo e os cartões continuarão funcionando normalmente, enquanto os clientes atuais serão gradualmente convidados a migrar suas contas para o novo banco.
A ambição da Revolut: virar banco em 100 países
A licença britânica faz parte de um plano muito mais amplo de expansão global da fintech. Hoje, a Revolut soma mais de 70 milhões de clientes em mais de 40 países e segue em ritmo acelerado de crescimento.
Mas a meta vai muito além. O objetivo declarado da fintech é alcançar 100 milhões de clientes ativos em 100 países, consolidando-se como uma plataforma financeira global.
Dentro dessa estratégia, a empresa pretende gradualmente obter licenças bancárias locais em todos os seus mercados de atuação, transformando sua operação digital em uma rede de bancos plenamente regulados ao redor do mundo.
De acordo com a companhia, o aval no Reino Unido ajuda a pavimentar esse caminho. A expectativa é que isso facilite a obtenção de autorizações semelhantes em mercados estratégicos, incluindo Américas, Ásia-Pacífico e Oriente Médio.
A Revolut também planeja entrar em 30 novos mercados até meados de 2027.
Para sustentar essa expansão, a fintech anunciou um plano de investimento de 10 bilhões de euros (aproximadamente R$ 60 bilhões) ao longo dos próximos cinco anos.
A aposta da Revolut nos EUA
Enquanto consolida sua operação bancária no Reino Unido, a Revolut também tenta avançar em outro mercado estratégico: os Estados Unidos.
Na semana passada, a fintech entrou com um pedido para obter uma licença bancária nacional no país.
O movimento segue a estratégia adotada por outras fintechs brasileiras e internacionais, como Nubank e Inter, que também vêm tentando ampliar sua presença no mercado financeiro norte-americano.
Caso a autorização seja concedida, a empresa pretende lançar o Revolut Bank US, N.A.
POTENCIAL
Smart Fit (SMFT3) vai além da abertura de academias: crescimento não atingiu o teto e Santander calcula potencial de 98% para a ação
10 de setembro de 2026 - 15:57DO BRASIL PARA O MUNDO?
Nubank estreia nos EUA, lança aposta para dinheiro sem fronteiras e testa se sua fórmula pode ganhar o mundo
10 de setembro de 2026 - 13:41CARA OU COROA?
BB Seguridade (BBSE3) pode subir pouco, mas cair muito: o risco que fez o Citi recomendar a venda das ações
10 de setembro de 2026 - 11:33NÃO SÃO OS PANDAS QUE VOCÊ IMAGINA
Vale (VALE3) pode abraçar os panda bonds? Veja o que o CFO disse sobre a emissão de títulos na China
10 de setembro de 2026 - 10:52EMPRESAS DE TELEFONIA
É o fim dos planos de celulares de R$ 20? Por que as operadoras estão deixando ofertas ultrabaratas para trás
9 de setembro de 2026 - 17:57SEMANA CHEIA
Maior queda de hoje: Tenda (TEND3) cai mais de 6% após mudança de comando e estreia no Ibovespa
9 de setembro de 2026 - 15:48ALOCAÇÃO DE CAPITAL
O que o Banco do Brasil (BBAS3) está vendo na Argentina para continuar colocando dinheiro no país?
9 de setembro de 2026 - 14:27ALTA DOS PREÇOS
Fim da crise no agro está próximo? JP Morgan elege ação favorita no setor, que pode subir até 36,5%
9 de setembro de 2026 - 11:17MUDANÇAS NA BOLSA
INBR32 dá adeus à B3: Inter prepara mudança nos BDRs e deixa uma decisão importante para os investidores
9 de setembro de 2026 - 9:39CRESCIMENTO BOM PRA CACHORRO
Petz Cobasi (AUAU3) tem mais dinheiro em caixa — vêm mais dividendos por aí? Entenda os planos da empresa para gerar mais retorno
9 de setembro de 2026 - 6:11FAXINA NO ARMÁRIO
Enjoei (ENJU3) vai desapegar dos centavos com grupamento de ações na razão de 10 para 1
8 de setembro de 2026 - 20:04TROCA DE GUARDA
Marcos Cruz assume oficialmente como CEO da Tenda (TEND3); saiba o que muda na construtora
8 de setembro de 2026 - 19:15TESOURA NAS ESTIMATIVAS
BofA corta apostas em bancos, mas vê espaço para alta em Itaú, BTG e mais 3 ações; veja quais
8 de setembro de 2026 - 18:24EXPANSÃO INTERNACIONAL
Inter chega à Argentina com conta em dólar e acesso a Wall Street; veja o que está por trás da estratégia
8 de setembro de 2026 - 16:23ASSÉDIO ELEITORAL?
“Vocês vão ter que arranjar outro emprego”: a frase que levou o MPT para cima do “Véio da Havan”.
8 de setembro de 2026 - 11:11INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
Sucessor de Warren Buffett diz como Berkshire Hathaway vai ganhar dinheiro com IA (a resposta não está só na bolsa)
7 de setembro de 2026 - 15:35FILHA DO DIVÓRCIO
Farm vale mais que a Azzas (AZZA3) na bolsa? Marca deve receber propostas neste mês após ruptura entre Arezzo e Soma, diz jornal
7 de setembro de 2026 - 10:35FALÊNCIA
190, 192 e 193: Anatel autoriza venda da telefonia fixa da Oi (OIBR3) por R$ 60 milhões
7 de setembro de 2026 - 9:20DE OLHO NAS DÍVIDAS
Adeus, CSN Cimentos? Novo CEO da CSN (CSNA3) prepara venda de ativos bilionários, diz jornal
6 de setembro de 2026 - 12:55PODCAST TOUROS E URSOS