Quem é o novo ‘dono do pedaço’ no Pão de Açúcar? Bilionário que superou os Coelho Diniz já foi punido pela CVM e trava batalha com o filho
Com fortuna estimada em R$ 3,8 bilhões, Silvio Tini assumiu a maior fatia acionária do GPA (PCAR3) após o fim da poison pill; investidor acumula passagens por algumas das principais empresas da bolsa, uma punição por insider trading e uma disputa familiar bilionária na Justiça

O Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) tem um novo sócio majoritário: Silvio Tini. Ele agora tem o maior pedaço do capital da rede varejista, com 25,795% dos papéis em conjunto com sua holding, a Bonsucex. Assim, o investidor superou o clã mineiro Coelho Diniz, que atualmente possui 24,6% em participação na companhia.
O avanço de Tini acontece poucos dias depois do GPA aprovar a exclusão da cláusula de poison pill do estatuto social da empresa. Isso possibilitou que o presidente da Bonsucex superasse uma fatia de 25% do capital da empresa sem ter que fazer uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) ao restante dos acionistas.
Antes mesmo do executivo se tornar majoritário, parte do mercado já apontava que a remoção da pílula veneno poderia desencadear uma corrida entre o investidor e os Coelho Diniz, que também têm mostrado sangue nos olhos pelo Pão de Açúcar. Você pode entender mais detalhes nesta reportagem do Seu Dinheiro.
A aposta de Tini, segundo analistas de mercado com quem o Seu Dinheiro conversou, parece ser de que a recuperação extrajudicial na qual a empresa se encontra vá conseguir dar um jeito nas dívidas bilionárias, recuperando o valor de mercado do grupo a longo prazo.
Cabe lembrar que, só neste ano, os papéis já perderam 52% do valor, apesar de terem subido 7,14% nesta quinta-feira (18), e fechado a R$ 1,80.
Quem é Silvio Tini?
Ele é um dos investidores mais conhecidos e discretos do mercado brasileiro. Fundador e diretor-presidente da Bonsucex Holding, criada em 1982, ele construiu uma trajetória marcada pela aquisição de participações relevantes em companhias listadas na bolsa, estratégia que o tornou um dos principais investidores ativistas do país.
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Segundo estimativas da Forbes, seu patrimônio é de aproximadamente R$ 3,8 bilhões.
Ao longo das últimas décadas, Tini acumulou posições expressivas em empresas como Alpargatas (ALPA4), Bombril, Banco Pan (BPAN4), Gerdau (GGBR4) e IRB (IRBR3).
A trajetória do investidor também é marcada por controvérsias. Em 2024, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) decidiu inabilitá-lo por cinco anos para o exercício de cargos de administração em companhias abertas, em processo relacionado ao uso de informação privilegiada em negociações envolvendo a Alpargatas.
*Matéria atualizada em 10 de agosto de 2026.
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