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DESALECERAÇÃO DA IA

Dona do ChatGPT descarta IPO neste ano e executivos fazem alerta sobre IA: haverá um freio na tecnologia?

Sam Altman, Elon Musk e Dario Amodei entram em consenso sobre a necessidade de reduzir avanços da inteligência artificial

Aplicativo de IA de internet de ícones de inteligência artificial, ChatGPT, da OpenAi
Imagem: iStock.com/alexsl

Os maiores executivos da inteligência artificial parecem estar voltando atrás com a tecnologia. Alguns dos principais líderes que impulsionaram a explosão da IA, como Elon Musk, Sam Altman e Dario Amodei, agora defendem uma desaceleração no avanço tecnológico.

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No sábado (12), Altman, CEO da OpenAI, dona do ChatGPT, afirmou, em entrevista à revista norte-americana Fortune, que os planos de abertura de capital (IPO) da empresa devem ficar para o futuro.

Antes, a estimativa era de que a oferta pública de ações fosse realizada ainda este ano, mas o executivo adiou para pelo menos 2027 o IPO que é apontado por investidores como um dos mais aguardados do mercado.

Coincidentemente, a declaração foi dada no mesmo dia em que Amodei, CEO da Anthropic, publicou um manifesto defendendo que as empresas de inteligência artificial reduzam o ritmo de desenvolvimento de seus modelos mais avançados.

A proposta recebeu apoio imediato de Altman e também de Musk, que estão entre três dos principais nomes da corrida pela IA.

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Por que os líderes da IA estão falando em desacelerar?

Em um ensaio publicado no sábado, Amodei afirmou que o setor precisa dedicar mais tempo à segurança antes de continuar avançando em velocidade máxima.

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Segundo ele, sem medidas adicionais de controle, a IA poderia chegar a um nível de capacidade capaz de assumir o controle de grande parte da internet em um intervalo de seis a 12 meses, entre outros riscos.

Amodei destaca que o objetivo não é interromper o progresso tecnológico, mas garantir que modelos cada mais poderosos passem por avaliações rigorosas antes de serem colocados em operação.

O executivo propôs um plano dividido em três etapas. A primeira propõe que todas as empresas que desenvolvem os modelos mais avançados de IA permitam acesso contínuo de avaliadores externos às suas operações de segurança.

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A ideia seria criar uma espécie de fiscalização independente, com profissionais capazes de acompanhar de perto as práticas adotadas pelas companhias.

A segunda sugere que as principais desenvolvedoras de IA trabalhem juntas para estabelecer padrões comuns de segurança. Já a terceira etapa envolve maior coordenação entre governos de diferentes países para lidar com os riscos associados à tecnologia.

A ideia, segundo ele, é garantir que as empresas tenham tempo suficiente para testar, alinhar e validar os sistemas antes de lançar versões ainda mais avançadas.

Setor está sob pressão

O debate sobre segurança da IA também ganha força nos Estados Unidos. Nos últimos meses, parlamentares passaram a cobrar explicações das big techs após episódios envolvendo ataques cibernéticos realizados sem supervisão humana.

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Além do Congresso norte-americano, há discussões de diferentes especialistas sobre o consumo de energia elétrica, água e infraestrutura.

O tema ganhou ainda mais repercussão nesta semana após a saída de Jacob Coxon da Anthropic. O pesquisador, que também já trabalhou na OpenAI, afirmou que decidiu deixar a empresa por acreditar que as empresas estão assumindo riscos excessivos.

Segundo Coxon, os desenvolvedores dessas tecnologias "acreditam sinceramente que elas podem nos matar a todos até o final da década".

Embora seja uma afirmação extrema, demonstra que o setor agora está mais atento com os efeitos da inteligência artificial.

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Depois do ensaio publicado por Amodei, Altman e Musk se manifestaram nas redes sociais.

Em publicação no X, antigo Twitter, Altman afirmou que concorda com a necessidade de controlar o ritmo de evolução dos recursos mais avançados da IA e prometeu adotar mecanismos semelhantes aos sugeridos pela Anthropic.

Imagem: Reprodução X

Musk seguiu a mesma linha. O bilionário resumiu sua posição em poucas palavras: "Dario está certo".

Imagem: Reprodução X

Segundo a Bloomberg, investidores como Garry Tan, gestor de portfólio da Allspring Global Investments em Cingapura, duvidam que essas afirmações gerem efeitos duradouros no setor do ponto de vista de investimentos.

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“Pode causar alguma pressão de curto prazo, mas é improvável que isso descarrile o trade de IA no longo prazo”, afirmou Tan.

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