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O fundo multimercado superou o CDI no acumulado de 2025, com destaque para os ganhos em bolsa local e no real
Luis Stuhlberger começou 2025 descrente das ações brasileiras — assim como boa parte dos agentes financeiros. Até que as apostas contra a bolsa se reverteram em perdas e o gestor teve que virar a mão para reverter os prejuízos. E deu certo.
O balanço fechado do ano passado mostra que os ganhos com bolsa local foram importantes para o resultado acima do benckmark (índice de referência). O fundo Verde registrou 15,94% de retorno em 2025, enquanto o CDI fechou em 14,31%.
Além de ações brasileiras, crédito, arbitragens com juros, inflação dos EUA e commodities também garantiram o saldo positivo. Já a bolsa global, o petróleo e a moeda chinesa limitaram o saldo positivo.
Stuhlberger e seu time escrevem na carta do fundo Verde do mês de dezembro que o bom contexto global, que permitiu a continuidade dos influxos para mercados emergentes e favoreceu os ativos cíclicos, foi decisivo para o desempenho positivo dos investimentos locais.
Neste começo de ano, sem muita mudança.
O fundo da Verde Asset manteve sua exposição à bolsa brasileira. Na renda fixa, a aposta é em juro real — o que significa que Stuhlberger está investido em ativos atrelados ao IPCA+, esperando a queda da taxa Selic.
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A Verde também está comprada em real frente ao dólar e manteve a alocação em crédito privado.
Por outro lado, Stuhlberger zerou sua posição em criptomoedas. A casa anunciou sua primeira aplicação em novembro de 2024, e, em maio de 2025, aumentou a fatia.
Agora, sem detalhar o motivo, o fundo multimercado anunciou que zerou toda participação, após uma única redução em novembro. O movimento coincide com o primeiro saldo anual negativo do Bitcoin (BTC) desde 2022.
Nos Estados Unidos, a Verde está posicionada para ganhar dinheiro se a inflação ficar mais alta do que o mercado espera, ao mesmo tempo em que se protege contra juros altos. Além disso, o fundo aposta contra o dólar e a favor do ouro.
A perspectiva de Luis Stuhlberger para o Brasil não parece muito positiva, segundo a carta. O texto diz que os sinais de piora institucional do país se mostram cotidianamente e se acumulam ao longo do tempo.
“Esse tipo de deterioração incremental não costuma fazer preço nos mercados no curto prazo, mas é bastante pernicioso no longo prazo, e em momentos de prêmios de risco mais apertados, convém lembrarmos”, diz a carta.
A crítica aponta para a deterioração das instituições e diz que a piora das decisões de política pública se dá em todas as esferas: regulatórias, tributárias ou jurídicas.
A Verde, entretanto, não dá nome aos bois e faz sua crítica de modo mais aberto.
A carta é mais direta ao dizer que, em 2025, o cenário brasileiro foi particularmente impactado “pelas ondas de choque derivadas do anúncio da candidatura de Flávio Bolsonaro”. Porém, o “realinhamento probabilístico” aconteceu, e os ativos conseguiram se recuperar ancorados nos bons ventos que vêm de fora.
Mas é preciso atenção, porque mesmo o exterior que ajudou os ativos brasileiros passa por turbulências.
A situação EUA x Venezuela foi destacada como sinal latente de incerteza política. O fundo vê esse contexto como positivo para reservas de valor em ouro, com ressalvas para o movimento de alta da prata, platina e paládio. A carta aponto como sinal preocupante de “euforia especulativa”.
A escolha é pelo ouro e vendido em dólar.
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