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Na Europa e nos EUA já se fala em aumento dos juros devido aos riscos inflacionários; economistas respondem se Brasil corre esse risco também
O Banco Central cozinhou o corte da taxa Selic por meses. Economistas projetavam um primeiro ajuste em dezembro de 2025, depois em janeiro, até que veio em março. Mas não na magnitude que se esperava. O 0,50 ponto percentual (p.p.), que era consenso entre os agentes financeiros, virou 0,25 p.p. e os juros caíram para 14,75%.
E tudo indica que esse 0,25 p.p. deve ser a magnitude dos próximos cortes também. Isso se o BC mantiver os cortes e não optar pela manutenção. Ou pior: virar para um novo ciclo de alta da Selic.
Parece sandice? Mas é exatamente o que está acontecendo nos mercados globais.
Os Estados Unidos estavam em um ciclo de corte nos juros. Fizeram dois ajustes consecutivos no final do ano passado e a expectativa dos mercados era de mais cortes neste ano.
Até que Donald Trump deu início a um conflito contra o Irã, com apoio de Israel. O impacto no mercado de petróleo e o risco inflacionário decorrente desse choque de preços tomou conta das expectativas futuras mundo afora.
A probabilidade de corte de juros nos EUA virou rapidamente para alta. Até o início dos ataques, em 28 de fevereiro, não havia qualquer chance de aperto monetário em abril.
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Agora, a probabilidade de um aumento de 0,25 p.p. nas taxas dos fed funds no próximo mês já está em 6%. No pior momento do conflito — até aqui — chegou a 12%.
Na Europa, o mercado vê 64% de chance de alta de 0,25 p.p. nas taxas pelo Banco Central Europeu (BCE) em abril. Há poucas semanas, a manutenção dos juros em 2% entre os países do bloco era consenso absoluto.
Não faz muito tempo que o Brasil passou por um ciclo frustrado de queda dos juros.
Em 2023, o Banco Central começou a cortar a Selic, que estava em um pico de 13,75% ao ano. De 0,50 p.p. em 0,50 p.p., a taxa básica de juros caiu para 10,50% no ano seguinte.
Até que estacionou — e três meses depois voltou a subir até um nível que não era visto em quase duas décadas: 15% ao ano.
Para Alexandre Chaia, economista e professor de Finanças do Insper, a situação atual é muito distinta daquela de 2024 e a posição do Brasil em relação à guerra é muito diferente da Europa e dos Estados Unidos.
Segundo o professor, há dois anos, o país viveu uma convergência de fatores que aumentou muito o risco de um repique inflacionário. O terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva aumentou a transferência de renda, a economia voltou a crescer com mais força, o desemprego diminuiu e a renda da população subiu.
A tradução de tudo isso é aumento do consumo.
“Agora, o cenário é outro. O risco é de choque de preços por um evento externo. Os preços não vão aumentar porque a população está consumindo, mas porque há risco de oferta”, diz o professor do Insper.
No entanto, esse risco chega em um momento em que os juros de 15% ao ano estão rodando há meses. O crédito da população está em baixa. Todo aquele consumo já diminuiu muito. O crescimento do país já perdeu força.
“Não vejo espaço para aumentar os juros. A economia já está machucada”, diz Chaia.
O risco de aumento da Selic, entretanto, não é zero. Há um cenário em que isso pode acontecer, mas é o pior possível.
“Para o Banco Central cogitar uma alta, o cenário global tem que piorar muito. Estamos falando de um juro em 15%, 14%. É uma barra muito alta”, diz Felipe Salles, economista-chefe do C6 Bank.
Atualmente, o Brasil tem a segunda maior taxa de juro real (que desconta a inflação) do mundo.
Salles acredita que esse cenário só é possível diante de uma aceleração da inflação em nível global, com bancos centrais subindo os juros no mundo inteiro —não uma subida de 0,25 p.p., mas um aperto consistente, que coloque os juros no mundo em patamar de restrição novamente.
Não faz muito tempo que vimos esse cenário: juros de 5% em países desenvolvidos, inflação chegando a 10% em 12 meses.
Ninguém está dizendo, sequer pensando, que a crise atual no Oriente Médio chegará perto do que foi a crise da pandemia de covid-19. A grande questão aqui é que esse cenário aconteceu há pouco tempo, e os bancos centrais estão mais alertas.
“Aumentar os juros é a resposta mais rápida. É muito pior deixar a inflação acelerar para combater depois. O que vivemos agora é o risco de juros e inflação maiores no mundo inteiro. Aquele mundo de juro zero, da década passada, ficou realmente para trás”, diz Salles.
A expectativa dos agentes financeiros é de continuidade dos cortes da taxa Selic ao longo de 2026. Este cenário considera um impacto limitado da guerra no país — e no mundo.
Dentro desta opção, os juros devem fechar o ano na faixa dos 12,50%. Antes da guerra, as expectativas mais otimistas indicavam até 11,25%. Agora, há quem espere que não caia abaixo de 14%.
A expectativa da Selic em 10,5% ao ano em 2027, segundo consta no relatório Focus, do Banco Central, é “muito otimista” para o economista-chefe do C6 Bank.
O professor Chaia tem uma opinião parecida. Para ele, 9,5% é o limite que o Brasil consegue atingir nos próximos anos.
Há dois motivos para essa avaliação.
O primeiro é a percepção de que a geopolítica mundial está mais incerta. A avaliação geral é de juros maiores por todo o mundo, não só no Brasil.
A guerra no Irã esticou as expectativas de juros futuros globalmente.
Nos Estados Unidos, o Treasury de 30 anos está muito próximo de 5%, enquanto no Reino Unido, o título de 30 anos já está em 5,6% — um nível não visto desde 2008. Na Alemanha, as taxas mais longas estão em 3,5%, enquanto no Japão foram a 3,7%.
Esses números indicam o mesmo sintoma: expectativa de juros muito altos no futuro. Para países desenvolvidos como os citados, é muito raro chegar a taxas desses níveis.
"Se os países começarem a subir os juros, não tem como o Brasil cortar muito”, diz Salles.
Mesmo que a guerra acabe amanhã, a sensação de geopolítica instável vai ficar. E os juros globalmente maiores, também.
A situação da dívida pública do Brasil também é um fator de pressão para os juros do país, segundo os especialistas.
Para o professor Chaia, a situação fiscal inibe a possibilidade de crescimento futuro. O Brasil não tem dinheiro para investir internamente, o que acarreta queda de produtividade e estagnação da economia.
Para ele, transferência de renda gera inflação, mas não resolve a baixa produtividade do país.
“Isso é uma questão que não depende do Banco Central, depende do governo. O BC tem mandato para controle da inflação, e se a política do governo é inflacionária, a resposta é juros altos”, diz Chaia.
Os agentes financeiros afirmam que, em 2027, o novo presidente não terá escolha: a dívida pública terá que ser endereçada ou o governo ficará com as contas congeladas.
Caso a solução do novo governo seja crível e consistente, Chaia e Salles veem espaço para um juro menor no país, mas dentro da realidade do Brasil — que é de taxas estruturalmente altas.
Considerando o período da pandemia, em que a Selic chegou a 2% ao ano e ficou nesse nível por sete meses, a média de juros do Brasil a partir dos anos 2000 é de 12,7%, conforme os dados históricos do Banco Central.
Chaia acredita que a política monetária do país já evoluiu muito desde o início do século — mas ressalta que ainda há muito a ser feito.
“O juro real no Brasil já foi muito mais do que 10%. Estamos em uma trajetória de melhora dos juros e da inflação desde o plano real. Vem caindo aos poucos”, diz o professor.
Para ele, os 2% de Selic na pandemia foi uma “aberração”, um momento em que o BC “errou na mão” e depois teve que compensar criando uma distorção difícil para o país.
Dentro de um cenário de impacto limitado da guerra, o professor entende que seria o momento de tentar trazer a política monetária para alguma normalidade. No Brasil, esse patamar seria de juro real neutro de 6%, segundo ele.
Considerando a inflação na meta de 3% em algum momento no futuro, isso significa uma Selic de 9%. Parece alto, mas é um nível que os agentes financeiros não vislumbram antes de 2030.
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