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Levantamento mostra que 64,1% dos eleitores veem a crise na família Bolsonaro como prejudicial à candidatura do senador, enquanto 61,2% avaliam que possível envolvimento de Jaques Wagner com Banco Master pode afetar a campanha de Lula à reeleição

O levantamento AtlasIntel/Bloomberg divulgado nesta quinta (2) indica que tanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enfrentam desgastes capazes de afetar suas pretensões eleitorais para 2026.
Enquanto a investigação envolvendo o senador Jaques Wagner (PT) e o Banco Master pode respingar na campanha à reeleição de Lula, a crise pública entre Flávio e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro é vista por uma parcela ainda maior do eleitorado como um problema para a candidatura do senador.
No caso do governo petista, 61,2% dos entrevistados afirmam que as denúncias envolvendo Jaques Wagner podem prejudicar a campanha de Lula — sendo 32,4% os que avaliam um impacto grande e 28,8% os que enxergam um prejuízo menor. Para outros 36,3%, o episódio não deve afetar a disputa eleitoral.
Já no campo bolsonarista, o desgaste aparece de forma ainda mais intensa. Segundo a pesquisa, 64,1% dos eleitores acreditam que o vídeo em que Michelle Bolsonaro afirma ter sido "humilhada" por Flávio enfraquece sua pré-candidatura ao Planalto. Desse total, 37,8% dizem que o episódio prejudica muito o senador e 26,3% afirmam que prejudica um pouco.
A pesquisa ouviu 4.999 eleitores entre os dias 26 e 30 de junho, por recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04582/2026.
Do lado da oposição, a pesquisa mostra que a crise familiar ganhou grande repercussão. Cerca de 78% dos entrevistados afirmam ter assistido ao vídeo divulgado por Michelle Bolsonaro.
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Entre aqueles que acompanharam o episódio, 38,3% dizem concordar mais com a ex-primeira-dama, enquanto 20,6% ficam ao lado de Flávio. Outros 21,4% afirmam concordar parcialmente com ambos.
Os números também mostram que a maioria dos entrevistados acredita nas acusações feitas por Michelle: 59,6% dizem acreditar que Flávio foi "grosseiro" e "desrespeitoso" com ela, enquanto 29,3% não acreditam nessa versão.
Apesar do desgaste, a disputa pela liderança do bolsonarismo continua favorável ao senador. Entre os eleitores que votaram em Jair Bolsonaro em 2022, 81,9% defendem que Flávio seja o candidato do grupo à Presidência, contra 14,7% que preferem Michelle.
Quando a pergunta é quem deve liderar a direita, Flávio também aparece na frente, com 43,2% das citações, seguido por Nikolas Ferreira (18,4%), Renan Santos (14,5%) e Tarcísio de Freitas (8,6%).
Entre os entrevistados, 71,4% afirmam ter acompanhado de perto as investigações da Polícia Federal sobre o caso Banco Master. A percepção predominante é negativa para o líder do governo no Senado: 74,3% acreditam que Jaques Wagner recebeu vantagens indevidas na relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, enquanto apenas 9,4% discordam dessa avaliação.
Quando questionados sobre os impactos políticos, 35,6% afirmam que o caso atinge diretamente Lula, enquanto 23,5% dizem que o desgaste recai sobre parte do governo federal. Outros 37,8% consideram que o problema se restringe ao senador baiano.
Além disso, 57,1% avaliam que a Operação Compliance Zero piora a imagem do governo federal, contra 36,2% que dizem não haver impacto.
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