🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Karin Salomão

Karin Salomão

Jornalista formada pela Universidade de São Paulo (USP), com experiência em economia e negócios. Foi repórter na Exame e editora assistente no UOL Economia. Completou o Curso B3 de Mercado de Capitais para Jornalistas e Formadores de Opinião, em parceria com o Insper. Hoje, é editora assistente de empresas no Seu Dinheiro.

ONDE INVESTIR 2026

Eleições, juros e dólar: como investir com tantas incertezas em 2026? Mansueto Almeida, economista-chefe do BTG, responde

Em evento do Seu Dinheiro, Mansueto Almeida, economista-chefe do BTG Pactual, diz como decifrar o cenário econômico em 2026

Karin Salomão
Karin Salomão
21 de janeiro de 2026
12:30 - atualizado às 17:36

O ano já começou agitado. O mundo assistiu à invasão da Venezuela e às ameaças sobre a Groenlândia, vindas dos Estados Unidos, além da guerra tarifária. Neste ano, também teremos Copa do Mundo, cortes de juros no Brasil e as discussões sobre gastos do governo, durante a eleição presidencial, que irão ditar os rumos dos investimentos neste e nos anos seguintes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O mercado sente também o impacto dos ataques do governo norte-americano à independência do banco central do país, o Federal Reserve (Fed), e ao seu presidente, Jerome Powell. A geopolítica tem dado o tom há muitos anos, desde a invasão da Rússia à Ucrânia, a guerra de Israel em Gaza e os ataques às instalações nucleares no Irã.

“Hoje, o mundo tem um risco geopolítico muito maior. Isso pode se agravar eventualmente? Pode. E é algo muito difícil de mensurar”, afirma Mansueto Almeida, economista-chefe do BTG Pactual, que participou do painel sobre Macroeconomia do evento Onde Investir 2026, do Seu Dinheiro.

Esta matéria faz parte de uma série especial do Seu Dinheiro sobre onde investir no ano de 2026. Eis a lista completa:

  • Macroeconomia (você está aqui)
  • Ações
  • Renda fixa
  • FIIs
  • Investimentos internacionais
  • Criptomoedas
  • Alocação

Riscos vindos dos Estados Unidos

É difícil saber quais são os impactos da política dos Estados Unidos na economia, uma vez que os desfechos são incertos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“No ano passado, vimos uma postura muito agressiva do ponto de vista comercial dos Estados Unidos em relação à China. Depois, os dois países sentaram à mesa e recuaram, porque os dois são muito interdependentes”, diz Almeida.

Leia Também

Um eventual maior controle dos EUA na extração de petróleo na Venezuela poderia, no médio e longo prazo, aumentar a oferta de combustível no mundo.

No entanto, isso não é tão simples: o petróleo disponível no país latino-americano é mais pesado, o que exige mais investimentos. E, sem investimentos por muitos anos, a estrutura de extração do país está sucateada. Seriam necessários cerca de US$ 100 bilhões para recuperar essa infraestrutura no país.

No entanto, com o risco geopolítico, as petroleiras norte-americanas e até mesmo globais não têm segurança para fazer esses aportes pesados, sem garantia de retorno.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Para ter um aumento muito forte da produção de petróleo na Venezuela, precisaríamos de um subsídio muito grande do governo norte-americano para as companhias petroleiras, algo improvável, porque os Estados Unidos também têm um problema fiscal”, declara Almeida.

Os investidores de todo o mundo também estarão de olho nas decisões de cortes de juros nos EUA. Em um cenário otimista, os juros podem cair para cerca de 3%. No entanto, se a inflação mostrar uma resiliência maior do que o esperado, esse ciclo de queda pode ser interrompido.

Selic deve cair, mas juros reais continuam altos

A grande dúvida do mercado não é SE haverá um ciclo de corte de juros no Brasil, mas sim QUANDO começará esse ciclo, se em janeiro ou em março.

A economia está desacelerando, assim como a inflação, então há espaço para um corte já em neste mês. No entanto, como o recado do Banco Central na última reunião do Copom foi duro, o mercado espera que essa redução chegue apenas em março.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ainda que o mercado não saiba quando a Selic vai começar a cair, a expectativa é que a taxa chegue perto dos 12,25% até o final do ano. No entanto, caso a inflação se mantenha na casa dos 4%, o juro real ainda é muito alto, de 8%.

Além de ter impacto na renda variável, uma vez que investidores preferem a renda fixa quando os juros estão altos, a Selic elevada também afeta o endividamento e os planos de expansão das companhias.

PIB desacelera

“É impressionante um país com juros tão alto ainda crescer”, diz Mansueto Almeida. Ele destaca o aumento do PIB, a queda da inflação e o desemprego em níveis historicamente baixos em 2025.

Segundo o economista, o país deve continuar crescendo, embora em um ritmo menor. “Se a gente não fizer tolice e der uma solução para o fiscal, a gente cresce”, diz.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, neste ano, o crescimento será desigual; as companhias mais sensíveis a crédito sofrerão mais.

Com desemprego baixo, a massa salarial real segue em expansão, sustentando o consumo — mas em ritmo menor do que nos últimos anos. O endividamento da população continua alto, o que reduz a capacidade de consumo e limita o crescimento das empresas.

E como investir?

Mesmo no cenário otimista, o Brasil terá em 2026 seu segundo ano de juros altos. Isso significa que a renda fixa continuará atrativa. No entanto, ainda há espaço para boas surpresas na bolsa.

Para Almeida, 2026 será um divisor de águas, separando empresas capitalizadas — com boas oportunidades — daquelas endividadas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O economista cita o desempenho das construtoras focadas em baixa renda e alta renda no ano passado, além dos bancos.

Enquanto a bolsa brasileira foi impulsionada por um movimento global em 2025, essa ajuda não deve ocorrer neste ano, já que os juros continuam altos.

Eleições no Brasil e a discussão fiscal

A única certeza é que as eleições trarão muita instabilidade, não só para a bolsa, mas também para o câmbio, justamente pelas discussões sobre os gastos do governo e o risco da dívida pública.

A questão fiscal continuará no centro das preocupações, tanto em 2026 quanto nos próximos anos, a depender dos resultados e discussões trazidas durante o período eleitoral.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A dívida pública teve um aumento de alta de 12 pontos percentuais em relação ao PIB. No início do governo Lula, a dívida pública era 71,7% do PIB, e deverá terminar o governo em 83,6% do PIB, segundo dados do Tesouro Nacional.

Para os próximos anos, qualquer expansão fiscal muito grande afeta a dívida pública e o custo do crédito, além de poder impactar o crescimento da economia e da inflação.

“Ninguém espera nenhuma mudança estrutural da economia brasileira em 2026. Nós não vamos equacionar a questão fiscal em 2026, porque é um ano de eleição. Mas, terminando a eleição, todos os investidores vão perguntar qual é o plano do governo eleito para lidar com a questão fiscal”, diz o economista-chefe do BTG.

Segundo ele, o mercado estará de olho nas discussões sobre como tornar os projetos de transferência de renda, como o Bolsa Família, mais eficientes e atingir o público que precisa, sem aumentar os gastos públicos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Outra discussão importante, na visão dele, é o nível do aumento real do salário-mínimo, que afeta os gastos do governo com previdência.

Confira na íntegra todos os painéis do evento Onde Investir 2026 a seguir:

O que afetou o ano de 2025

No início de 2025, os EUA eram destino preferido dos investidores. Porém, o tarifaço anunciado por Donald Trump em abril trouxe incertezas — mesmo com algumas tarifas sendo posteriormente revertidas.

Isso levou a uma busca de investidores por ativos mais seguros, impulsionando o ouro e derrubando o dólar — além do movimento de bancos centrais globais, que buscavam diversificar suas reservas diminuindo a participação dos títulos norte-americanos.

As bolsas norte-americanas, por outro lado, foram impulsionadas pelos investimentos em inteligência artificial, de empresas de tecnologia a construtoras de data centers.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O investidor global buscou diversificar sua carteira, para fugir do risco dos EUA. “É muito difícil a gente achar que toda essa confusão institucional nos Estados Unidos não terá impacto, por exemplo, na decisão de investimento em vários setores da economia por parte de várias empresas”, afirma Mansueto Almeida.

Assim, esse movimento ajudou o Brasil. “A gente teve um movimento de diversificação de carteira que prevaleceu, e esse movimento de diversificação de carteira foi muito positivo para economias emergentes, como Chile, Colômbia, México, Brasil”, diz.

“Ninguém esperava um crescimento tão forte da bolsa brasileira em 2025”, acrescentou o economista-chefe do BTG.

Segundo ele, muitos gestores locais, que operavam vendidos em Brasil (apostando na queda das ações), precisaram se desfazer de suas posições depois de terem sido surpreendidos pelo fluxo positivo de capital estrangeiro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Mas um ponto de atenção: os problemas do Brasil no início de 2026 são exatamente os mesmos problemas que nós tínhamos no início de 2025, mas com um cenário um pouco melhor de inflação”, declara.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
PROJETO ALTERADO

Adeus, Estátua da Liberdade! ‘Veio da Havan’ consegue autorização para construir megaloja em área protegida, mas tem que mudar estilo

21 de janeiro de 2026 - 15:18

Centro Histórico de Blumenau terá uma megaloja da Havan em breve; inauguração está prevista para o fim de abril

MARINHA BRASILEIRA

Pela primeira vez na história, uma mulher assume o comando de uma clínica da Marinha

21 de janeiro de 2026 - 14:02

Mais de 15 anos depois de sua fundação, Policlínica Naval de Manaus tem uma mulher no comando pela primeira vez

EXTRATO DISPONÍVEL

INSS libera extrato de janeiro com reajuste e isenção do Imposto de Renda, mas suspende atendimento presencial e serviços digitais; entenda

21 de janeiro de 2026 - 10:26

Pagamentos começam em 26 de janeiro; sistemas do Meu INSS ficam indisponíveis por três dias para atualização

INSPIRAÇÃO CAMPEÃ

Inspirado em Ayrton Senna, Bortoleto já tem seu capacete para correr na F1 2026

21 de janeiro de 2026 - 9:19

Gabriel Bortoleto revelou o design que usará em seu segundo ano na Fórmula 1, mantendo as cores verde, amarelo e azul e inspiração em Ayrton Senna

BRILHOU SOZINHA, MAS...

Lotofácil 3592: 1 bilhete premiado, 26 ganhadores, nenhum milionário; Mega-Sena acumula e prêmio vai a R$ 55 milhões

21 de janeiro de 2026 - 6:47

Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na faixa principal na terça-feira. O bilhete premiado foi um bolão com dezenas de participantes.

CADA VEZ MAIS RICO

Até onde vai a maior fortuna da história? Elon Musk testa um novo patamar e se aproxima dos US$ 800 bilhões

20 de janeiro de 2026 - 10:46

Valorização da xAI impulsionou o patrimônio de Elon Musk, que chegou a se aproximar dos US$ 800 bilhões antes de nova atualização dos números.

JÁ COMEÇOU

SUS: vacina brasileira contra a dengue já começou a ser aplicada em três cidades; veja a próxima etapa

20 de janeiro de 2026 - 8:31

Imunizante totalmente nacional, de dose única, estreia em municípios-piloto e pode mudar a estratégia do Brasil contra uma das doenças mais persistentes do país

PRÊMIOS DE CONSOLAÇÃO

Na traaaave! Lotofácil, Quina e demais loterias da Caixa iniciam semana sem ganhadores; prêmios inflam

20 de janeiro de 2026 - 7:01

Depois de acumular no primeiro sorteio da semana, a Lotofácil pode pagar nesta terça-feira (20) o segundo maior prêmio da rodada das loterias da Caixa — ou o maior, se ela sair sem que ninguém acerte a Mega-Sena

A BOLSA NUNCA DORME

Bolsa aberta 24 horas por dia? Nyse prepara plataforma para negociar ações e ETFs tokenizados sem parar

19 de janeiro de 2026 - 19:28

Wall Street desenvolve plataforma em blockchain para ações tokenizadas e dividendos on-chain; entenda

FECHOU O CERCO?

STF manda bloquear patrimônio de Nelson Tanure em investigação sobre o Banco Master

19 de janeiro de 2026 - 16:03

Segundo a Folha, Dias Toffoli determinou o bloqueio do patrimônio de Nelson Tanure em meio às investigações que apuram supostas fraudes ligadas ao Banco Master

CINEMA

Zootopia 2: Animação da Disney supera bilheteria de Divertida Mente 2, mas não alcança produção chinesa (ainda)

19 de janeiro de 2026 - 14:11

Continuação de Zootopia arrecadou US$ 1,7 bilhão enquanto animação chinesa lucrou US$ 2,25 bilhões

ESG

Cortes de geração, dificuldades de conexão e alta do dólar: mercado de energia solar cai 29% no Brasil 

19 de janeiro de 2026 - 13:20

A potência adicionada no País, que considera tanto as grandes usinas quanto os sistemas de pequeno porte instalados em telhados e terrenos, somou 10,6 gigawatts (GW) no ano passado

FGC

Banco Master: FGC começa a pagar credores; veja como evitar golpes

19 de janeiro de 2026 - 10:24

Quase dois meses depois da liquidação extrajudicial do Banco Master, R$ 40,6 bilhões começam a ser distribuídos pelo FGC

POLUIÇÃO SONORA

Cidade brasileira está entre as mais barulhentas do mundo, mas há outras piores; confira ranking

19 de janeiro de 2026 - 7:05

Spoiler: o lugar mais barulhento do mundo não é Nova Iorque nem Tóquio.

COMEÇA HOJE

Caixa inicia hoje o pagamento do Bolsa Família de janeiro; confira o calendário completo

19 de janeiro de 2026 - 5:41

Os repasses seguem um cronograma escalonado de acordo com o dígito final do NIS; o valor mínimo é de R$ 600, com acréscimos para famílias com crianças, gestantes e adolescentes

ASSINATURA

Ganhos para indústria e suco de laranja, cooperação tecnológica e criação de empregos: quais os impactos do acordo UE-Mercosul

18 de janeiro de 2026 - 16:27

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresentou um levantamento que aponta que o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE), quando entrar em vigor, vai aumentar de 8% para 36% o acesso brasileiro ao mercado de importações mundiais de bens. Isso porque a União Europeia, sozinha, respondeu por 28% do comércio global em 2024. […]

ALGO NÃO CHEIRA BEM

Delegados da PF estão ‘perplexos’ e apontam cenário ‘atípico’ em inquérito do STF sobre Master

18 de janeiro de 2026 - 14:14

Em nota divulgada neste sábado (17), a classe reage ao cenário “manifestamente atípico” na investigação, sob relatoria do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o grupo, tal contexto causa “legítima perplexidade institucional”

ENVOLVIMENTO PESSOAL

Caso Master: Transparência Internacional diz que PGR deveria pedir impedimento de Toffoli

18 de janeiro de 2026 - 13:07

O cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro é o dono dos fundos de investimento que compraram parte da participação dos irmãos de Toffoli no resort Tayayá, no interior do Paraná

FLORESTA NO DESERTO?

A Grande Muralha Verde: China planta floresta em um dos desertos mais inóspitos do planeta

18 de janeiro de 2026 - 12:12

China combate a desertificação do Deserto de Taklamakan com uma mistura improvável de árvores, ciência e megaprojetos de energia solar

COMPRA DA ILHA

Tarifaço pela Groenlândia: Trump anuncia tarifas de 25% para oito países europeus

18 de janeiro de 2026 - 11:02

O presidente norte-americano tem dito repetidamente que a Groenlândia é vital para a segurança dos EUA devido à sua localização estratégica e aos grandes depósitos minerais, e não descartou o uso da força para tomá-la

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar