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A companhia tem 37 concessões em rodovias, aeroportos e trilhos e pode mudar de mãos para pagar dívida entre Bradesco e Grupo Mover

A Motiva (MOTV3), antiga CCR, afirmou que uma grande fatia do seu controle acionário mudou de mãos. As acionistas Sucea Participações e Sincro Participações, que formam o Grupo Mover, têm a intenção de vender toda a sua participação de 14,86%, disse a empresa em fato relevante.
Elas receberam uma oferta vinculante do Bradesco BBI. Com essa venda, as acionistas conseguem quitar uma dívida de mais de R$ 3,1 bilhões em debêntures detidas pelo banco.
Agora, as demais acionistas integrantes do acordo de acionistas têm 30 dias para exercer a preferência de compra por esses papéis. Além do grupo Mover, os principais acionistas são o empresário Pelerson Soares Penido, com 14,27%, a Itaúsa, com 10,33% e Votorantim, com os mesmos 10,33%.
A companhia tem 37 concessões em rodovias, aeroportos e trilhos. É o caso de rodovias como Rodoanel, em SP, e RioSP, trilhos como o VLT carioca e a Linha 4 Amarela do metrô de São Paulo, e o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, Goiânia e São Luís, entre outros.
Com essa dívida quitada, a Mover avança em sua recuperação judicial. O grupo Mover Participações (antiga Camargo Corrêa) e sua subsidiária InterCement entraram em recuperação judicial em dezembro de 2024, com dívidas de R$ 14,2 bilhões.
A CSN estava em negociação para aquisição da cimenteira por até R$ 6 bilhões, mas o processo não avançou, levando a subsidiária da Mover à pedir proteção contra credores. Agora, a própria CSN está tentando se desfazer de sua divisão de cimentos, para resolver a sua dívida.
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Além disso, o Bradesco havia dito, já no final de 2024, que entraria na Justiça para resgatar suas dívidas de R$ 3 bilhões, que não poderiam entrar em um processo de RJ. As ações da Motiva (ex-CCR) que estavam na mão da Mover foram dadas em garantia pelo empréstimo.
No início do mês, a InterCement mudou de mãos, depois de renegociar grande parte das suas dívidas. Agora, ela é controlada pela LATCEM, do empresário argentino Marcelo Mindlin, com 39%, e as gestoras Redwood e Moneda Patria, com 25% e 23%, respectivamente.
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