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Depois do JP Morgan, agora é a vez do Morgan Stanley deixar de recomendar a compra de ações brasileiras

O banco adotou uma postura mais defensiva no seu portfólio no Brasil, uma vez que não tem convicção sobre o resultado das eleições presidenciais de outubro

Imagem com a bandeira do Brasil ao fundo e um gráfico vermelho com números e uma seta apontando para baixo representando a queda do ibovespa
Ibovespa no vermelho - Imagem: Montagem/CanvaPro

Há 15 dias, o JP Morgan abandonava a recomendação de compra de Brasil, sacudindo o mercado financeiro. Agora, o Morgan Stanley segue a mesma linha e rebaixa as ações brasileiras de overweight (compra) para equal-weight (neutro).

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Fatores como a desaceleração econômica doméstica, preocupações fiscais persistente e aumento da incerteza em relação à continuidade das políticas elevando os riscos de queda — especialmente nos setores mais expostos à economia — ganharam peso na avaliação do Morgan Stanley.

“É importante destacar que nosso rebaixamento não representa uma visão direcional sobre as eleições do quarto trimestre de 2026“, afirmam os analistas Nikolaj Lippmann, Julia L. Nogueira e Marcos Rios, embora reconheçam que os riscos fiscais e de política econômica estejam aumentando.

Na avaliação dos analistas, ainda é cedo para assumir uma postura mais baixista, dado o potencial de valorização relevante caso uma mudança de política melhore a credibilidade fiscal, abra espaço para juros mais baixos e favoreça uma transição mais suave para uma recuperação liderada pelos investimentos.

Ao mesmo tempo, o banco considera que os setores brasileiros com exposição global, especialmente energia e agricultura, continuam bem sustentados, oferecendo uma compensação parcial para a fraqueza do ciclo doméstico.

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“Por isso, preferimos reduzir nossa alocação geral ao Brasil, mantendo exposição seletiva aos motores de crescimento global e ao potencial de valorização associado a mudanças de política”, diz o Morgan Stanley no relatório.

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Sai Brasil, entra Chile

O banco realocou risco para o Chile, elevando a recomendação de equal-weight (neutro) para overweight (compra), visto que o ciclo de investimentos e o ambiente de políticas públicas oferecem uma configuração mais favorável no curto prazo.

“Vemos o cenário no Chile ficando mais favorável, com investimentos crescentes impulsionados pelo ciclo global de capex em inteligência artificial e por políticas que favorecem projetos estratégicos e a desregulamentação.

Em 11 de agosto, o JP Morgan já havia rebaixado a recomendação do Brasil de compra para neutro, mencionando o ciclo de flexibilização monetária perto do fim, ao mesmo tempo que o crescimento econômico desacelera e o ciclo de crédito se deteriora.

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Nos pregões seguintes, o Ibovespa teve forte debandada do investidor estrangeiro, registrando 11 quedas consecutivas, a pior sequência do índice desde 2023.

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As ações que entraram e as que saíram

O Morgan Stanley adotou uma postura mais defensiva no seu portfólio no Brasil, uma vez que não tem convicção sobre o resultado das eleições presidenciais de outubro.

Com isso, o banco incluiu a Suzano (SUZB3) à carteira para obter proteção contra uma possível desvalorização do real.

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Ao mesmo tempo, a ação do Banco do Brasil (BBAS3) foi excluída, enquanto as posições em XP (XPBR31) e B3 (B3SA3) foram reduzidas, com o objetivo de diminuir o risco antes das eleições.

O banco também retirou a Copel (CPLE3), devido à falta de catalisadores pela frente, embora siga com recomendação de compra para o setor de utilities.

*Com informações do Money Times

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