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A ata da reunião de política monetária de julho foi divulgada nesta quarta-feira (20) e traz pistas sobre o que o mercado pode esperar do discurso de Powell em um dos eventos mais importantes realizados por um banco central
Jerome Powell vai falar aos investidores na sexta-feira (22) durante sua participação no Simpósio de Jackson Hole, considerado um dos eventos mais importantes do mundo para a política monetária. Mas parece que o recado do Federal Reserve (Fed) sobre o futuro dos juros nos EUA veio antes — e o mercado não gostou do que leu.
A ata da reunião do mês passado divulgada nesta quarta-feira (20) derrubou a bolsa em Nova York. O documento trouxe uma sinalização importante para quem espera o corte de juros na maior economia do mundo: a maioria dos dirigentes considera que o risco de inflação supera o risco para o emprego — o que pode indicar uma visão mais cautelosa sobre o afrouxamento monetário.
Como resultado dessa leitura do mercado, o Dow Jones, que operava no azul, inverteu o sinal de passou a cair (-0,16%), enquanto o S&P 500 e o Nasdaq aceleram as perdas (0,54% e -1,11%, respectivamente).
Ao mesmo tempo, os investidores correram para ajustar suas posições com relação às apostas no corte de juros na próxima reunião do comitê de política monetária (Fomc, na sigla em inglês), reduzindo levemente a ainda majoritária aposta na redução da taxa — atualmente na faixa entre 4,25% e 4,50% ao ano.
De acordo com a ferramenta FedWatch do CME Group, as chances estimadas de corte de 25 pontos-base (pb) nos juros em setembro caíram de 84,9% para 82,9%, após divulgação da ata de hoje. A aposta de uma redução mais agressiva, de 50 pb no próximo mês, se manteve nula.
Até dezembro, a expectativa mais forte continuou em 46,3% para um corte acumulado de 50 pb. A chance de um corte mais robusto, de 75 pb, caiu de 38,6% para 36,7%, enquanto a de 25 pb subiu de 13,9% para 15,4%.
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A ata da última decisão de política monetária do Fed traz uma avaliação dos membros do Fomc: a aceleração da inflação no curto prazo nos EUA parece provável, ainda que a magnitude, o timing e a persistência sejam incertas.
O documento relata que os dirigentes do Fed concordam que a inflação seguia relativamente elevada naquele momento, mas indicadores recentes sugeriam que o crescimento da atividade apresentava moderação no primeiro semestre.
Os participantes do encontro concordaram ainda que, ao considerar ajustes adicionais à política monetária, avaliariam dados recebidos, além da perspectiva e o equilíbrio de riscos.
Neste sentido, os dirigentes consideraram que os efeitos das tarifas "estavam se tornando mais aparentes nos dados, como indicado pelos recentes aumentos na inflação de bens", enquanto a inflação de serviços continuou a desacelerar.
Segundo a ata, "muitos membros [do Fomc] notaram que pode levar algum tempo para que os efeitos completos das tarifas mais altas sejam sentidos nos preços de bens e serviços ao consumidor".
Entre as razões citadas estão:
“As evidências até agora sugeriram que os exportadores estrangeiros estavam pagando, na melhor das hipóteses, uma parte modesta do aumento das tarifas, o que implica que as empresas e consumidores domésticos estavam arcando predominantemente com os custos”, diz a ata.
Alguns dirigentes destacaram também que empresas teriam cada vez mais que repassar os custos de tarifas aos clientes finais.
A ata também traz uma avaliação da equipe técnica do Fed. No encontro do mês passado, o time avaliou os riscos para a atividade econômica norte-americana como "inclinados para baixo, em vista do enfraquecimento do crescimento do PIB [Produto Interno Bruto] até agora neste ano e da elevada incerteza política".
A equipe técnica também avalia que as tarifas devem acelerar a inflação nos EUA este ano e "fornecer alguma pressão adicional em 2026", ao mesmo tempo em que a projeção segue prevendo "enfraquecimento do mercado de trabalho, com a taxa de desemprego subindo acima da taxa natural estimada até o fim do ano e permanecendo acima dela até 2027".
Na leitura do Fomc, "indicadores sugeriram que o crescimento da atividade econômica havia moderado no primeiro semestre" e que, na época da reunião, o desemprego permanecia baixo e o mercado de trabalho sólido.
Alguns membros do comitê, contudo, notaram sinais de perda de dinamismo. Já os dirigentes que divergiram da decisão de manutenção — Christopher Waller e Michelle Bowman, que votaram pelo corte dos juros —- alertaram que o risco de queda no emprego havia aumentado significativamente.
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