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Nova gigante nasce com escala bilionária e mira Novo Mercado — mas o que muda para Rede D’Or, Fleury e Mater Dei?
O mercado não precisou de muito tempo para reagir. Bastou o anúncio da criação da Bradsaúde para as ações entrarem em modo euforia. Por volta das 13h10 desta sexta-feira (27), os papéis do Bradesco (BBDC4) subiam 3,57%, a R$ 21,73. Já a Odontoprev (ODPV3) disparava 23,11%, negociada a R$ 15,82.
O banco decidiu reunir todos os seus ativos de saúde em uma nova holding batizada de Bradsaúde, que chegará à bolsa por meio da já listada Odontoprev, em uma operação de IPO reverso.
Na visão do mercado, o movimento não se trata só de uma reorganização societária, mas algo maior: uma mudança estrutural na tese de investimento — especialmente para quem já estava posicionado em Odontoprev.
Hoje, a Odontoprev atua em um mercado de planos odontológicos estimado em cerca de R$ 8 bilhões. Com a Bradsaúde, passa a integrar uma plataforma que, segundo o Bradesco, endereça um mercado total superior a R$ 435 bilhões.
Dentro dos demais ativos do grupo que serão abarcados pela Bradsaúde, a Bradesco Saúde opera em planos médico-hospitalares, um setor que gira em torno de R$ 327 bilhões.
A Atlântica Hospitais está inserida em um mercado hospitalar que beira R$ 66 bilhões. Já os serviços de diagnóstico, onde atua o Grupo Fleury, somam cerca de R$ 34 bilhões.
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O que antes era uma companhia focada em dental passa a ser a porta de entrada para um ecossistema completo: planos médicos, hospitais, clínicas, oncologia, diagnóstico e tecnologia aplicada à saúde.
Para o Bradesco, a listagem da Bradsaúde permitirá uma “precificação adequada” desses ativos e maior acesso ao mercado de capitais — dois pontos centrais na tese de destravamento de valor defendida pelo banco.
Outro ponto que ajuda a explicar a disparada das ações está nos múltiplos. Hoje, a Odontoprev negocia a 11,8 vezes o lucro dos últimos 12 meses encerrados em dezembro. É um patamar abaixo de outras empresas do setor listadas na bolsa.
A título de referência, a Rede D’Or roda a cerca de 19,9 vezes preço/lucro. O próprio Grupo Fleury negocia a 15,3 vezes. Já a Mater Dei (MATD3) é avaliada em 13,1 vezes.
Nas contas do BTG Pactual, a nova companhia nasce com um valor de mercado estimado em R$ 38 bilhões, negociando perto de 10 vezes preço/lucro e com estrutura de capital desalavancada.
Em outras palavras: escala relevante, múltiplo relativamente baixo e sem pressão de dívida.
Para o BTG, o anúncio é bastante positivo. O banco vê a criação de uma nova plataforma de saúde com relevante potencial de crescimento e afirma que, diante da combinação de valuation atrativo e expansão possível, seria comprador de Odontoprev na abertura.
O Banco Safra foi na mesma linha, classificando o movimento como um “claro reset na tese de investimento”.
A leitura é que, agora, as ações da Odontoprev (ODPV3) passam a ser a porta de entrada listada para a plataforma de saúde mais ampla do Bradesco, que possui uma base de lucros maior e forte posição de capital.
“A maior diversificação para outros segmentos de saúde (planos médicos, hospitais, diagnósticos etc), com potencialmente maiores avenidas de crescimento e uma capitalização de mercado estimada entre R$ 40 bilhões e R$ 50 bilhões, é claramente positiva para os acionistas da Odontoprev”, avaliam os analistas.
Além disso, segundo os analistas, o negócio parece ser positivo em lucro por ação para a Odontoprev.
Combinado a uma possível reprecificação dos papéis, o potencial de valorização estimado varia entre 8% e 57%, dependendo do cenário considerado, de cordo com o Safra.
No caso da Rede D’Or (RDOR3), o BTG não vê implicações negativas relevantes. Pelo contrário: a avaliação é que o Bradesco, com mais flexibilidade financeira, pode estruturar investimentos e até iniciativas conjuntas com o grupo hospitalar.
Mesmo assim, as ações da Rede D’Or abriram o dia em queda e recuavam 2,09% no início da tarde.
Apesar da reação negativa, o BTG manteve RDOR3 como a favorita no setor de saúde, devido ao "papel
relevante na consolidação do setor e sua relação estratégica com o Bradesco".
Para o Grupo Fleury (FLRY3), a leitura é semelhante. Os analistas avaliam que um controlador com mais capital e foco em expansão pode criar novas oportunidades no setor.
Ainda assim, os papéis FLRY3 registravam leve baixa de 0,33% no mesmo horário.
A Bradsaúde também já nasce com um desafio: adequar-se às regras do Novo Mercado da B3, que exige um número de ações em circulação (free float) mínimo de 25%.
Na largada, o percentual de ações em circulação ficará abaixo de 9%, concentrado nos atuais minoritários da Odontoprev.
"A BradSaúde terá um free float reduzido, o que pode limitar liquidez no início, mas também cria espaço para ofertas subsequentes em janelas favoráveis", avalia o BTG.
Na visão do mercado, esse cenário abre espaço para uma oferta subsequente de ações (follow-on) na bolsa brasileira no futuro.
“A empresa irá para o Novo Mercado e a intenção é que, no futuro, tenha 25% de free float. No momento oportuno, decidiremos sobre um follow-on para capturar resultados. Este movimento demonstra que movimentos inorgânicos são possíveis dentro da nossa transformação”, afirmou o CEO do Bradesco, Marcelo Noronha.
No entanto, ainda não há calendário definido para uma eventual oferta de ações.
Segundo Noronha, o banco deve solicitar um waiver (dispensa provisória) à B3, procedimento convencional nesses casos, e decidir sobre a oferta “no momento estratégico adequado”.
Na visão do BTG, a possibilidade de acessar o mercado de capitais com mais liberdade é um dos grandes trunfos da nova estrutura.
A Bradsaúde passa a ter não apenas escala operacional, mas também munição financeira para financiar crescimento adicional ao longo do tempo.
“O movimento destrava muitas oportunidades”, afirmam os analistas.
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