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Banco de Brasília apresentou na sexta (6) o plano para capitalizar a instituição após perdas com ativos do Banco Master; veja o que explica a queda da ação nesta segunda (9)
São tempos de incerteza para o Banco de Brasília (BSLI4). Nesta segunda (9), as ações preferenciais da instituição chegaram a despencar mais de 20% na B3. A reação negativa do mercado ocorre após o BRB apresentar ao Banco Central (BC) um plano de recomposição de capital na última sexta (6), como resposta às perdas associadas às operações com o Banco Master.
A proposta foi entregue pessoalmente pelo presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, ao diretor de Fiscalização do BC, Gilneu Vivan, com a presença do secretário de Economia do Distrito Federal, Daniel Izaias.
Por volta das 14h de hoje, ações preferenciais do banco estatal caíam 20,71%, negociados a R$ 4,47. Os papéis acabaram fechando o dia com baixa de 13,42%, cotados a R$ 4,84.
Na contramão, as ações ordinárias (BSLI3) chegaram a subir mais de 5%, sustentadas pela expectativa de preservação do controle do banco pelo acionista majoritário, o governo do Distrito Federal. Os papéis terminaram a sessão com alta de 4,88%, cotados a R$ 4,30.
Em comunicado, o Banco de Brasília afirmou que eventuais aportes de capital só serão definidos após a conclusão das investigações em andamento. Além de não divulgar valores, a instituição não detalhou quais medidas do plano serão efetivamente executadas.
O BRB informou que se trata de um conjunto de ações preventivas, com horizonte de implementação de até 180 dias, voltadas à preservação da sustentabilidade da instituição e à proteção de clientes, investidores e parceiros.
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No caso do BRB, isso acontece depois do banco ter negociado R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito do Banco Master, com ativos superfaturados ou inexistentes.
Segundo o próprio Banco de Brasília, aproximadamente R$ 10 bilhões desses ativos já teriam sido substituídos ou liquidados.
Em depoimento à Polícia Federal no fim do ano passado, o diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino, afirmou que as operações com o Banco Master teriam provocado um rombo de cerca de R$ 5 bilhões no banco distrital.
A princípio, existem cinco alternativas para o banco recompor seu capital:
As medidas que envolvem recursos públicos dependem de aprovação da Câmara Legislativa do Distrito Federal.
Segundo o Estadão, o BRB já teria vendido cerca de R$ 5 bilhões em ativos considerados de alta qualidade, como crédito consignado e antecipação de saques do FGTS, para conter a fuga de recursos após a liquidação do Banco Master.
O BRB também negocia a venda de quase R$ 1 bilhão em carteiras de crédito com garantias do Tesouro Nacional e tenta se desfazer de fundos adquiridos do próprio Master.
Em março de 2025, o Banco de Brasília anunciou uma proposta para adquirir o Banco Master. Em setembro, o Banco Central vetou a compra e anunciou a liquidação da instituição comandada por Daniel Vorcaro por crise de liquidez, indícios de irregularidades financeiras e fraude contábil.
A partir daí, autoridades deram início a uma investigação sobre o Banco Master, revelando as operações de venda de carteiras de crédito ao BRB.
*Com informações de Agência Brasil e Money Times
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