🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Monique Lima

Monique Lima

Repórter de finanças pessoais e investimentos no Seu Dinheiro. Formada em Jornalismo, também escreve sobre mercados, economia e negócios. Já passou por redações de VOCÊ S/A, Forbes e InfoMoney.

VALE O RISCO?

CDB do Banco Master a 185% do CDI ou IPCA + 30%: vale a pena investir agora? Entenda os riscos e até onde vai a garantia do FGC

Os títulos de renda fixa seguem com desconto nas plataformas de corretoras enquanto a situação do banco Master continua indefinida

Monique Lima
Monique Lima
8 de setembro de 2025
15:19 - atualizado às 8:27
FGC + Banco Master
Imagem: Montagem Seu Dinheiro/ Imagem: Divulgação/ Banco Master

De um lado, uma série de investidores com Certificados de Depósito Bancários (CDB) do Banco Master querem se livrar dos papéis. Do outro, investidores olhando para taxas como 35,5% ao ano e IPCA + 30% se perguntando “será que não vale a pena investir?”. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O mercado secundário de grandes plataformas, como BTG e XP, está cheio de CDBs do Master vendidos por investidores que aceitaram grandes descontos para se livrar dos papéis. Agora, eles são oferecidos para outros investidores porventura interessados nos seus grandes retornos.

Tem para todos os gostos em termos de prazo e rentabilidade. Tem título com vencimento daqui a um mês oferecendo 185% do CDI, o equivalente a algo em torno de 2,3% de retorno em 30 dias. 

Essa rentabilidade também aparece em CDBs com vencimento em dezembro deste ano. No caso de prazos tão curtos, o risco é tão grande assim? Afinal, os papéis contam com garantia do fundo garantidor de créditos (FGC) até R$ 250 mil. 

Especialistas ouvidos pelo Seu Dinheiro afirmam que sim. Isso porque o maior problema do banco Master é justamente a sua falta de liquidez para honrar compromissos. Com a negativa da venda para o Banco de Brasília (BRB), há muita incerteza em relação à capacidade do banco de pagar suas dívidas nos próximos meses. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Basicamente, em um cenário de compra do título hoje, o investidor pagaria um preço menor porque o mercado está precificando o risco de você não receber tudo de volta”, diz Jeff Patzlaff, planejador financeiro e especialista em investimentos. 

Leia Também

A relação risco-retorno do CDB do Master 

As taxas altas dos CDBs do Master neste momento não são sem motivo. Um título que paga 185% do CDI não oferece esse retorno “de graça”. 

As taxas do banco Master estão elevadas porque o mercado está exigindo um prêmio maior para financiar um banco classificado como arriscado pelo Banco Central numa operação de venda. Antes havia a expectativa de que o BRB assumisse parte do risco ao absorver as dívidas do Master, agora, essa rede de proteção sumiu. 

Os títulos oferecidos nas plataformas são aqueles que foram readquiridos pelas corretoras com desconto, agora oferecidos a preços bem menores — e consequentemente, retornos maiores — que no passado. É a lei de oferta e demanda aplicada ao mercado de crédito: quando o risco sobe, a taxa de retorno sobe para compensar, e o preço cai.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Teoricamente, um título com vencimento em dezembro é menos arriscado que um título com vencimento em 2027. Mas nem isso se aplica no caso do banco Master. A instituição tem problemas de liquidez mesmo no curto prazo. Em maio, precisou de um empréstimo de R$ 4 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para honrar seus compromissos. 

“O detalhe está na situação da instituição que está sem liquidez para honrar os compromissos. Se o investidor compra o CDB agora e se vê na situação de vender o ativo antes do vencimento, provavelmente enfrentará dificuldade ou terá que aceitar um desconto significativo, revertendo eventuais ganhos esperados”, diz Igor Leite, planejador e consultor financeiro. 

Nesta situação, a perda está associada à venda antecipada dos papéis. Mas existe uma segunda possibilidade que também pode resultar em perda para quem comprar CDBs do Master agora: uma intervenção do Banco Central

A garantia do FGC

Agentes do mercado financeiro vislumbram a possibilidade de uma intervenção a qualquer momento. Isso significa decretar a falência da instituição financeira e liquidar suas dívidas.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
  • Este cenário é apenas uma possibilidade e não há informações concretas até o fechamento da matéria que indiquem que isso acontecerá. 

Caso aconteça, o FGC cobre os pagamentos dos CDBs do Master. Nenhuma fonte ouvida pelo Seu Dinheiro vê risco de o fundo não ter condições de honrar os títulos, desde que enquadrados no limite de R$ 250 mil por pessoa física, somando o valor aportado e os rendimentos. 

Entretanto, a garantia se aplica mais ao valor aportado e menos ao rendimento da aplicação, principalmente no caso dos investidores que consideram comprar CDBs do Master agora. Isso por causa do mecanismo de pagamento do fundo. 

Como funciona o resgate do FGC 

O passo a passo começa com o Banco Central decretando a liquidação do banco com problemas — que seria o Master, no caso. O banco liquidado envia ao FGC uma lista com os credores (dentre eles, os investidores de CDBs) e valores devidos. 

Segundo o próprio FGC, só esse processo inicial leva, em média, 30 dias. Depois disso, o investidor pessoa física ainda precisa solicitar o pagamento, indicar seus dados bancários e assinar um termo de autorização do resgate via aplicativo do FGC.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na prática, não existe um prazo definido para o resgate acontecer. Segundo os agentes financeiros, pode levar até três meses. 

O problema é que a data que consta para o cálculo de rendimento da aplicação financeira é a data de decretação da falência. Os possíveis três meses até o pagamento não têm correção de juros. Ou seja, sem rentabilidade alguma.

Se você investir hoje no CDB do Master com a perspectiva de receber 185% do CDI, por exemplo, e o BC decretar intervenção no banco no mês que vem, você só vai reaver a aplicação — praticamente sem rendimento — possivelmente em três meses. 

Não importa se o vencimento é em 30 dias ou em 2027, os investidores recebem o valor investido inicialmente mais os juros relativos até o dia de liquidação do banco. O cálculo do FGC usa este dia como fato gerador, considerando a taxa de retorno definida no título.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“O investidor que respeitou o limite do FGC deve recuperar o dinheiro, embora com atraso e sem os juros contratados até o vencimento. Quem investiu acima disso pode ter perdas relevantes e quem investir agora pode não ter quase nada. Em ambos os casos, o ganho prometido pela taxa alta vira dor de cabeça”, diz Enrico Gazola, economista e sócio-fundador da Nero Consultoria. 

O cenário em que tudo dá certo para o Master 

Existe um cenário otimista. Ele é menos provável segundo as fontes ouvidas pelo Seu Dinheiro, mas existe. É o cenário em que o BRB refaz a sua proposta pelo Master e obtém sucesso, ou outro banco interessado aparece. 

“Se surgir um comprador estratégico, os títulos tendem a se valorizar, as taxas caem e quem entrou antes do anúncio pode ter lucro. Mas, por enquanto, esse é o cenário mais incerto, já que o Banco Central rejeitou a primeira tentativa de venda”, diz Gazola. 

Neste caso, o FGC não seria acionado, o investidor conseguiria levar o título até o vencimento e conseguir o retorno previsto — inclusive os exorbitantes, como os casos de IPCA + 30%, por exemplo. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As taxas são, de fato, muito altas. E estão tão altas porque o preço está baixo. A questão é o apetite por risco do investidor. “Se o investidor entender o risco pode ser uma boa oportunidade”, diz Patzlaff.

Entretanto, é necessário que o investidor tenha isso muito claro. Investir nos CDBs do Master agora é extremamente arriscado, mesmo com a garantia do FGC. Existe uma chance alta de o BC intervir no banco e não há clareza em relação a continuidade do processo de compra pelo BRB depois da primeira negativa. 

Os especialistas afirmam que pode valer a pena apenas para quem entende que está correndo um grande risco adicional em troca de retorno. E recomendam: o dinheiro aplicado deve ser um valor que pode ficar travado até o vencimento do papel — ou o resgate do FGC. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
CDBs

FGC começa pagamentos do Banco Master e dispara alerta: fraude atinge quem tem valores a receber

18 de janeiro de 2026 - 17:34

Os golpistas e fraudadores estão utilizando indevidamente do nome do FGC, bem como tentando interferir no regular processo de pagamento

RENDA FIXA

Com juros altos, o fantasma do endividamento ainda pode assombrar as empresas em 2026? O que esperar do mercado de dívida corporativa

15 de janeiro de 2026 - 6:24

Apesar da pressão dos juros altos, a maioria das empresas fez ajustes importantes, e o setor segue com apetite por crédito — mas nem todas escaparam ilesas

GANHO EM DÓLAR

BTG recomenda bond da Raízen (RAIZ4) na carteira de renda fixa internacional — e outros quatro títulos de dívida de brasileiras

14 de janeiro de 2026 - 17:45

Banco afirma que o mercado “exagerou na punição” à dívida da companhia e vê retorno atrativo para investidores em meio ao forte desconto

CARTEIRA RECOMENDADA

Tesouro Prefixado ou Tesouro IPCA+? O que dizem as recomendações de renda fixa e Tesouro Direto para janeiro

13 de janeiro de 2026 - 12:32

Itaú BBA e XP divergem em suas recomendações de títulos públicos no início deste ano; corretoras e bancos também indicam CRI, CRA, debêntures e CDB

OURO DE TOLO

Investiu em CDBs do Master? Seu retorno pode estar abaixo de 100% do CDI! Veja quanto você já deixou de ganhar com o dinheiro parado

9 de janeiro de 2026 - 12:20

Demora no ressarcimento pelo FGC faz a rentabilidade contratada diluir ao longo do tempo, e o investidor se vê com retorno cada vez menor

BALANÇO DA RENDA FIXA

Com Selic a 15%, renda fixa conservadora brilhou em 2025, mas destaque foram os prefixados; veja o desempenho do Tesouro Direto no ano

1 de janeiro de 2026 - 12:10

Melhor desempenho entre os títulos públicos ficou com os prefixados, que chegaram a se valorizar mais de 20% no ano; na renda fixa privada, destaque foram as debêntures incentivadas

É A VEZ DO CRÉDITO

Adeus, poupança. Olá, debêntures! Como as mudanças na renda fixa mexeram com investimentos e crédito às empresas

22 de dezembro de 2025 - 14:32

Investimentos como CRI/CRA, debêntures e outros reduziram a participação dos bancos nos empréstimos corporativos

RENDA FIXA

Banco ABC Brasil lança LCIs e LCAs com pagamento de juros mensais — entenda a novidade nos títulos isentos de IR

16 de dezembro de 2025 - 17:45

Novos títulos têm vencimento fechado, sem a possibilidade de resgate antecipado

RENDA FIXA

Como garantir retorno de 1% ao mês antes do corte da Selic? Veja simulações de taxas e títulos de renda fixa

11 de dezembro de 2025 - 6:02

O Copom ainda não cortou a taxa de juros, mas isso deve acontecer em breve — e o mercado já se move para ajustar os retornos para baixo

CARTEIRA RECOMENDADA

Última chamada do ano para maiores retornos na renda fixa: carteira de dezembro vai de CRAs da Minerva a CDB prefixado de 14% ao ano

8 de dezembro de 2025 - 14:58

BTG Pactual, BB Investimentos, Itaú BBA e XP recomendam aproveitar as rentabilidades enquanto a taxa de juros segue em 15% ao ano

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Ambipar (AMBP3) não é Americanas (AMER3): as lições dos calotes de 2025 no mercado de crédito privado para avaliar o risco da sua carteira

5 de dezembro de 2025 - 18:09

Em carta mensal, Sparta analisa por que os eventos de crédito deste ano não doeram tanto no mercado de debêntures quanto os de empresas como Americanas e Light em 2023 e avalia os cenários de risco e oportunidades à frente

TEMOR NÃO SE CONFIRMOU

A onda de resgates foi só uma marolinha: para gestor da ARX, fundos de crédito isentos de IR continuarão bombando em 2026

27 de novembro de 2025 - 6:01

Pierre Jadoul não vê investidor disposto a tomar risco e enfrentar volatilidade enquanto juros continuarem altos e eleições aumentarem imprevisibilidade

TEMPO LIMITADO

CDB que rende 150% do CDI é a aposta de investimento do Mercado Pago para a Black Friday

17 de novembro de 2025 - 19:32

O produto estará disponível por tempo limitado, entre os dias 24 e 28 de novembro, para novos clientes

RENDA FIXA

Órfão dos CDBs de 120% do CDI do Banco Master? Confira as opções mais rentáveis com outros emissores e indexadores

17 de novembro de 2025 - 6:09

Após o tombo do Banco Master, investidores ainda encontram CDBs turbinados — mas especialistas alertam para o risco por trás das taxas “boas demais”

ANBIMA DATA

Tesouro Direto: Prefixados disparam e lideram retorno da renda fixa — e tendência deve se intensificar até 2026

15 de novembro de 2025 - 17:05

Levantamento da Anbima mostra que a expectativa de queda da Selic puxou a valorização dos títulos de taxa fixa

ESTRATÉGIA DOS GESTORES

O prêmio voltou: gestores viram a mão nas debêntures isentas de IR, mas ainda apostam em retorno melhor à frente

12 de novembro de 2025 - 18:51

A correção de spreads desde setembro melhora a percepção dos gestores em relação às debêntures incentivadas, com o vislumbre de retorno adequado ao risco

RENDA FIXA

Tesouro Direto: prefixado curto dá adeus aos 13% ao ano — atrelados à inflação começam a perder taxa de 7%

11 de novembro de 2025 - 14:01

Surpresa da divulgação do IPCA de outubro foi gatilho para taxas do Tesouro Direto se afastaram dos níveis mais altos nesta terça-feira (11)

CARTEIRA RECOMENDADA

Renda fixa para novembro: CRAs da Minerva e CDB que paga IPCA + 8,8% são as estrelas das recomendações do mês

7 de novembro de 2025 - 14:21

BTG Pactual, BB Investimentos, Itaú BBA e XP recomendam aproveitar as rentabilidades enquanto a taxa de juros segue em 15% ao ano

RENDA FIXA

Onda de resgates em fundos de infraestrutura vem aí? Sparta vê oportunidade nos ativos isentos de IR listados em bolsa

6 de novembro de 2025 - 16:40

Queda inesperada de demanda acende alerta para os fundos abertos, porém é oportunidade para fundos fechados na visão da gestora

DEBÊNTURES INCENTIVADAS

A maré virou: fundos de infraestrutura isentos de IR se deparam com raro mês negativo, e gestor vê possível onda de resgates

3 de novembro de 2025 - 6:04

Queda inesperada de demanda por debêntures incentivadas abriu spreads e derrubou os preços dos papéis, mas movimento não tem a ver com crise de crédito

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar