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Em carta publicada na rede Truth Social, o presidente republicano acusa o país vizinho pela crise do fentanil nos Estados Unidos
O presidente americano, Donald Trump, anunciou na noite de quinta-feira (10) uma alíquota tarifária de 35% sobre o Canadá, seguindo a linha de outras cartas já enviadas de que o país vizinho mantêm relações comerciais "desiguais" com os EUA.
As novas tarifas entram em vigor em 1º de agosto.
No documento publicado na rede Truth Social, o presidente pontua que já impôs tarifas a Ottawa para lidar com a crise do fentanil, causada, em parte, "pelo fracasso do Canadá em impedir a entrada de drogas em nosso país" e que a nação vizinha, em vez de trabalhar com os EUA, retaliou com suas próprias tarifas.
Trump ainda afirmou que não haverá a taxação se o Canadá ou as empresas do país decidirem construir ou fabricar produtos nos EUA. "De fato, faremos todo o possível para obter aprovações de forma rápida, profissional e rotineira — em outras palavras, em questão de semanas", acrescentou.
O Canadá é o 23º país a receber carta sobre tarifas desde a segunda-feira. Na véspera, o republicano havia anunciado as alíquotas de importação para Sri Lanka, Argélia, Filipinas, Líbia, Iraque, Moldávia, Brunei e, claro, Brasil.
No caso brasileiro, as taxas anunciadas pelo líder republicano foram de 50%, também entrando em vigor a partir de 1º de agosto.
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A expectativa é de que uma nova taxa para a União Europeia seja divulgada nesta sexta-feira (11).
Em entrevista à NBC News publicada ontem, Trump afirmou que os parceiros comerciais que ainda não tinham recebidos as cartas de aviso de tarifas — caso dos países do bloco europeu — provavelmente enfrentarão alíquotas generalizadas.
“Nem todo mundo precisa receber uma carta. Vocês sabem disso. Estamos apenas definindo nossas tarifas. Vamos simplesmente dizer que todos os países restantes vão pagar, seja 20% ou 15%. Vamos resolver isso agora”, disse Trump na entrevista.
O mercado está preocupado com uma possível escalada da guerra comercial entre a UE e os Estados Unidos, parecida com o que aconteceu com a China em abril.
* Com informações de Estadão Conteúdo e Money Times
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