O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Banco vê espaço para revisões positivas de lucro, impulsionadas por minério mais caro, disciplina de capital e resiliência da demanda chinesa
A Vale (VALE3) desponta como uma das poucas empresas capazes de atravessar o atual cenário global turbulento provocado pela guerra no Oriente Médio com vantagem competitiva — e ainda devolver mais dinheiro ao acionista.
Essa é a avaliação do BTG Pactual, que reiterou recomendação de compra e preço-alvo de US$ 15 para os american depositary receipts (ADRs), negociados em Nova York, após reuniões recentes com a diretoria da mineradora em Londres.
Segundo o banco, o momento atual favorece mais revisões positivas de lucros do que cortes, “com a configuração atual inclinando-se mais para revisões de lucro para cima do que para baixo”.
A combinação de preços elevados do minério de ferro, contratos estratégicos e disciplina financeira coloca a companhia em posição confortável para enfrentar o cenário e até surpreender.
“A Vale parece bem preparada para enfrentar a tempestade”, afirma o BTG.
Leia Também
Por volta das 12h30 (de Brasília), os ADRs da mineradora negociados na Nyse subiam 12,42%, cotados a US$ 15,23. No mesmo horário, os papéis VALE3 tinham alta de 1,98% no Ibovespa, a R$ 79,69.
O desempenho dos papéis da companhia destoa do minério de ferro, que encerrou o dia com queda de 1,92% em Singapura, cotado a US$ 105,60 a tonelada.
Um dos pilares da visão otimista dos analistas do BTG é o preço da commodity.
Atualmente, o minério de ferro é negociado em torno de US$ 110 por tonelada — cerca de US$ 10 acima das expectativas do mercado —, enquanto a demanda chinesa segue resiliente, apesar de dados oficiais mais fracos.
Para o BTG, não há sinais de dificuldade para escoar produção.
“Neste ponto, não há absolutamente nenhum problema em colocar toneladas de minério de ferro no mercado”, diz o banco em relatório.
Ao mesmo tempo, “a demanda chinesa é reportada como resiliente/estável”, com prêmios de qualidade ainda elevados.
Além disso, a tese estrutural segue intacta. O banco reforça que o mercado pode estar subestimando a dinâmica de oferta e demanda.
“O erro favorito do mercado” seria apostar em queda dos preços, enquanto a Vale sustenta um cenário de valores mais altos por mais tempo.
O conflito no Oriente Médio trouxe um choque inflacionário relevante, principalmente via petróleo — o que impacta diretamente os custos de frete e insumos.
Ainda assim, a Vale aparece como uma “vencedora relativa” entre as mineradoras globais. “Continuamos vendo a Vale como um vencedor relativo”, afirma o BTG.
Isso porque a empresa:
Segundo o banco, essa combinação é crucial: “a estratégia de hedge da companhia, combinada com a baixa probabilidade de escassez de diesel, permanece um diferencial-chave”.
Enquanto concorrentes já reportam riscos de abastecimento, a Vale mantém custos mais previsíveis — e menor sensibilidade ao petróleo.
Com preços elevados do minério de ferro, custos relativamente protegidos e baixa exposição ao frete spot, a geração de caixa da Vale tende a surpreender positivamente — e isso abre espaço para uma remuneração mais robusta ao acionista.
Segundo o BTG, “os dividendos extraordinários parecem cada vez mais prováveis daqui para frente, à medida que os fluxos de caixa continuam surpreendendo positivamente”.
O banco destaca que, no cenário atual, a companhia está “bem posicionada para gerar fluxo de caixa livre (FCF) sólido em 2026”.
Se essa expectativa se confirmar, a leitura do BTG é que a Vale deve devolver o excesso de caixa aos investidores.
“Esperaríamos que a companhia retornasse o excesso de caixa aos acionistas, seja por meio de dividendos extraordinários e/ou recompras”, afirma o banco em relatório.
A projeção do BTG aponta para um potencial de retorno em caixa de cerca de 9% em 2026.
Além do minério de ferro, o BTG vê valor crescente nos negócios de metais básicos, encabeçados pela subsidiária Vale Base Metals (VBM).
No cobre, a Vale mantém uma visão estruturalmente otimista, enquanto segue adiando um IPO da divisão.
“Eles continuam reforçando a mensagem de que um IPO [oferta inicial de ações] está fora de cogitação por enquanto”, diz o banco, destacando o foco em crescimento orgânico. No início do mês, entretanto, o CEO da VBM afirmou que a divisão deseja estar pronta para um IPO até o meio do ano.
Já no níquel, o banco aponta um possível “valor escondido”. Mesmo com preços atuais, a operação já gera caixa relevante — algo que ainda não estaria refletido no valuation.
“O negócio já é capaz de gerar um FCF razoável”, afirma o banco em relatório.
Outro vetor de valorização pode vir de fora. Após os desastres de Brumadinho e Mariana, a Vale ficou de fora de uma fatia relevante de investidores globais. Agora, esse cenário começa a mudar.
“Desde então, a companhia vem trabalhando para reverter gradualmente essa restrição: a Vale já eliminou todas as barragens de rejeitos de Nível 3, continua reduzindo suas estruturas de Nível 2 e adotou uma postura significativamente mais cautelosa em gestão de riscos e práticas ambientais”, afirmam os analistas.
Como resultado, a administração da Vale indicou que já ajudou a destravar cerca de US$ 2 trilhões em capacidade potencial de investimento. Entretanto, há espaço adicional relevante, com trilhões ainda sob restrições.
“Ainda assim, estima-se que US$ 4 trilhões permaneçam sob mandatos restritos de alocação, e a administração continua engajada com investidores relevantes, o que pode sustentar uma normalização adicional dos fluxos no médio prazo”, diz do BTG.
Com base no desempenho do quarto trimestre de 2025, banco destaca quais empresas conseguiram driblar os juros altos e o consumo fraco no final do ano passado
BTG vê avanço operacional e melhora financeira após Investor Day, mas mantém cautela com juros altos e estrutura de capital
Ainda não é possível saber qual o tamanho do impacto do Imposto Seletivo sobre cervejas, que ainda não foi regulamentado; efeito sobre a Ambev deve ser neutro
Suspensão temporária no principal motor do negócio resulta em balanço “misto” no 4T25. Vale a pena manter o otimismo com as ações agora?
Nos últimos dias, diversos vídeos nas redes sociais mostram que a Zara reprecificou diversos produtos. A própria XP verificou, em levantamento, que os itens ficaram 15% mais baratos, com alguns cortes chegando a 30%
Mudança de regra pode afetar diretamente as expectativas de retorno e geração de caixa da companhia de saneamento paranaense
Lucro líquido chegou a R$ 102,3 milhões no período, em meio a estratégia mais focada em rentabilidade e menos dependente de crescimento de frota; veja os destaques do resultado
Levantamento com dados da CVM e da Anbima mostra forte presença da UHY em fundos ligados ao ecossistema do Banco Master, além de conexões com a Fictor, vínculos indiretos entre estruturas e indícios de investimentos cruzados entre os veículos
Data de corte se aproxima e ações devem virar “ex” nos próximos dias; veja o calendário dos proventos da Vibra
Mais dinheiro no setor, mudança no IR e ajustes no MCMV podem turbinar vendas; veja quem deve ganhar
A operadora adiou a divulgação dos resultados do terceiro e do quarto trimestres de 2025, além das demonstrações financeiras anuais, e segue sem nova data para apresentação dos números ao mercado
Investidor precisa ficar atento à data de corte para não perder o direito ao provento
Laudo da Laspro libera avanço da recuperação, mas identifica números conflitantes, dependência de aportes internos e confusão patrimonial entre as empresas
Genial Investimentos revisa tese e aponta riscos que colocam em xeque a percepção de estabilidade da transmissora
Em reunião com analistas, CEO diz que transição foi planejada e que modelo atual veio para ficar; veja o que esperar do bancão agora
Liminar judicial dá 60 dias de fôlego à antiga Alliar, enquanto empresa tenta negociar dívidas e evitar um desfecho mais duro
A ação, no entanto, está em queda, com o arrefecimento da guerra no Oriente Médio, após o anúncio de Donald Trump, e a queda do petróleo tipo brent
Presidente da Amazon Brasil defende que a parceria une a tecnologia da plataforma norte-americana com o portfólio e a tradição da Casas Bahia
A CSN pretende utilizar os recursos do empréstimo para refinanciar dívidas existentes no curto e médio prazo; venda da CSN Cimentos foi dada como garantia
Operação envolve transferência de ativos e dívidas para nova empresa sob controle dos investidores; saiba o que esperar do potencial negócio