O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O economista Adriano Pires, sócio fundador do CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura), explica o que esperar da Petrobras em meio à alta dos preços do petróleo
Se há quatro anos uma guerra levou a gasolina a quase R$ 8 por litro, agora, em 2026, a Petrobras volta a se deparar com um cenário que pode pressionar os preços. No entanto, desta vez, a estatal dispõe de mecanismos para, pelo menos, postergar as altas até que a situação se acalme.
Para Adriano Pires, sócio fundador do CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura), a Petrobras está em posição melhor do que no passado, porque é exportadora relevante de petróleo e tem custo de extração no pré-sal bastante competitivo.
Petróleo caro, em tese, aumenta receita e geração de caixa — e isso explica por que ações de empresas como ExxonMobil, Shell, Prio (PRIO3) e Brava Energia (BRAV3) sobem com a commodity. “A diferença é o risco político”, disse em entrevista ao Money Times.
Apesar disso, ele afirma que, se a estatal não repassar integralmente o aumento dos preços internacionais para gasolina e diesel, o spread em relação às concorrentes pode crescer, ou seja, a diferença de preço entre a compra e a venda do combustível.
Dessa forma, deixa de capturar parte do ganho — ou seja, lucra menos do que as outras petroleiras. “Se você considerar a tradição do PT com a Petrobras, o governo vai intervir no preço e não vai deixar que ele suba”, diz.
O problema maior surge, destaca, se houver defasagem relevante nos preços internos. Como o Brasil ainda importa diesel e gasolina, importadores privados deixam de trazer produto se não houver paridade.
Leia Também
“Isso pode gerar risco de desabastecimento”, afirma. Nesse cenário, a Petrobras poderia ser obrigada a importar mais caro e vender mais barato no mercado interno — “aí, sim, haveria prejuízo real”.
De acordo com apuração da Reuters, a empresa monitora de perto os desdobramentos do conflito dos Estados Unidos e Israel contra o Irã e prevê uma semana de observação no mercado de petróleo.
A Petrobras também está de olho nos impactos da guerra em instalações de produção de petróleo e combustíveis, além de gargalos logísticos gerados pelo conflito.
Quatro anos atrás, o mundo vivia momentos de tensão com o início da Guerra da Ucrânia, quando a Rússia invadiu seu antigo território dos tempos da União Soviética. Na época, o petróleo rapidamente ultrapassou os US$ 100, o que provocou um choque inflacionário e levou os bancos centrais, que estavam com juros baixos devido à pandemia da Covid-19, a agir.
As consequências da guerra resvalaram, inclusive, nas eleições para a Presidência em 2022. Com a antiga política de preços da Petrobras (PETR3; PETR4) ainda em vigência, a companhia reajustou os preços, com a gasolina batendo em R$ 8 o litro.
Para segurar os valores, o então presidente Jair Bolsonaro foi obrigado a recorrer a vários mecanismos, entre eles a derrubada de impostos.
Mas já era tarde. O desgaste da disparada de preços estava feito, com a alta da gasolina atingindo principalmente motoristas de aplicativo e caminhoneiros.
O então candidato Luiz Inácio Lula da Silva prometeu que iria "abrasileirar" os preços, como de fato fez em 2023.
Com a guerra que se espalha no Oriente Médio após os EUA e Israel atacarem o Irã e matarem parte do alto escalão, incluindo o chefe supremo Ali Khamenei, parte da infraestrutura de gás e petróleo da Arábia Saudita amanheceu em chamas.
Mais grave do que isso, o país persa fechou o Estreito de Ormuz, por onde escoa 20% da produção mundial de petróleo, e afirmou que irá incendiar qualquer navio que tentar passar. Por outro lado, o presidente Donald Trump já disse que a guerra não tem data para acabar.
Seja como for, Pires se diz mais otimista. “É claro que o preço do petróleo está subindo, e tudo vai depender da duração e da intensidade do conflito. Mas, do ponto de vista estrutural, o mercado hoje é diferente do que foi em outros episódios de crise”, destaca.
Ele recorda que, atualmente, a oferta global de petróleo e gás cresce em ritmo superior ao da demanda. E essa alta vem principalmente de países fora da Opep, como Brasil, Guiana e Estados Unidos. “Isso funciona como um amortecedor.”
Se o conflito durar duas semanas, Pires imagina o barril oscilando perto de US$ 80. Se durar cinco semanas, pode ir a US$ 100. Se for algo prolongado, com interrupções relevantes de oferta, aí sim poderíamos falar em US$ 120, como bancos como o JPMorgan preveem.
“Mas a diferença em relação à guerra entre Rússia e Ucrânia é importante. Naquele momento, havia dois fatores: oferta crescendo menos que a demanda e uma guerra envolvendo um grande produtor. Agora, o movimento é essencialmente geopolítico — não há desequilíbrio estrutural entre oferta e demanda.”
Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para abril fechou em alta de 6,3%, a US$ 71,23 o barril, na última segunda-feira. Já o Brent para maio subiu 6,7%, a US$ 77,74 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).
Um ponto que tem recebido menos atenção, destaca, é o gás natural. O Catar, um dos maiores exportadores globais de GNL (gás natural liquefeito), teria interrompido parte da produção. Na Europa, o preço do gás já subiu cerca de 50%. “E o gás hoje é essencial: geração de energia elétrica, uso residencial e indústria. Portanto, é um fator inflacionário relevante.
Metade da carne de frango consumida nos mercados halal do Oriente Médio é importada, principalmente do Brasil; entenda os efeitos do conflito na região para a exportadora brasileira
Pré-venda começa na próxima segunda-feira (9); modelo mais acessível vem com 256 gigabytes e novo processador
De olho na luz como motor da inteligência artificial, o investimento bilionário da Nvidia na Lumentum e na Coherent deve transformar a transferência de dados
Mesmo com sinais pontuais de melhora no exterior, spreads fracos no Brasil e geração de caixa negativa seguem no radar dos analistas
Paramount cogita fundir os dois streamings em um único serviço, mas ainda não há detalhes sobre nome, data de lançamento ou preço
Kepler Weber fecha acordo para combinação de negócios com a GPT; veja o que pode acontecer ao acionista de KEPL3
Com vencimentos pressionando o balanço, empresa estrutura linha bilionária e coloca ações da CSN Cimentos na mesa
A companhia informou que a operação está inserida em processo de reorganização administrativa, operacional, financeira e jurídica
Após alta de quase 30% em seis meses, banco avalia que o valuation ficou mais justo — mas um catalisador pode mexer com a ação
Negócio cria frota de 73 embarcações, muda o controle da companhia e consolida um novo peso-pesado no apoio offshore brasileiro
Custos sob controle e projetos em expansão reforçam cenário construtivo para a mineradora, mas valorização recente entra no radar dos analistas
A reorganização cria uma gigante de até R$ 50 bilhões, mas impõe uma decisão clara aos minoritários: aceitar a diluição e apostar em escala ou aproveitar a porta de saída
As ações da dona da bolsa acumulam alta de quase 70% em 12 meses; analistas divergem sobre a compra do papel neste momento
Nova gigante nasce com escala bilionária e mira Novo Mercado — mas o que muda para Rede D’Or, Fleury e Mater Dei?
Qualquer melhora na bolsa depende do sucesso da Qualicorp em conseguir se reerguer. “Continuamos a acreditar que a performance da ação está firmemente conectada ao sucesso do seu plano de turnaround”, escreve o BTG Pactual.
Banco separa ativos de saúde via IPO reverso da Odontoprev e aposta que mercado vai reprecificar a “joia escondida” no balanço
O catálogo da Warner Bros inclui franquias icônicas como “Harry Potter”, “Game of Thrones”, e personagens da DC Comics como Batman e Superman
Banco une operadora, hospitais, clínicas e participação no Fleury em um ecossistema de R$ 52 bilhões de receita — e já nasce mirando governança premium na bolsa
Dona da bolsa brasileira lucra R$ 1,4 bilhão no período, com crescimento em todos os segmentos
Remuneração será igual para ações ordinárias e preferenciais, com pagamento até 31 de agosto de 2026