O Brasil vai encarar? Lula dá resposta direta à ameaça de tarifa de Trump; veja o que ele disse dessa vez
Durante a cúpula do Brics, o presidente brasileiro questionou a centralização do comércio em torno do dólar e da figura dos EUA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva finalmente se pronunciou sobre a ameaça tarifária de Donald Trump, saindo em defesa do Brics (grupo de países emergentes liderado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).
“Não aceitamos nenhuma reclamação contra a reunião do Brics. Não concordamos quando ontem o presidente dos Estados Unidos insinuou que vai taxar os países do Brics”, disse Lula.
A afirmação aconteceu ao lado do primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, que visitava Brasília no âmbito da cúpula do bloco, que foi realizada no Rio de Janeiro.
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Lula questionou a centralização do comércio em torno do dólar e a figura dos EUA.
"Eu acho que o mundo precisa encontrar um jeito de que a nossa relação comercial não precise passar pelo dólar", disse Lula.
Para ele, essa transição não é apenas uma possibilidade, mas uma "evolução sem volta" que está em desenvolvimento.
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Trump e Brics
Nesta terça, Trump voltou ao tema do Brics durante reunião de gabinete na Casa Branca e afirmou que os países que formam o grupo receberão “muito em breve” uma tarifa comercial.
Na ocasião, o republicano comentou a atuação do Brics, afirmando que o grupo "foi criado para nos atingir e desvalorizar o dólar" — para quem se alinhar a esse bloco, advertiu que pagará uma tarifa de 10%.
Apesar de minimizar o impacto do grupo, ressaltou que o "Brics não é um problema sério, mas eles estão tentando desvalorizar e destruir nosso dólar. Se perdemos o valor do dólar, é como se tivéssemos perdido uma guerra. Quem tentar desafiar o dólar vai pagar o preço".
Parceria com a Índia
Durante a visita de Modi ao Brasil, empresários e representantes dos dois governos discutiram caminhos para fortalecer os laços comerciais entre os países.
Segundo os organizadores, foram mapeadas 385 oportunidades para produtos brasileiros no mercado indiano, com destaque para combustíveis minerais, maquinário, artigos manufaturados, químicos e óleos vegetais e animais.
Atualmente, o comércio bilateral gira em torno de US$ 12 bilhões anuais, valor considerado baixo diante do potencial das duas economias.
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Em 2023, a Índia investiu US$ 2,93 bilhões no Brasil, ocupando a 28ª posição entre os maiores investidores estrangeiros. Já os investimentos brasileiros na Índia somaram apenas US$ 41,2 milhões, ficando na 63ª colocação global.
A expectativa, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, é que o aprofundamento da integração comercial e a aproximação regulatória ajudem a elevar esses volumes rapidamente.
*Com informações de Estadão Conteúdo e Agência Brasil
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