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Ameaças de tarifas e críticas à China feitas por Trump na tarde desta sexta já haviam azedado os mercados em Wall Street
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ter uma postura belicosa em relação à China. Nesta sexta-feira (10), o republicano anunciou, na sua rede social Truth Social, uma nova tarifa de 100% sobre importações chinesas, a ser somada a quaisquer outras tarifas que já estejam incidindo sobre os seus produtos. A medida entrará em vigor em 1 de novembro, anunciou.
Além disso, os Estados Unidos imporão controles de exportação sobre qualquer tipo de software considerado crítico, anunciou o presidente norte-americano.
Trump justifica as medidas com base na "postura sem precedentes" assumida pela China ao impor controles de exportação em larga escala sobre "virtualmente qualquer produto que eles fabricam, e alguns que nem mesmo são fabricados por eles".
Mais cedo, Trump já havia postado que "Algumas coisas muito estranhas estão acontecendo na China!", que estaria se tornando muito hostil e enviando cartas a países de todo o mundo, dizendo que querem impor controles de exportação sobre todos os elementos de produção relacionados a terras raras e "praticamente qualquer outra coisa que possam imaginar, mesmo que não seja fabricada na China."
"Ninguém jamais viu nada parecido, mas, essencialmente, isso 'entupiria' os mercados e tornaria a vida difícil para praticamente todos os países do mundo, especialmente para a China. Fomos contatados por outros países que estão extremamente irritados com essa grande hostilidade comercial, que surgiu do nada", postou Trump na tarde de hoje no Truth Social.
Para Trump, as medidas anunciadas pela China afetam todos os países e certamente vêm sendo planejadas há anos. "Sempre achei que eles estavam à espreita e agora, como sempre, eu estava certo!", postou o presidente.
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Ele disse ainda que tal postura, por parte do Gigante Asiático, é algo inédito no Comércio Internacional e uma "desgraça moral ao se lidar com outras nações".
Na postagem feita à tarde, Trump já havia ameaçado impor mais tarifas a produtos chineses, o que azedou as bolsas norte-americanas, que fecharam com quedas substanciais. Na sua mensagem inicial, o presidente insinuou que esse controle de exportações teria sido um plano da China já há algum tempo, começando pelos ímãs e outros elementos de cuja produção o país asiático se tornou monopolista.
"Mas os EUA também têm posições de Monopólio, muito mais fortes e de maior alcance do que as da China. Eu simplesmente não escolhi usá-las, nunca houve um motivo para isso — ATÉ AGORA!", ameaçou o presidente dos EUA.
O republicano caracterizou a abordagem chinesa como "uma verdadeira surpresa" e disse que o encontro planejado com o presidente Xi Jinping em duas semanas, na Coreia do Sul, não tem mais motivo para acontecer.
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