Lula veta aumento de deputados na Câmara e um antigo opositor solta o verbo; saiba o que acontece agora
O projeto que previa o aumento do número de deputados federais era uma resposta à uma exigência do STF

Só faltava a assinatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que o aumento do número de deputados na Câmara virasse realidade. Porém, o sinal verde não veio: o petista vetou o projeto de lei que havia sido aprovado pelo Congresso ainda no fim de junho.
A medida, que buscava aumentar de 513 para 531 o número de deputados federais no Brasil, tinha potencial para pressionar ainda mais as contas públicas do país.
Com o veto, um antigo opositor de Lula voltou a soltar o verbo em relação ao petista. O senador Sérgio Moro (União) utilizou seu perfil no X (antigo Twitter) para criticar a decisão do presidente.
“Lula veta o aumento do número de deputados federais, enquanto mantém, com hipocrisia, 39 ministérios, vários inúteis, em seu governo. Tenta enganar o povo pois sabemos que controle de despesas não é pauta deste governo”, declarou.
Apesar das críticas, o político afirmou: “votei contra o aumento de deputados”.
- LEIA TAMBÉM: Quer se atualizar do que está rolando no mercado? O Seu Dinheiro liberou como cortesia uma curadoria das notícias mais quentes; veja aqui
O veto de Lula e o que acontece agora
Até então, o sinal vermelho de Lula era incerto. Embora o petista tenha se pronunciado contra a medida, ele poderia apenas deixar a avaliação do projeto passar do prazo, que estava previsto para 16 de julho.
Leia Também
Alexandre Moraes e Banco Master: um resumo sobre como acabou o julgamento do STF
O presidente chegou a cogitar não tomar nenhuma decisão sobre a proposta, uma vez que a relação entre o Planalto e o Congresso já anda estremecida devido ao aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
Porém, no último dia do prazo, Lula contrariou a Câmara e vetou o projeto. O objetivo era marcar a posição do governo sobre o tema e mostrar que o Executivo não aceita tudo o que o Legislativo impõe.
Porém, a Câmara ainda pode derrubar o veto e autorizar que o número de parlamentares aumente, como aconteceu na disputa sobre o IOF — que acabou sendo mantida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
- E-BOOK GRATUITO: O evento “Onde Investir no 2º Semestre” reuniu as melhores apostas para a segunda metade de 2025 — baixe o resumo com todos os destaques
Mas qual seria o motivo para esse aumento de deputados?
O projeto que previa o aumento do número de deputados federais havia sido aprovado na Câmara como resposta à uma exigência do próprio STF.
A Corte determinou que o Congresso votasse uma lei até 30 de junho para redistribuir a representação de deputados federais em relação à proporção da população brasileira em cada unidade da federação (UF).
Isso porque a Constituição determina que o número de vagas de deputados seja ajustado antes de cada eleição “para que nenhuma daquelas unidades da federação tenha menos de oito ou mais de setenta deputados”, segundo o texto.
A última atualização foi realizada em 1993. Porém, agora, se a regra fosse seguida, Rio de Janeiro, Bahia, Paraíba, Piauí e Rio Grande do Sul poderiam perder cadeiras.
Os deputados, no entanto, não quiseram reduzir o número de parlamentares de algumas unidades da federação seguindo o critério proporcional.
Em vez disso, a proposta previa que o governo aumentasse o número de vagas para os estados que tenham apresentado crescimento populacional.
Sem veto de Lula, São Paulo seria prejudicado
Segundo o cientista político Jairo Nicolau, professor e pesquisador da FGV-Cpdoc, o aumento do número de deputados federais pioraria a distorção entre a representatividade do parlamento em relação à população dos estados.
Nicolau chama a atenção para a sub-representação de São Paulo, que concentra 21,8% da população brasileira — ou seja, 44,4 milhões de pessoas.
O estado, no entanto, tem 13,6% das cadeiras e passaria a ter 13,2% com a mudança. Isso porque, como a Constituição define que nenhum estado pode ter mais de 70 deputados, qualquer aumento no tamanho da Câmara sempre prejudicará São Paulo.
Hoje, por causa dos números mínimo (8) e máximo (70) de deputados, a composição já não reflete a proporção da população dos estados. Unidades da federação menos populosas, como Roraima, acabam super-representadas em relação às que têm mais habitantes, como São Paulo.
Em um cenário com 531 deputados, a representação seria proporcional à população caso Roraima, Acre e Amapá, por exemplo, tivessem 2 representantes cada, e São Paulo, 115.
“A ideia de proporcionalidade é ferida com o princípio de um mínimo e um máximo. A premissa já é de desigualdade. Depois que você estabelece que um estado precisa ter no máximo 70 cadeiras em uma Câmara de 513, você necessariamente assume que, na medida em que a população cresce, a representatividade vai ficar desproporcional", afirma Nicolau.
O pesquisador também destaca que a distribuição parece ter sido feita sem seguir uma fórmula matemática.
*Com informações do Estadão Conteúdo.
ELEIÇÕES 2026
Com vantagem menor no 1º turno, Lula vê empate técnico com Flávio Bolsonaro persistir no 2º turno, diz Datafolha
11 de setembro de 2026 - 19:32TENSÃO ESQUENTOU
Crise no STF: com julgamento de Moraes na porta, Mendonça derruba sigilo do caso Master a pedido de Fachin
11 de setembro de 2026 - 9:04ELEIÇÕES 2026
Dia quente na política: empate nas pesquisas, decisões do TSE, internação de candidato e as revelações de Augusto Cury
10 de setembro de 2026 - 19:52O DIA NA POLÍTICA
Fachin intervém para conter crise no STF e tira Moraes do inquérito das fake news
9 de setembro de 2026 - 18:36ELEIÇÕES 2026
Afastamento na PF, silêncio de Lula e reação dos presidenciáveis: o resumo político do dia
8 de setembro de 2026 - 19:50ELEIÇÕES 2026
Após crise no STF: Flávio Bolsonaro e Augusto Cury passam numericamente o presidente pela primeira vez, mostra pesquisa BTG Pactual/Nexus
8 de setembro de 2026 - 10:33ELEIÇÕES 2026
Primeira pesquisa Quaest após crise no STF mostra Lula com 36% e Flávio com 29% no 1º turno; disputa segue acirrada no 2º turno
7 de setembro de 2026 - 18:51SÍMBOLOS NACIONAIS
Dia da Independência do Brasil: a introdução desconhecida do Hino Nacional e a canção composta por D. Pedro I
7 de setembro de 2026 - 17:00Conteúdo Market Makers
Seus investimentos e patrimônio estão preparados para as Eleições 2026?
6 de setembro de 2026 - 9:00ELEIÇÕES 2026
Lula ironiza ingerência de Trump, Flávio acena a Tarcísio para 2030 e Caiado defende reforma no STF; confira o dia dos candidatos
4 de setembro de 2026 - 19:48ELEIÇÕES 2026
Datafolha: Lula lidera 1º turno e vence cenários de 2º turno, mas vê vantagem sobre Flávio Bolsonaro encurtar
3 de setembro de 2026 - 19:38O DIA NA POLÍTICA
Caso Master-Moraes segue reverberando nas eleições, a cautela de Lula e a batalha pelo voto feminino
3 de setembro de 2026 - 19:03ELEIÇÕES 2026
Ruído no STF traz volatilidade, mas UBS BB vê corrida presidencial aberta e polarização intacta
3 de setembro de 2026 - 13:41ELEIÇÕES 2026
Caso Master segue assombrando corrida eleitoral; acompanhe o dia dos presidenciáveis
2 de setembro de 2026 - 19:46ELEIÇÕES 2026
O dia na política: caso Moraes-Vorcaro incendeia a corrida eleitoral; TSE libera campanha de Renan Santos
1 de setembro de 2026 - 19:41BTG PACTUAL MACRO DAY 2026
Chega de aumentar impostos? Ministro da Fazenda conta os próximos passos do governo Lula para apertar o cinto dos gastos e frear juros
31 de agosto de 2026 - 13:00DISPUTA PRESIDENCIAL
Lula e Flávio Bolsonaro lideram nas eleições, mas Augusto Cury ganha terreno e chega ao 3º lugar, mostra pesquisa BTG Pactual/Nexus
31 de agosto de 2026 - 8:49DECISÕES EM BRASÍLIA
‘Taxa das blusinhas’ e escala 6×1 serão decididas nesta semana, a tempo de entrar na campanha eleitoral
30 de agosto de 2026 - 17:55ELEIÇÕES 2026
Cada vez mais acirrado: Lula e Flávio empatam no segundo turno, mas ainda são os candidatos à presidência mais rejeitados, mostra BTG/Nexus
24 de agosto de 2026 - 9:36ELEIÇÕES 2026