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Uma das principais dificuldades de quem investe é identificar quando um preço baixo representa uma oportunidade — e quando ele apenas reflete os problemas de uma empresa. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Da mesma forma, uma ação com cotação elevada nem sempre está cara. Se o negócio tiver bons fundamentos e capacidade […]

Uma das principais dificuldades de quem investe é identificar quando um preço baixo representa uma oportunidade — e quando ele apenas reflete os problemas de uma empresa.
Da mesma forma, uma ação com cotação elevada nem sempre está cara. Se o negócio tiver bons fundamentos e capacidade de crescer, o retorno ao longo dos anos pode justificar o preço pago.
Essa diferença entre preço e valor está por trás de uma das frases mais conhecidas de Warren Buffett, um dos maiores investidores de todos os tempos:
“Preço é o que você paga. Valor é o que você recebe.”
Buffett popularizou a frase, mas atribui a ideia ao seu mentor, Benjamin Graham, considerado o pai do investimento em valor.
O conceito se tornou um dos pilares da estratégia da Berkshire Hathaway, conglomerado liderado por Warren Buffett que reúne negócios de setores como seguros, energia, transporte ferroviário e consumo.
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A diferença entre preço e valor está no centro da filosofia de investimento de Buffett, que ao longo de sua trajetória ganhou a alcunha de “Oráculo de Omaha”.
O preço é quanto o mercado cobra por uma ação em determinado momento.
Já o valor depende de fatores como a capacidade da companhia de gerar lucro, sua posição competitiva e suas perspectivas de crescimento.
Para Buffett, comprar uma ação significa comprar uma participação em um negócio. Por isso, o investidor não deve olhar apenas para a cotação, mas para a qualidade da empresa por trás daquele número.
Uma ação negociada a R$ 1,00 pode parecer um bom negócio, mas o preço baixo pode refletir problemas financeiros, baixa rentabilidade ou pouca capacidade de crescimento.
O contrário também acontece. Uma ação de R$ 200 pode fazer sentido se a companhia apresentar resultados consistentes e aumentar seu valor ao longo do tempo.
Essa visão deu origem ao value investing, estratégia que busca encontrar ativos negociados abaixo do seu valor real.
A filosofia foi desenvolvida por Benjamin Graham no livro “O Investidor Inteligente”, publicado em 1949.
A obra apresentou o conceito de margem de segurança: comprar ativos por um preço inferior ao seu valor estimado para reduzir o risco de perdas.
Warren Buffett seguiu essa linha no início da carreira, mas depois passou a dar mais peso à qualidade dos negócios.
Para ele, uma boa empresa comprada por um preço justo pode ser uma escolha melhor do que uma empresa ruim negociada com desconto.
A ideia também vale para decisões fora do mercado financeiro.
Um produto barato que precisa ser trocado em pouco tempo pode custar mais do que uma opção de melhor qualidade.
Um serviço com preço menor pode gerar prejuízo se não entregar o resultado esperado.
O preço aparece no momento da compra. O valor é percebido ao longo do tempo.
Por isso, a frase de Buffett continua atual: antes de avaliar quanto custa um investimento, o investidor precisa entender o que está comprando.
*Sob supervisão de Ricardo Gozzi.
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