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Nessa corrida tecnológica, quem mais surpreende é uma concorrente 100% digital que nem sequer está na bolsa; veja qual a recomendação do BTG na disputa entre Movida e Localiza
Ao acelerar sua aposta em digitalização, a Localiza (RENT3) já poupou R$ 23 milhões ao reduzir filas com um serviço totalmente automatizado — avançando mais rápido que a rival Movida (MOVI3) nesse segmento. Mas, nessa corrida tecnológica, quem mais surpreende é uma concorrente 100% digital que nem sequer está na bolsa.
Em relatório, o banco BTG Pactual detalha os ganhos da digitalização da companhia, que atua na locação de carros e seminovos.
Essas iniciativas digitais ainda são pequenas em relação ao tamanho das companhias, mas ajudam a melhorar a experiência do consumidor e a eficiência operacional.
Embora ainda representem uma fatia pequena dentro das operações, essas iniciativas já chamam a atenção do BTG Pactual, que mantém recomendação de compra para o setor — com preferência pela Localiza. Segundo o banco, as locadoras também podem se beneficiar do ciclo de queda dos juros.
O preço-alvo do BTG para Localiza é de R$ 55, o que representa um potencial de alta de 35,6%, incluindo dividendos.
A corrida para ser mais digital vem em um momento em que as empresas sofrem com os juros altos.
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Essas iniciativas fazem parte de uma agenda compartilhada entre as duas empresas, focada em eficiência operacional estrutural e expansão de margem, à medida que o setor navega pelo que parece ser um pico nos encargos financeiros cíclicos relacionados a juros elevados e depreciação", diz o relatório do BTG.
O Fast, serviço 100% digital da Localiza, permite que o cliente alugue e retire o veículo sem qualquer interação humana. Todo o processo, da verificação de identidade, pré-pagamento e até abertura do carro via Bluetooth, é feito pelo aplicativo.
A jornada digital também possibilita validar características como modelo, cor, quilometragem e até a placa do veículo disponível. Hoje, um terço dos clientes pessoa física já retira o carro por essa modalidade, reduzindo significativamente as filas nas agências.
Além da experiência aprimorada, a iniciativa gerou impacto financeiro positivo de R$ 23 milhões ao ano. O Fast está disponível em 277 das cerca de 600 agências, avanço frente às 200 unidades do ano anterior.
A Movida (MOVI3) também tem uma modalidade digital de web check-in, em que grande parte dos procedimentos são feitos pelo site ou app com antecedência, como o cadastro, a inclusão da carteira de habilitação e o pré-pagamento.
No entanto, o processo precisa ser finalizado na loja, com a assinatura do contrato em um tablet com um funcionário. Além disso, os analistas do BTG acreditam que o alcance desse modelo é menor do que o Fast.
Mas há uma rival que ainda não está na bolsa e que já criou um serviço totalmente digital muito antes das gigantes. Ela sequer tem agências físicas.
A Turbi, locadora 100% digital de São Paulo, oferece um processo de cadastro totalmente online, com aprovação em menos de 30 segundos, o que reduz fricções típicas dos balcões tradicionais.
O cliente pode alugar um carro de forma instantânea, agendar uma retirada ou optar pela assinatura. Os veículos ficam em estacionamentos parceiros e são destravados pelo app. A retirada e a devolução exigem apenas inspeções digitais, sem interação com funcionários.
Mesmo com a jornada totalmente digital, a Turbi ainda depende de concessionárias de seminovos — incluindo as próprias Localiza e Movida — para vender sua frota, operando em um modelo híbrido de ciclo de vida dos veículos.
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