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Enquanto o Ibovespa andou com as próprias pernas, o Congresso preparava um projeto de lei para se defender de tarifas recíprocas
Os psicólogos dizem que o melhor da viagem é esperar por ela. Mas se estivermos falando da jornada tarifária de Donald Trump, essa espera vira uma verdadeira tortura.
Basta olhar o que aconteceu em Wall Street nesta terça-feira (1), véspera do chamado Dia da Libertação, quando o governo norte-americano prepara o anúncio das tarifas recíprocas — e não só delas — em busca do que chama de uma relação comercial mais equilibrada com os parceiros dos EUA.
Com os investidores no escuro sobre o que está por vir, o dia foi marcado por muita volatilidade e os índices fecharam sem uma direção comum à espera do tão aguardado anúncio de Trump.
Um anúncio que a própria Casa Branca colocava em dúvida horas antes da divulgação. Agora à noite, o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês) preparava uma versão mais branda das planejadas tarifas que entram em vigor nesta quarta-feira (2). A expectativa é de que Trump fale sobre o assunto a partir de 16h (de Brasília).
Por aqui, o Ibovespa andou com as próprias pernas. O principal índice da bolsa brasileira conseguiu se descolar do exterior e terminou o dia com ganhos (+0,68%, aos 131.982,29 pontos).
Também andou com as próprias pernas o projeto de lei da reciprocidade, que estabelece critérios para que o Brasil responda a medidas unilaterais adotadas por países ou blocos econômicos que afetem a competitividade internacional do País.
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