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Em entrevista exclusiva, o CEO do Bradesco, Marcelo Noronha, detalha o que já realizou no banco e o que ainda vem pela frente
Em março de 2021, uma tempestade de areia afetou a visibilidade do comando do navio cargueiro Ever Given, que acabou encalhando no Canal de Suez.
Essa embarcação gigantesca, de 400 metros, ficou atravessada na via, bloqueando uma das rotas comerciais mais importantes do mundo por seis dias e obrigando centenas de outros navios comerciais e de turismo a buscar caminhos alternativos. O atraso no comércio afetou a economia mundial.
No entanto, alterar o trajeto de um transatlântico não é uma tarefa fácil e envolve cálculos complexos e sistemas eletrônicos e hidráulicos, que alteram a direção do leme e das hélices propulsoras. E esses grandes navios não têm freios, dependendo da resistência da água para parar, o que pode levar diversos minutos.
Dois anos atrás, Marcelo Noronha também precisou mudar a rota de uma companhia gigantesca. Ao assumir o comando do Bradesco, o executivo precisou recuperar rentabilidade, reduzir a inadimplência e acelerar a transformação digital. Não foi uma tarefa fácil, já que o banco tinha uma estrutura interna pesada, enrijecida e pouco ágil.
Agora, a instituição ainda está em alto mar, e qualquer chuva pode virar uma tempestade para os acionistas. Mas os primeiros raios de sol já começam a aparecer, e o CEO diz que está mais tranquilo.
Veja tudo o que Noronha já fez e o que ainda pretende alcançar no banco, em entrevista exclusiva à repórter Camille Lima.
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