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Entenda o modelo de avião da Embraer (EMBR3) abatido pela Rússia no Cazaquistão, que deixou 38 mortos e gerou repercussão internacional
Em meio à guerra da Ucrânia, cresce a tensão nos países do leste europeu que estão mais próximos do conflito. Três semanas atrás, caças de Vladimir Putin invadiram o espaço aéreo da Estônia e foram interceptados por aviões da Otan. Quatro semanas atrás, drones russos foram abatidos no céu da Polônia. Agora, nesta quinta-feira (9), o presidente russo admitiu que a Rússia foi responsável por derrubar um avião da Embraer (EMBR3) no Cazaquistão no Natal de 2024.

O caso em questão aconteceu em 25 dezembro do ano passado e matou 38 pessoas. O modelo Embraer E190 havia saído de Baku, capital do Azerbaijão, e tinha como destino a cidade russa de Grózni, capital da Chechênia. A companhia aérea declarou que a aeronave foi forçada a realizar um pouso de emergência a aproximadamente 3 km da cidade cazaque de Aktau.
Durante um encontro com o presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, Putin declarou que dois mísseis russos explodiram ao lado de um avião da Azerbaijan Airlines, após drones ucranianos entrarem no espaço aéreo do país.
"Os dois mísseis lançados não atingiram o avião diretamente. Se isso tivesse acontecido, ele teria caído no local. Mas eles explodiram, talvez como medida de autodestruição, a poucos metros de distância, cerca de 10 metros. E, assim, o dano foi causado, não pelas ogivas, mas provavelmente pelos destroços dos próprios mísseis", disse.
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Confira o vídeo da queda:
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Com 28,72 metros de envergadura e 36,24 metros de comprimento, a aeronave abatida pelas forças russas podia atingir velocidade de 880 km/h e voar a altitudes de até 12.500 metros, com peso máximo de decolagem de 36,5 toneladas.
Fabricada pela Embraer entre 2002 e 2018, a aeronave comercial faz parte da categoria narrow-body, que tem fuselagem estreita e alcance médio.
As asas do Embraer E190 são equipadas com winglets — dispositivos que melhoram a aerodinâmica. No Brasil, a FAB (Força Aérea Brasileira) opera dois desses aviões desde 2009, sendo utilizados em voos domésticos pela Presidência da República e autoridades governamentais.
Mais recentemente, o único jato Embraer E190-E1 de uso corporativo no país, que pertencia à mineradora Vale, foi enviado ao exterior para um novo cliente.
Conhecido como “Aerovale”, o E190 serviu por vários anos como principal transporte de mineiros de Belo Horizonte para a Serra dos Carajás, realizando voos diários entre o Aeroporto da Pampulha e o de Parauapebas, ligando Minas ao Pará.

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