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NA RETA FINAL?

CSN (CSNA3) recebe ofertas firmes pela CSN Cimentos; venda pode ser o primeiro passo para colocar a dívida nos trilhos

Siderúrgica espera levantar entre R$ 13 bilhões e R$ 14 bilhões, mas ainda precisa avançar em outros desinvestimentos

CSN Cimentos IPO CSNA3 CMIN3 recompra de ações
Imagem: Divulgação

A CSN (CSNA3) deu mais um passo para tentar aliviar a pressão sobre o balanço. A companhia informou nesta segunda-feira (10) que recebeu propostas vinculantes pela CSN Cimentos, uma das principais peças do plano de desinvestimentos que a siderúrgica vem montando para reforçar o caixa e reduzir o endividamento. 

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O recebimento das ofertas marca uma nova etapa no processo competitivo de venda integral da unidade de cimentos, iniciado em junho com o apoio do banco de investimento Morgan Stanley. Quatro companhias — duas brasileiras e duas chinesas — avançaram para esta fase. 

Agora, as propostas estão em análise. Segundo a CSN, o processo da venda segue dentro do cronograma previsto. 

Mais do que simplificar o portfólio, porém, a venda da CSN Cimentos é importante para a equação financeira do grupo.  

A companhia espera levantar entre R$ 13 bilhões e R$ 14 bilhões com o negócio, enquanto a unidade serve de garantia para um empréstimo-ponte de até R$ 7,43 bilhões contratado com um sindicato de bancos para melhorar o perfil das obrigações de curto e médio prazos. 

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O problema é que, mesmo que a venda seja concluída pelo valor esperado, ela não deve ser suficiente, sozinha, para tirar a CSN do aperto financeiro.  

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A companhia ainda precisará avançar em outras medidas de desalavancagem justamente em um momento em que os números do balanço continuam exigindo atenção. 

2T26 da CSN (CSNA3) chega com o mercado em alerta 

A situação financeira da CSN passou a ser acompanhada mais de perto pelo mercado após o resultado do quarto trimestre do ano passado.  

Em março, a siderúrgica divulgou um prejuízo líquido 748% maior do que no mesmo período do ano anterior, em um cenário marcado pela alta da alavancagem e pela queima de caixa. 

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Desde então, a evolução da dívida e a capacidade de geração de caixa da companhia se tornaram pontos centrais para os investidores. 

O resultado do segundo trimestre de 2026 será divulgado nesta quarta-feira (12), mas a própria CSN já deu uma prévia pouco animadora dos números. 

A expectativa é de um prejuízo líquido entre R$ 1,3 bilhão e R$ 1,4 bilhão, alta de 62% em relação ao semestre anterior, segundo dados preliminares do primeiro semestre divulgados no fim de julho.

A dívida também deve avançar. A CSN estima encerrar o período com dívida bruta de R$ 54 bilhões e dívida líquida ajustada de R$ 44 bilhões. 

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Os números chamaram a atenção das agências de classificação de risco. A Fitch Ratings considera o nível de alavancagem da companhia insustentavelmente alto e, recentemente, rebaixou a nota de crédito da CSN de B para CCC+, classificação que indica um risco elevado de calote. 

Dívida acima de R$ 60 bilhões assusta 

Para a Fitch, o desafio da CSN vai além de um trimestre mais fraco. A agência projeta que a dívida total ajustada da siderúrgica ultrapasse R$ 60 bilhões em 2026 e 2027. 

A expectativa é de que os indicadores de alavancagem permaneçam elevados para os padrões da companhia. A Fitch estima que a dívida da CSN será equivalente a quase seis vezes o Ebitda em 2026. 

Segundo a agência, isso significa que seriam necessários vários anos de geração operacional de resultados, sem considerar outros fatores, para que a companhia conseguisse quitar esse volume de dívida. 

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Por isso, a execução do plano de desalavancagem passou a ser um dos principais pontos de atenção para a tese da CSN.  

A companhia vem negociando a venda de outros ativos além da unidade de cimentos, em busca de recursos para reforçar o caixa e reduzir a pressão sobre o balanço. 

Entre os ativos que podem entrar nesse pacote estão operações de infraestrutura, como terminais portuários no Rio de Janeiro, a participação na empresa de transporte ferroviário de carga MRS e a Tora, companhia de logística adquirida recentemente. 

Segundo cálculos da Fitch, a venda de 100% da operação de cimentos e de uma participação de 25% dos ativos de infraestrutura poderia gerar aproximadamente R$ 16,2 bilhões. 

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Em um cenário traçado pela agência, a conclusão dessas operações permitiria reduzir a dívida total para cerca de R$ 37 bilhões e levar os indicadores de alavancagem para níveis significativamente menores. 

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