🔴 ÚLTIMO DIA: FAÇA PARTE DA PRIMEIRA TURMA DA ESPECIALIZAÇÃO EXECUTIVA EM IA –  QUERO PARTICIPAR

Conteúdos exclusivos da Empiricus

Parceria Seu Dinheiro e Empiricus:

Salve suas matérias favoritas do Seu Dinheiro criando uma conta gratuita na Empiricus.

E tem mais: ao criar sua conta gratuita, você ganha acesso a um universo de conteúdos que vai muito além das notícias.

Relatórios, cursos, podcasts, newsletters e estratégias de investimento para transformar informação em melhores decisões.

ONDE INVESTIR

Onde investir em setembro? Com eleições pegando fogo e uma onda de RJs, veja onde apostar na bolsa, renda fixa, FIIs e exterior

No programa Onde Investir deste mês, especialistas analisam as oportunidades para buscar renda extra em setembro e indicam ações, títulos de renda fixa, fundos imobiliários e ativos internacionais para atravessar a volatilidade dos mercados

O investidor entra em setembro diante de oportunidades em praticamente todas as classes de ativos — mas pouco espaço para escolhas descuidadas. Na bolsa, com as eleições podendo colocar fogo nos mercados, juros altos, desaceleração econômica à vista e risco fiscal, é preciso procurar por empresas com geração de caixa resiliente e dívida controlada.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na renda fixa, a recomendação é equilibrar diferentes estratégias. O Tesouro Selic preserva a liquidez e aproveita os juros altos. Os prefixados permitem travar as taxas atuais e podem se valorizar com a queda dos juros futuros. Já os títulos ligados à inflação protegem o poder de compra. Os fundos de infraestrutura completam a carteira com crédito privado e diversificação.

Já nos fundos imobiliários, a prioridade é o crédito de qualidade. "Não considero prudente buscar retornos muito acima do CDI, que podem esconder carteiras mais arriscadas. Neste momento, é mais importante avaliar a qualidade do crédito e a capacidade de pagamento do que apenas o rendimento”, diz Caio Araújo, analista da Empiricus Research.

Fora do país, os juros elevados voltaram a tornar os títulos do Tesouro norte-americano (Treasuries) atraentes e reduzem a necessidade de assumir riscos excessivos na bolsa.

Ainda assim, há espaço para ações de tecnologia e inteligência artificial nos Estados Unidos e na Ásia, além de empresas europeias dos setores financeiro, de defesa, saúde, energia e infraestrutura. No mercado de criptomoedas, a indicação é uma posição pequena em bitcoin (BTC), que brilhou em agosto.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Abaixo, você confere as indicações sobre Onde Investir em setembro. Para conhecer as teses em detalhes, assista ao programa completo e acompanhe as análises dos especialistas.

Leia Também

RADAR DE FIIS

BTLG11 vai às compras e coloca galpões ocupados por Mercado Livre e Amazon no carrinho; veja detalhes da transação de R$ 959 milhões

FII DO MÊS

Mau humor do mercado deixa fundo imobiliário favorito dos analistas 15% mais barato; veja os FIIs indicados para setembro

Porto (PSSA3) e Petrobras (PETR3 e PETR4): as ações para buscar dividendos

Agosto foi marcado por fortes oscilações na bolsa brasileira. O Ibovespa chegou a cair mais de 6% em alguns dias, pressionado pelo risco fiscal, pelos rebaixamentos de recomendação feitos por bancos estrangeiros e pela aproximação das eleições. Depois, recuperou as perdas com a melhora do fluxo para mercados fora dos Estados Unidos.

Para Ruy Hungria, analista da Empiricus Research, essa recuperação refletiu mais uma piora relativa da percepção sobre os Estados Unidos do que uma melhora dos fundamentos brasileiros. Por isso, a proximidade das eleições ainda pode trazer novos episódios de volatilidade.

A sequência de pedidos de recuperação judicial ou extrajudicial também aumentou a aversão ao risco na bolsa, com Casas Bahia (BHIA3) e Braskem (BRKM5) caindo na boca do povo. As notícias podem provocar quedas mais intensas e ampliar a volatilidade, sobretudo entre empresas endividadas. O cenário fica ainda mais delicado com os juros elevados e a desaceleração da economia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No entanto, Hungria ressalta que o problema não é generalizado. “Essas coisas não acontecem do nada. Algumas empresas já estavam com um nível de endividamento elevado, e um período prolongado de juros altos pode agravar a situação. Isso não significa que todas as companhias listadas terão as mesmas dificuldades”, afirma o analista.

O analista recomenda observar três características: geração de caixa, endividamento controlado e liderança de mercado. Empresas com esse perfil tendem a atravessar melhor uma economia mais fraca e ainda podem ganhar espaço sobre concorrentes mais vulneráveis.

Entre as escolhas para setembro está a Porto (PSSA3). A companhia, antes concentrada no seguro automotivo, ampliou sua atuação nos segmentos bancário, de saúde e de serviços. Segundo Hungria, a diversificação criou novas fontes de crescimento sem sacrificar a rentabilidade.

“É uma empresa muito diversificada, com rentabilidade elevada e uma gestão que olha para o longo prazo. Entendemos que isso tem muito valor para o acionista, e a Porto ainda paga dividendos interessantes”, diz.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Petrobras (PETR4) também aparece entre as preferências para dividendos, mesmo sem contar com petróleo em níveis elevados por muito mais tempo.

“Não precisamos de um petróleo acima de US$ 100 para ganhar dinheiro com os dividendos da Petrobras. Mesmo usando uma premissa próxima de US$ 70, chegamos a um dividend yield de 10% a 11%, ainda entre os maiores da bolsa brasileira”, afirma Hungria.

Além dos proventos, a tese considera o aumento da produção, a produtividade do pré-sal, os custos competitivos e o desempenho do refino. Para o analista, a estatal reúne “bom momento operacional, valuation atrativo e dividendos altos”.

Como capturar renda extra?

Além de Porto e Petrobras, o programa cita a Axia Energia (AXIA3) entre as ações para setembro. O papel integra a estratégia de renda extra apresentada por Matheus Spiess, analista da Empiricus Research, que distribui os recursos entre diferentes classes de ativos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“A gente combina prefixados, títulos indexados à inflação e fundos de infraestrutura de maneira equilibrada, para não exacerbar o risco da carteira. Nas ações, usamos um ETF para diluir a exposição e alguns nomes mais premium da bolsa, como Axia, dentro de um setor mais previsível”, afirma Spiess.

Nesse desenho, a ex-estatal ocupa a parcela de ações escolhidas individualmente. A tese se apoia na previsibilidade do setor elétrico, que tende a sofrer menos com as oscilações da atividade econômica. Segundo Spiess, essa característica aumenta a visibilidade sobre a geração de caixa e os proventos da companhia.

O analista também vê potencial para retornos atrativos no longo prazo. Na parcela de infraestrutura, o fundo citado é o Sparta Infra (JURO11), que investe em títulos de dívida emitidos para financiar projetos do setor. O ativo entrou na carteira no mês anterior, com foco na qualidade da carteira e o desconto do JURO11 em relação aos ativos mantidos pelo fundo.

FIIs: crédito high grade e Kinea Hedge Fund (KNHF11)

Nos fundos imobiliários, o CDI elevado tem dois efeitos. Ele aumenta a receita dos FIIs de papel com ativos pós-fixados, mas também encarece as dívidas que dão lastro a esses papéis. Depois de um período prolongado de juros altos, devedores com margens apertadas encontram mais dificuldade para honrar os pagamentos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por isso, Araújo recomenda uma postura conservadora nos fundos indexados ao CDI, com preferência por carteiras high grade, formadas por devedores mais sólidos e garantias de melhor qualidade. Nos FIIs ligados à inflação, há mais espaço para posições táticas em fundos descontados.

“Engana-se quem acha que nenhum fundo de crédito tem eventos de crédito. Todos têm renegociações ou inadimplências pontuais. A questão é a magnitude dos impactos. Se o fundo está concentrado em um segmento mais sensível, a tendência é que o impacto seja maior”, afirma o analista.

O especialista alerta que retornos muito acima do CDI podem esconder riscos difíceis de sustentar. Fundos negociados com prêmios de CDI mais quatro, cinco ou até oito pontos percentuais provavelmente carregam operações mais frágeis.

Para setembro, a novidade da carteira é o Kinea Hedge Fund (KNHF11), FII multiestratégia que investe em crédito imobiliário, imóveis, cotas de outros fundos e ações. Essa diversificação permite capturar tanto os rendimentos da carteira quanto uma eventual recuperação das cotas do mercado imobiliário.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo Araújo, o fundo chegou a negociar por aproximadamente 86% a 87% do valor patrimonial, abaixo da média histórica, e oferece dividend yield de dois dígitos. “Ele consegue capturar diferentes cenários e chegou a um patamar de desconto interessante. Para nós, faz sentido colocar o KNHF11 no portfólio neste momento”, destaca Araújo.

Treasuries, Europa e ações de IA na Ásia: onde investir no exterior

No exterior, a recomendação é aproveitar os juros elevados da renda fixa global e reduzir a concentração nos Estados Unidos sem abandonar os ativos norte-americanos. Os títulos do Tesouro dos EUA, especialmente os Treasuries de 10 e 30 anos, voltaram a oferecer retornos relevantes. Também há oportunidades em títulos soberanos da Alemanha e do Japão.

Para Marcelo Santucci, diretor de investimentos e responsável global pela área de soluções de portfólio do BTG Pactual, o Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA) passou a dar menos indicações sobre seus próximos passos e a exigir que o mercado interprete os dados de atividade e inflação.

“O Fed sintetizou a postura da seguinte maneira: 'parem de olhar o árbitro e olhem a bola’. Ele quer que o próprio mercado leia os dados e tome suas decisões. Isso traz mais volatilidade e mais incerteza”, afirma Santucci.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O lado positivo é que o investidor voltou a receber uma remuneração relevante sem precisar recorrer ao crédito privado mais arriscado ou concentrar toda a carteira em ações.

“Agora você é pago para emprestar dinheiro para o governo. Não precisa correr tanto risco de crédito, porque o título soberano está trazendo um retorno interessante — e não apenas nos Estados Unidos”, diz Santucci.

Na bolsa, a recomendação é priorizar empresas dominantes, com geração de caixa e crescimento de lucros. As grandes companhias norte-americanas de tecnologia continuam no radar, mas o mercado deve cobrar cada vez mais retorno sobre os investimentos bilionários em inteligência artificial.

Também há espaço para diversificar geograficamente. Na Europa, Santucci cita empresas dos setores financeiro, de defesa, saúde, energia e infraestrutura. Na Ásia, as oportunidades estão principalmente na cadeia de semicondutores e IA de Coreia do Sul e Taiwan, além do crescimento do Sudeste Asiático.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“É um rebalanceamento, não uma ordem para vender dólar e comprar outra coisa. Hoje é possível suavizar a concentração nos Estados Unidos e encontrar renda fixa atrativa em outras moedas e empresas ligadas à infraestrutura de inteligência artificial fora do mercado norte-americano”, afirma.

Bitcoin (BTC): “vale uma pitadinha” na carteira

No mercado de criptomoedas, Valter Rebelo, analista da Empiricus Research, recomenda uma pequena posição em bitcoin. A alta recente foi impulsionada pela busca por ativos escassos, pelo retorno do investidor institucional e pela forte captação dos ETFs de bitcoin à vista nos Estados Unidos.

Para o curto prazo, Rebelo avalia que o movimento pode continuar por efeito de momento — a tendência de uma alta recente persistir por algum tempo. Isso não elimina a volatilidade nem permite prever o preço da criptomoeda em horizontes longos.

“É como empurrar um carro ladeira abaixo: a inércia carrega o movimento. Existe um lado macro, um lado técnico e um lado ligado à psicologia das pessoas. A resposta curta é que acho provável que essa alta continue persistindo”, afirma.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ainda assim, a posição deve ser pequena. O bitcoin entra como fonte de diversificação e exposição a uma tecnologia diferente, não como o núcleo da carteira.

“Vale uma pitadinha na carteira de quem não conhece profundamente esse mercado. Uma posição pequena pode trazer benefício de diversificação no longo prazo e melhorar o retorno por unidade de risco”, diz Rebelo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Unidade da Ambipar (AMBP3) 1 de setembro de 2026 - 10:15
Gráfico de ações e bandeira do Brasil para representar a bolsa brasileira 1 de setembro de 2026 - 7:08
31 de agosto de 2026 - 17:45
B3, bolsa de valores, ações, mercados. 31 de agosto de 2026 - 16:42
28 de agosto de 2026 - 19:20
Imagem com a bandeira do Brasil ao fundo e um gráfico vermelho com números e uma seta apontando para baixo representando a queda do ibovespa 27 de agosto de 2026 - 17:01
Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro eleições 27 de agosto de 2026 - 15:31
Cifrão em um prédio em construção representando os dividendos das ações de construtoras, incorporadoras e fundos imobiliários 27 de agosto de 2026 - 10:04
Copo de cerveja dourada e gelada centralizado em primeiro plano, com gotas de condensação visíveis no vidro. Ao fundo, desfocado, aparece um gráfico financeiro com velas e linhas de mercado em tons de laranja e vermelho, simbolizando o impacto de fatores econômicos e tributários sobre a Ambev e o setor de bebidas. 25 de agosto de 2026 - 19:41
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar