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VITÓRIA FORA DA MARGEM DE ERRO

BTG Pactual/Nexus: Lula abre vantagem e venceria Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições 2026

Pela primeira vez em quatro levantamentos da pesquisa Lula venceria o senador fora do limite da margem de erro.; Veja outros cenários e a visão dos eleitores sobre ações dos EUA e a economia brasileira

Candidatos às eleições presidenciais de 2026, Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro
Imagem: Montagem Seu Dinheiro/Tânia Rêgo/Lula Marques/Agência Brasil

A vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na eleição presidencial de 2026 ficou maior. Segundo a quarta pesquisa BTG Pactual/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (15), Lula tem 49%, sobre 43% do filho do ex-presidente nas intenções de votos no segundo turno.

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O filho de Jair Bolsonaro manteve o mesmo porcentual do último levantamento, divulgado em 25 de maio. Já o presidente cresceu 2 pontos porcentuais em relação aos 47% da pesquisa anterior.

Com seis pontos de diferença, pela primeira vez em quatro levantamentos da pesquisa Lula venceria o senador fora do limite da margem de erro, de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo. Neste cenário da pesquisa de junho, nenhum/branco/nulo somariam 8% e 1% estaria indeciso ou não respondeu.

Envolvimento de Flávio com ações dos EUA

Uma diferença entre a última pesquisa e a atual para Flávio Bolsonaro foi o seu encontro com o presidente Donald Trump, nos Estados Unidos.

Após a reunião, o governo norte-americano classificou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações criminosas e anunciou tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.

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A pesquisa anterior já havia sinalizado a reação dos eleitores ao envolvimento do senador com o o escândalo do Banco Master depois da divulgação do encontro e do pedido de dinheiro a Daniel Vorcaro para o filme “Dark Horse”, biografia do pai.

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Agora, a pesquisa aponta que 68% dos entrevistados tiveram conhecimento das duas recentes ações tomadas pelo governo dos Estados Unidos contra o Brasil. Na soma, 90% tiveram conhecimento sobre uma ou as duas ações dos governo dos Estados Unidos e 10% desconhecem.

Para 37%, a ação sobre PCC e CV vai ameaçar a segurança dos brasileiros, pois pode ser utilizadas pelo governo daquele país como justificativa para interferirem e sancionarem o governo e o povo. Outros 23% entendem que não haverá ameaças e 30% consideram que a decisão vai melhorar a segurança dos brasileiros, sem intervenção na nossa soberania.

Em relação ao tarifaço, 42% consideram que Flávio Bolsonaro foi o maior culpado pela decisão do governo Trump. Outros 39% culpam Lula pela medida e alegam a falta de um bom relacionamento entre o presidente brasileiro e o governo daquele país e 11% consideraram que os Estados Unidos decidiram aplicar a medida por interesse próprio.

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Cenários de primeiro turno

A quarta edição da pesquisa BTG Pactual/Nexus apresentou um cenário inédito de primeiro turno com nove pré-candidatos a presidente. Além dos oito nomes apresentados em um dos cenários da pesquisa de maio, foi incluído o do deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG).

Lula lidera com 42% no primeiro turno, ante 40% no levantamento de maio, e é seguido por Flávio Bolsonaro, que obteve 33% nessa pesquisa de junho, ante 35% nos dois cenários do levantamento anterior.

Eles são seguidos por Caiado e Renan Santos, com 4%, Zema, Joaquim Barbosa (DC) e Augusto Cury (Avante), com 2%, e Aécio Neves e Cabo Daciolo (Mobiliza), 1%.

O total de brancos, nulos e os que não votariam em nenhum dos nomes apresentados foi de 5% e os indecisos ou que não opinaram somaram 3%.

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Em um cenário de primeiro turno com seis candidatos, sem Cury, Aécio e Cabo Daciolo, Lula obteve 43% das intenções e voto e Flávio Bolsonaro, 34%. Eles foram seguidos por Renan Santos, com 5%, Caiado, com 4%, e Zema e Joaquim Barbosa, ambos com 3%. Nenhum/Branco/Nulo somaram 6% e os indecisos ou que não opinaram somaram 2%.

Segundo o levantamento, 41% dos entrevistados citaram Lula e 32% citaram Flávio Bolsonaro nos dois cenários de primeiro turno.

Para 73% dos que mencionaram algum candidato, a decisão de voto está tomada e não mudará, ante 70% em maio. Outros 25% (28% em maio) poderão mudar e 1% não souberam ou não responderam.

Outros cenário de segundo turno

Além dos três cenários de segundo turno das pesquisas anteriores – Lula versus Flávio Bolsonaro e contra os ex-governadores e pré-candidatos Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) – esse primeiro levantamento de junho incluiu a simulação contra Renan Santos (Missão).

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Contra Caiado, Lula teria vantagem de 48% a 39%, ante 46% a 40% de maio. Em um segundo turno contra o ex-governador mineiro, Lula teria 49% a 39%, ante 49% contra 38% na pesquisa anterior. Se o adversário fosse Renan Santos, o presidente venceria por 49% a 36%.

Espontânea e rejeição

Na pesquisa espontânea, Lula manteve os 36% das intenções de voto no levantamento de maio. Flávio Bolsonaro, variou de 26% para 27%. Renan Santos, Zema e Caiado apareciam com 2%, 2% e 1%, respectivamente. Agora, têm 3%, 1% e 1%.

Nesse levantamento de junho, 24% não souberam responder ou não opinaram na pesquisa espontânea, ante 26% em maio, e o total de brancos, nulos e os que não votariam em nenhum nome foi de 3%.

A rejeição a Lula se manteve em 47% do eleitorado brasileiro. Flávio Bolsonaro saiu de 50% para 52% de rejeição. O potencial de voto de Lula era de 50% e cresceu para 52% e o de Flávio Bolsonaro variou de 46% para 45%.

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Avaliação do governo e aprovação do presidente

O levantamento perguntou como o entrevistado avalia o governo do presidente Lula e 17% responderam ótimo (15% em maio), 21% bom (22% em maio), e 21% consideraram regular, ante 22% na pesquisa anterior. Outros 7% consideraram o governo ruim, mesmo porcentual do levantamento passado, e 34% como péssimo ante 33% em maio. Já 1% não responderam e não souberam avaliar.

O trabalho do governo do presidente Lula foi aprovado por 48%, contra 47% em maio, e desaprovado por 47% dos entrevistados, ante 48% no mês passado. Os que não responderam e não souberam dar uma avaliação saíram de 6% para 4%.

Eleitores pessimistas com a economia

Para 49% dos entrevistados a situação econômica do Brasil está ruim ou péssima, ante 48% no levantamento anterior, de 25 maio. Os que avaliam como ótima ou boa saíram de 18% para 19%. Os que consideram regular foram de 33% para 31%.

Já 39% entendem que está muito ou um pouco melhor do que no governo anterior e 43% avaliam como um pouco ou muito pior. No levantamento anterior, 42% consideravam um pouco ou muito melhor e 40% um pouco ou muito melhor o cenário econômico atual. O porcentual dos que consideram a situação igual permaneceu em 14%.

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A maior parte dos eleitores que enxergam a economia do país como melhor ou igual em relação ao governo anterior pretende votar em Lula no primeiro turno, com 76% e 40% de intenções de voto, respectivamente nas avaliações.

Em seguida, Flávio Bolsonaro (PL), tem 8% e 16% nas mesmas categorias. Já entre os brasileiros que apontam uma piora na economia, o senador lidera com 64% do eleitorado, ante 11% do petista.

Para um possível segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o cenário se repete, com 84% dos eleitores do que acreditam em uma melhora econômica e 51% que apontam uma manutenção da economia votando no atual presidente.

Nessas categorias Flávio Bolsonaro apresenta 11% e 28% das intenções de voto, respectivamente. Para os eleitores que afirmam a piora na economia, 78% pretendem votar em Flávio Bolsonaro e 14% em Lula.

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Metodologia

A pesquisa foi realizada por telefone com eleitores maiores de 16 anos. Foram entrevistadas 2.017 pessoas entre sexta-feira (12) e domingo (14) nos 26 estados e no Distrito Federal.

A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos, um índice de confiança de 95% e a pesquisa foi tem o registro BR-06645/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Com Money Times

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