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Pesquisa da WeWork mostra que os trabalhadores brasileiros estão priorizando cada vez mais o bem-estar e preferem o home-office; entenda como encontrar um equilíbrio
O home office, que antes era tido como a maior tendência do mercado de trabalho gerada pela pandemia, tem cada vez perdido mais força. Uma pesquisa da WeWork em parceria com a Offerwise mostra que, no Brasil, 63% dos trabalhadores já voltaram para os escritórios – 79% deles por escolha das empresas. O problema, na visão da companhia norte-americana de coworking, está em um outro número do levantamento: a maioria desses funcionários voltou para o presencial contra a vontade.
Apenas 42% dos brasileiros preferem trabalhar presencialmente, enquanto 58% estão voltando contra a própria vontade. Essa contradição pode ter uma consequência negativa para as companhias.
“A obrigatoriedade do presencial pode gerar a perda de talentos. Isso não deve ser um processo mandatório dentro das empresas”, defendeu Beatriz Kawakami, Head de Sales da WeWork no Brasil, em evento para a imprensa nesta quarta (6) para apresentar os dados do estudo.
A executiva explica que há uma resistência ao presencial, principalmente entre funcionários mais jovens, como os da geração Z e os millenials. Segundo Kawakami, esses colaboradores têm priorizado cada vez mais o bem-estar e a flexibilidade.
Entre os motivos que jogam a favor do presencial, na visão dos trabalhadores, está a integração entre equipes e o contato com os colegas.
No entanto, há “custos silenciosos” que funcionam como barreiras para os funcionários. Para 65% das pessoas, o tempo de deslocamento até o trabalho é o que mais pesa contra a ida para o escritório.
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A Head da WeWork explica que a média brasileira de tempo gasto no transporte é de 30 minutos a uma hora. Porém, em cidades mais populosas, como é o caso de São Paulo, essa realidade pode saltar para mais de duas horas.
A consequência para o trabalhador é menos tempo com a família ou em atividades de lazer e bem-estar, pontos que se tornaram a prioridade para os trabalhadores.
Outro dado do levantamento que acende um alerta para as empresas é a mudança do que é mais importante para manter um funcionário.
Kawakami relembra que, antes da pandemia, era comum que o principal fator de retenção nas companhias fosse o salário. Ganhava o colaborador qualificado quem oferecesse a maior remuneração.
Mas com a busca por mais qualidade de vida, o cenário mudou um pouco de figura. Esse ainda é um fator decisivo para mais da metade dos trabalhadores — com o diferencial das empresas que oferecem bônus por desempenho —, mas como explica a executiva, “não é mais o número um para aceitar uma oferta de trabalho”.
O principal pilar inegociável agora é o oferecimento de plano de saúde. Para 55% dos colaboradores, isso é o mínimo que uma empresa deve oferecer.
Somado a isso, 64% dos brasileiros trocariam de emprego por uma melhor qualidade de vida, mesmo ganhando menos, o que reforça a visão de que o só o salário não paga mais a conta.
Ainda que o bem-estar tenha virado fator fundamental, a pesquisa mostra que sete em cada 10 trabalhadores consideram o nível de qualidade de vida mediano. E é aqui que mora o grande perigo para as empresas, segundo as lideranças da WeWork...
O cruzamento dos dados dessa pesquisa aponta para um cenário de risco para as equipes de recursos humanos, defende Claudio Hidalgo, presidente regional da WeWork na América Latina.
O mercado de trabalho passa por um contexto de insatisfação com a volta do presencial, somado à priorização por bem-estar e à aceitação de salários menores por mais qualidade de vida.
“Isso pode gerar muito movimento de talentos entre uma empresa e outra. Há um risco importante de perda de bons funcionários, mais custos de recrutamento e o trabalho de seleção de novas pessoas. A maioria dos colaboradores está de olho no LinkedIn para saber para onde podem ir”, diz Hidalgo.
Kawakami defende que as empresas estão se “tapeando” no mercado para reter os melhores talentos. Neste cenário, modelos de trabalho que pensam no bem-estar e equilíbrio da vida profissional e pessoal oferecem vantagens econômicas para as companhias.
Afinal, por serem os fatores procurados pelos funcionários, tratar esses pontos como prioridade corporativa pode significar profissionais mais satisfeitos e produtivos no cotidiano.
Para a executiva, uma das necessidades, considerando o bem-estar, é deixar de tratar o trabalho presencial como uma imposição: o escritório precisa se tornar um atrativo.
“O colaborador espera uma experiência similar ou superior à que tem em casa”, reforça Hidalgo
Alguns dos pontos de reclamação de funcionários sobre o trabalho presencial é o barulho do escritório e a falta de zonas de descanso, por exemplo.
Segundo a pesquisa, quando as empresas investem em mudanças para escritórios maiores — com salas de reunião, cabines telefônicas para chamadas de vídeo, copa e espaços de interação informal —, a satisfação sobre o trabalho presencial sobe para 96%.
Hidalgo também reforça a importância de outras iniciativas que já têm sido implementadas pelas empresas e funcionam como diferenciais: a possibilidade de levar pets para o escritório e salas de amamentação, por exemplo. “É necessário avaliar o que os funcionários de cada empresa precisam”, diz.
Essas características funcionam como investimentos estratégicos para a empresa, defendem os executivos.
“No mercado de trabalho atual, não se trata mais de ir para o escritório e ficar na frente do computador. É preciso oferecer diferenciais para o funcionário aceitar pagar pelo custo silencioso”, afirma Kawakami.
Em relação ao tempo de deslocamento, uma possível solução, de acordo com a WeWork, é levar as atividades de lazer e bem-estar para dentro do escritório: prédios corporativos com academias, cabeleireiros, cafés e restaurantes, por exemplo.
Além de um maior incentivo à qualidade de vida dos funcionários, outro ponto que pode favorecer a volta feliz ao escritório é quantitativo: o salário. Segundo o levantamento, 82% das pessoas aceitariam ir para o escritório com remuneração e benefícios melhores.
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