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Após promessa de reorganização e corte de custos, a Vale Base Metals trabalha para deixar a operação pronta para uma eventual oferta pública antes do prazo inicialmente previsto para 2027
A Vale Base Metals (VBM) quer colocar seu braço de níquel e cobre na vitrine — e antes do que o mercado imaginava. A subsidiária da Vale (VALE3) trabalha para deixar a operação pronta para uma possível oferta pública inicial (IPO) de ações até meados deste ano, antecipando o cronograma que antes apontava para 2027.
Segundo o CEO da unidade, Shaun Usmar, a organização interna está andando mais rápido do que o previsto. O plano envolve cortar custos, reduzir a necessidade de capital e destravar projetos do pipeline.
Em entrevista à BNN Bloomberg na terça-feira (3), afiliada da Bloomberg no Canadá, o executivo afirmou que a meta agora é deixar tudo pronto para abrir o capital “por volta da metade do ano”.
“É uma janela incomum neste momento e acredito que nosso negócio está apresentando bom desempenho. Mas não somos os proprietários, e nosso trabalho é oferecer opções”, disse, durante a conferência da Prospectors and Developers Association of Canada, em Toronto.
Em declaração ao Seu Dinheiro, a VBM afirmou que, neste momento, não há decisão formal sobre a realização de um IPO. A companhia destacou, porém, que trabalha para deixar a estrutura pronta até meados do ano, o que permitiria avançar com uma eventual abertura de capital.
No mês passado, a empresa acertou a venda da maior parte de sua fatia em um projeto de níquel no Canadá e decidiu concentrar munição onde enxerga mais potencial: a meta é dobrar a produção de cobre ao longo da próxima década.
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E o timing ajuda. O cobre, peça-chave na transição energética e na eletrificação global, acumulou alta de cerca de 36% no último ano — desempenho quatro vezes superior ao do níquel.
Se a janela de mercado continuar aberta, a Vale pode aproveitar o embalo para destravar valor em uma área vista como estratégica para o futuro da mineração.
A fala do CEO da VBM reforça um recado que a própria Vale já vinha dando ao mercado: níquel e, principalmente, cobre deixaram de ser coadjuvantes e passaram a ocupar posição estratégica no plano de crescimento da companhia.
Os números ajudam a sustentar essa mudança de foco. No quarto trimestre, a Vale Base Metals mais do que dobrou o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), que saltou para US$ 1,4 bilhão.
Na teleconferência de resultados, a mineradora voltou a destacar a ambição de dobrar a produção de cobre ao longo do ciclo. Hoje, o volume gira em torno de 380 mil toneladas por ano.
*Com informações da Bloomberg Línea
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