O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A pena estipulada pelo TSE foi de 4 anos, retirando o ex-governador da corrida eleitoral deste ano e de 2030

Em outubro deste ano, os eleitores fluminenses terão uma decisão importante a fazer — e não estamos falando da escolha para o novo presidente do Brasil. Para quem mora no Rio de Janeiro, será um momento de repensar as escolhas feitas até então para o cargo de governador, além de escolher quem ocupará a cadeira a partir de 2027.
Isso porque todos os políticos que passaram pelo cargo nos últimos 30 anos terminaram no banco dos réus. Nesta quarta-feira (25), Cláudio Castro (PL) se uniu à longa lista de ex-chefes do Palácio Guanabara com problemas na Justiça, após o Tribunal de Justiça Eleitoral (TSE) condená-lo por abuso de poder econômico e político durante as eleições de 2022.
Com um placar de cinco votos a favor e dois contra, Castro passa a ser o sétimo ex-governador a ficar inelegível. A pena estipulada pelo TSE foi de quatro anos, retirando o político da corrida eleitoral deste ano e de 2030.
Castro também teria seu mandato cassado, porém ele renunciou ao cargo na segunda-feira (23), sob o pretexto de candidatura para concorrer a uma cadeira no Senado.
No entanto, segundo informações do jornal O Globo, a renúncia teria sido uma tentativa de esvaziar o processo no TSE e impedir a cassação do mandato do ex-governador.
“Hoje eu encerro o meu tempo à frente do governo do estado. Vou em busca de novos projetos. Como todos sabem, sou pré-candidato ao Senado. Saio de cabeça erguida e de forma grata”, afirmou Castro em nota divulgada no início da semana.
Leia Também
Na ação que tramitava no TSE, Castro foi denunciado pelo Ministério Público Eleitoral de abuso de poder político e econômico, irregularidades em gastos de campanha e uso indevido da máquina pública.
Segundo a acusação, o ex-governador teria utilizado a Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos (Ceperj) e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) para criar mais de 27 mil cargos irregulares. O esquema teria como objetivo mobilizar cabos eleitorais e favorecer a reeleição de Castro em 2022.
O ex-governador chegou a ser absolvido da acusação. Contudo, a coligação de Marcelo Freixo (então no PSB, hoje no PT), que disputou as eleições da época, recorreu ao TSE.
Agora, com a condenação e renúncia de Castro, será realizada uma eleição indireta na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) nos próximos 30 dias desde a saída do político. Os deputados vão escolher um novo governador para cumprir o restante do mandato até o fim de 2026.
Até lá, o governador interino será o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Ricardo Couto. Isso porque, com a saída de Castro, o estado passa a ter uma dupla vacância, já que o Rio de Janeiro também está sem vice-governador.
Thiago Pampolha, que ocupava a cadeira até então, deixou o cargo para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado.
Desde a redemocratização, o Rio de Janeiro possui apenas dois ex-governadores eleitos que não foram alvo de prisões, cassações ou impeachments: Leonel Brizola (PDT), que passou pelo Palácio da Guanabara entre1983 e 1987 e em 1990 até 1994; e Marcello Alencar (PSDB), eleito em 1994. Ambos já falecidos.
Além de Brizola e Marcello Alencar, outros três governadores passaram impunes, mas não ocuparam a cadeira por eleição direta.
Foram eles: Nilo Batista (PDT), que assumiu o cargo brevemente em 1994 após Brizola renunciar para concorrer à presidência; Benedita da Silva (PT) que passou a ser governadora em 2002 depois da renúncia de Anthony Garotinho; e Francisco Dornelles (PP) que ocupou a cadeira em 2018 devido a prisão de Luiz Fernando Pezão.
Já o restante da lista dos ex-governadores do estado fluminense possui uma relação no mínimo complicada com a Justiça. Confira todos os ex-chefes do Palácio da Guanabara que estiveram no banco dos réus:
*Com informações da Broadcast, Senado Notícias e O Globo.
ELEIÇÕES EM JOGO
CENÁRIO ELEITORAL PEGA FOGO
DIPLOMACIA À BRASILEIRA
OPERAÇÃO COMPLIANCE ZERO
REALTIME BIG DATA
FRENTE A FRENTE
REVÉS POLÍTICO RARO
ELEIÇÕES 2026
DIREITOS HUMANOS
DISPUTA ACIRRADA
ELEIÇÕES 2026
FORA DO RADAR
ELEIÇÕES 2026
TOUROS E URSOS #265
DANÇA DAS CADEIRAS
DIREITOS CIVIS
TERCEIRA VIA?
ELEIÇÕES 2026
O TSE EXPLICA
ELEIÇÕES 2026