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Com mudanças do governo no MCMV, essas duas construtoras devem se destacar, segundo BBI

Em relatório, o banco destacou que, nesse nicho, Cury (CURY3) e Tenda (TEND3) são as principais beneficiadas pelas eventuais mudanças no programa governamental

Money Times
18 de março de 2026
11:15 - atualizado às 10:56
Imagem: IA/Copilot

Com mais recursos para o financiamento de imóveis e mudanças nas faixas de renda do Minha Casa, Minha Vida (MCMV), as construtoras focadas em baixa renda serão as principais favorecidas. Duas, porém, devem se destacar, segundo o Bradesco BBI, que projeta um cenário positivo para o financiamento habitacional no Brasil nos próximos meses.

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Em relatório, o banco destacou que, nesse nicho, Cury (CURY3) e Tenda (TEND3) são as principais beneficiadas pelas eventuais mudanças no programa governamental.

No caso da Cury, a casa afirmou que a empresa combina um retorno sobre patrimônio (ROE) de aproximadamente 80% com crescimento do lucro projetado em 28% entre 2025 e 2027, além de dividendos estimados entre 8% e 10% para este e o próximo ano.

O valuation da companhia, de acordo com o BBI, também é considerado atrativo, com múltiplos preço sobre lucro (P/L) de 8,6 vezes para 2026 e de 7,2 vezes para 2027.

A Tenda, por sua vez, oferece P/L ainda mais baixo, de cerca de 6,1 vez para este ano, e combina, segundo o relatório, dois potenciais fatores de reavaliação.

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O primeiro é o aspecto micro, já que a empresa acumula caixa que poderá ser destinado a dividendos em 2027. Já o segundo é no macro devido a uma possível redução do prêmio de risco das ações após as eleições de outubro.

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Construtoras: funding de R$ 205 bilhões e ajustes no MCMV

A expectativa positiva do BBI para o setor está apoiada na força do FGTS como funding imobiliário. Para 2026, por exemplo, a casa estima R$ 205 bilhões disponíveis para financiamentos do MCMV, o que representa um crescimento de 17% em relação a 2025.

Desse total, R$ 157 bilhões são provenientes do próprio FGTS, enquanto R$ 30 bilhões são do Fundo Social do Pré-Sal e R$ 15 bilhões, da Caixa Econômica Federal.

O relatório ressalta que a solidez do FGTS, com reservas de R$ 214 bilhões em novembro do ano passado, e o apoio de fundos externos mantêm o financiamento habitacional robusto, garantindo liquidez e segurança para construtoras e investidores.

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“Estimamos a taxa de produção sustentável do FGTS em cerca de R$ 134 bilhões por ano, o que é comparável ao orçamento anual de habitação do FGTS de R$ 145 bilhões entre 2026 e 2029”, afirmou o BBI.

Já no caso das mudanças previstas para o MCMV, o banco destaca a reunião do Conselho do FGTS, prevista para ocorrer no final de março, que deve aprovar um novo teto familiar de renda mensal em todos as faixas do programa. Confira as mudanças propostas:

Faixa, renda familiar mensal atual e rRenda familiar mensal com a mudança

  • 1: de R$ 2.850 para R$ 3.200 (+12%)
  • 2: de R$ 4.700 para R$ 5.000 (+6%)
  • 3: de R$ 8.600 para R$ 9.600 (+12%)
  • 4: de R$ 12.000 para R$ 13.000 (+8%)

O BBI alerta, no entanto, que possíveis retiradas de aniversário do FGTS e ações como a Medida Provisória (MP) 1.336, publicada no início de fevereiro e que autoriza a utilização de parte dos recursos do fundo para operações de financiamento destinadas a entidades hospitalares filantrópicas e sem fins lucrativos, podem pressionar entradas futuras e impactar os orçamentos do programa habitacional.

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