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Congresso vem sendo criticado pela demora na votação; normalmente, o orçamento de um ano é votado até dezembro do ano anterior
Tudo começou com uma mensagem no WhatsApp. Passou a circular na manhã deste sábado (15) em Brasília uma suposta decisão da Comissão Mista do Orçamento (CMO) segundo a qual a votação da o Projeto de Lei Orçamentária (PLOA) 2025 ocorreria somente em abril.
Uma mensagem enviada por um número da própria assessoria da CMO confirmaria rumores segundo os quais a nova previsão para a votação em comissão seria para a semana entre 31 de março e 4 de abril.
Por trás do adiamento estaria uma viagem dos presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Eles pretendem acompanhar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em visita oficial ao Japão, de 24 a 27 de março.
Só havia um problema com a mensagem. Ela não era verídica.
Minutos depois que a mensagem começou a circular em grupos de deputados federais, o presidente da CMO, Júlio Arcoverde (PP-PI), desmentiu o teor e disse que a votação ocorrerá nos próximos dias, provavelmente entre terça (18) e quarta-feira (19).
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O presidente da CMO desmentiu a nota, dizendo que ela é um "absurdo", e afirmou que o planejamento segue o mesmo definido na última terça-feira (11).
O relator, senador Ângelo Coronel (PSD-BA), deve enviar o texto final para os congressistas amanhã (16).
A equipe de Hugo Motta negou a autoria da nota, e a assessoria da Casa, em um grupo de jornalistas, disse que o comunicado não foi produzido pela equipe.
No grupo de WhatsApp em que a equipe da CMO se comunica com a imprensa, a nota foi enviada como se tivesse partido da assessoria da Presidência da Câmara, e afirma que o Orçamento seria adiado por conta da viagem.
"Não tem comunicado nenhum assinado por mim que fala de adiamento não. Agora mesmo eu estava falando com o (Ângelo) Coronel, o relator. A previsão é dele entregar (o texto) domingo à noite. Eu vou até atrás de saber quem está falando nessa nota aí. É um absurdo", afirmou Arcoverde.
A assessoria de Alcolumbre também afirmou que a nota é falsa.
O Congresso Nacional vem sendo alvo de críticas pela demora na votação.
Normalmente, a lei orçamentária é votada em dezembro, mas, por causa de uma sequência de adiamentos, o País ainda segue sem as definições do Orçamento deste ano.
*Com informações do Estadão Conteúdo.
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