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Dados da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) apontam vários ‘culpados’ para a desaceleração na indústria vinícola
A crise climática, a mudança nas preferências dos consumidores e a incerteza geopolítica global deixaram uma ressaca no setor de vinhos em 2024.
Tanto a produção da bebida quanto o consumo mundial caíram para os níveis mais baixos em 63 anos, segundo os dados da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), divulgados nesta terça-feira (15). A instituição compilou dados de mais de 180 países consumidores de vinhos, incluindo o Brasil.
A desaceleração da demanda em mercados importantes — como a China, por exemplo — somada a queda na produção e os efeitos da inflação tornaram 2024 um ano de desafios para a indústria vinícola
Por outro lado, o aumento dos preços médios das garrafas compensou, em parte, a redução no volume produzido.
Para 2025, é importante lembrar que o setor de vinhos enfrenta um imbróglio importante: a guerra comercial de Donald Trump.
Embora o presidente tenha anunciado uma pausa nas tarifas de importações, as bebidas alcoólicas têm sido motivo de embate com a União Europeia desde que a discussão sobre impostos começou a circular no cenário econômico mundial. Aprofunde-se nessa história através desta reportagem.
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Em 2024, a produção global de vinhos foi de 226 milhões de hectolitros (hl), o menor patamar desde 1961 e uma queda de 5% em relação a 2023, que já tinha sido um ano ruim.
Segundo o estudo da OIV, tal queda foi catalisada pela ocorrência de eventos climáticos extremos tanto no Hemisfério Norte quanto no Sul, como geadas precoces, chuvas intensas e secas prolongadas.
Vale notar que a produção brasileira especificamente, muito concentrada na Região Sul, foi impactada pelas chuvas no Rio Grande do Sul, em maio do ano passado. Ainda assim, a área de plantio de vinícolas cresceu pelo quarto ano consecutivo.
A produção da bebida no Brasil foi de aproximadamente 2,1 milhões de hectolitros, uma queda expressiva de 41% em relação a 2023 e 25,2% abaixo da média dos últimos cinco anos. Além das inundações, os vinhedos também sofreram com uma doença fúngica.
Apesar disso, o país continua sendo o terceiro maior produtor de vinho da América do Sul, atrás da Argentina e do Chile.
Em algumas regiões, a produção mais baixa também revela um ajuste à demanda mais enfraquecida.
Em outras palavras: com menos pessoas consumindo vinhos, os produtores têm que diminuir a oferta para não se prejudicarem economicamente.
Nas projeções da organização, o consumo de vinho caiu para 214 milhões de hectolitros, o que também marca o menor número desde 1961.
A tendência descrente, na verdade, não é exatamente uma novidade. Desde 2018, o mercado vê o consumidor pedir cada vez menos a “saideira”.
Em 2021, o fim das restrições pandêmicas e a retomada do setor de hospitalidade (como hotéis e restaurantes) deram um alívio ao setor em muitos países.
Mas 2022 trouxe conflitos geopolíticos, especialmente na Ucrânia, que impactaram a cadeia de suprimentos globais e causaram um aumento nos preços, desaquecendo ainda mais a demanda.
2023 continuou na mesma toada: as pressões inflacionárias globais e a redução do poder de compra dos consumidores levou a quedas significativas nos principais mercados de vinho, como os Estados Unidos e a França.
Mas a “culpa” desse marasmo não reside só na economia e na geopolítica.
A mudança no estilo de vida e o comportamento das novas gerações de consumidores também desempenham papel na desaceleração da indústria vinícola.
Com uma preocupação cada vez maior com o wellness, não é raro ver pessoas priorizando os hábitos saudáveis, que envolvem a redução do álcool ou até meses inteiros sem ingerir nem uma gota de bebidas alcóolicas.
No Brasil, que é o segundo maior consumidor da América do Sul em termos absolutos, o consumo registrado em 2024 foi 11,4% menor do que a média dos últimos cinco anos.
Quanto ao comércio internacional de vinhos, o relatório da organização aponta que o ano foi marcado por baixos volumes de produção e altos preços médios de exportação.
O preço médio por litro permaneceu estável em 3,60 euros (R$ 24), mantendo o recorde histórico atingido em 2023.
Nesse contexto, a tendência de sofisticação dos produtos — vinhos mais caros e voltados ao alto padrão — vem se acentuando nas últimas décadas.
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