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Estudo do Banco Central propõe adaptação que diminui a sensibilidade das prestações à inflação, trazendo alívio para quem caiu na armadilha do financiamento atrelado ao IPCA
O financiamento imobiliário indexado à inflação, uma modalidade de crédito habitacional lançada em 2019, mas que não pegou tração no Brasil, pode estar próxima de ser reavivada com uma proposta de melhorias apresentada na última sexta-feira (18) pelo Banco Central.
A modalidade oferece juros mais baixos que o tradicional financiamento imobiliário com juros prefixados e corrigidos apenas pela Taxa Referencial (TR). Contudo, tanto os juros quanto o saldo devedor são corrigidos pelo IPCA, o que pode aumentar bastante o valor da prestação em épocas de inflação mais alta.
Em nota técnica produzida pelo diretor de regulação do BC, Gilneu Vivan, a autarquia conclui que contratos imobiliários corrigidos pela inflação geram insegurança nos mutuários.
Isso porque, de um lado, há o crescimento nominal das prestações e, de outro, a renda não aumenta necessariamente na mesma magnitude e periodicidade, o que compromete a renda disponível e aumenta o risco de inadimplência.
De acordo com o estudo, esse efeito é mais grave para os mutuários de baixa renda, que, geralmente, têm menor capacidade de poupança ou espaço no orçamento para absorver grandes flutuações nas prestações.
"A diferença da dinâmica e do descompasso, no curto prazo, entre a variação da remuneração e a variação das prestações é mais evidente em períodos de alta inflação, podendo causar impactos significativos de comprometimento de renda desses mutuários", diz o BC em nota.
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De fato, os poucos brasileiros que se arriscaram a fazer um financiamento imobiliário atrelado ao IPCA no país da inflação acabaram entrando pelo cano. A modalidade foi lançado num período de atividade deprimida e índices de preços baixos, ao qual se seguiu a forte desaceleração da pandemia. Assim, no início, os contratos pareciam vantajosos.
No entanto, os valores das parcelas dispararam e começaram a pesar no bolso quando a inflação explodiu no pós-pandemia, como mostramos nesta reportagem em 2021.
O estudo do Banco Central, que consta da nota técnica 56, analisa o atual cenário dos contratos de crédito imobiliário no país e apresenta uma proposta para adaptar as funções dos sistemas de amortização (Price e Sistema de Amortização Constante – SAC), incluindo um componente que aumenta a amortização, o que diminui a sensibilidade das prestações à inflação.
Esse componente, adicionado à prestação, absorve os efeitos da inflação do período. Se ele for maior que a inflação, a prestação tende a reduzir nominalmente. Já se a inflação for maior que o componente, a prestação aumenta no máximo pela diferença, diluído pelo prazo restante.
"Assim, a abordagem proposta reduz significativamente a volatilidade da prestação nominal e aumenta a previsibilidade da prestação e a estabilidade do comprometimento de renda, mesmo em períodos de alta inflação. Ou seja, mesmo em contratos corrigidos pela inflação, as prestações nominais apresentam comportamento esperado de acordo com o sistema de amortização utilizado", explica o BC em nota.
De acordo com a nota técnica, a redução da variação das prestações dos financiamento imobiliários indexados à inflação tende a reduzir o total de juros pagos durante o contrato, em termos reais (descontada a inflação).
Simulações apresentadas no documento indicam que, com o componente adicional, os juros totais pagos pelo mutuário podem cair até 34,6% em termos reais no sistema Price ou até 24% no Sistema de Amortização Constante (SAC). O exercício considera um contrato de 30 anos, juros reais (acima do IPCA) de 4% ao ano e inflação estável também em 4% ao ano.
O desenho analisado no estudo é similar ao do novo crédito imobiliário, lançado pelo governo na semana passada. Conforme mostrou a Broadcast (sistema de noticias em tempo real do Grupo Estado), para a nova linha, o Conselho Monetário Nacional (CMN) determinou a criação de um componente adicional de amortização nas linhas de crédito imobiliário indexadas aos índices de preço, voltado a minimizar variações no valor nominal das prestações.
Essa amortização terá como teto a média do índice de preços utilizado no período de 20 anos anterior à data de contratação da operação de crédito. Caberá ao BC divulgar mensalmente o valor máximo do componente adicional de amortização, com base no IPCA.
Na sua nota técnica, Gilneu Vivan propõe um modelo no qual o componente fixo adicionado à parcela representa o comportamento médio esperado do índice de inflação ao longo da vida do contrato. Ele pondera que, com a inclusão, há um aumento no valor nominal da prestação inicial do contrato, mas, como contrapartida, há uma redução da volatilidade das parcelas seguintes.
Um dos exercícios apresentados indica que, a princípio, a parcela inicial seria 53% maior no modelo proposto do que no atual, sem a inclusão do componente. Segundo a nota, isso ocorreria porque a amortização é maior no desenho sugerido, enquanto a função que calcula os juros permanece inalterada. No entanto, a simulação mostra que, com o tempo, essa diferença entre as parcelas diminui, à medida que, no método atual, a inflação é incorporada à prestação nominal.
A discrepância nas parcelas iniciais também tende a diminuir ao longo do tempo, indica o estudo, em função da redução da inadimplência esperada com o modelo proposto. Segundo exercício, se o menor risco embutido resultar em uma diminuição das taxas contratuais de juros, de 4% a.a. para 3% a.a., por exemplo, a diferença na primeira prestação do novo modelo em relação ao atual diminui de 53% para 39%.
O método com adicional de amortização também tende a preservar uma menor volatilidade das parcelas mesmo em cenários de surpresa na inflação real, afirma a nota.
Utilizando o mesmo contrato base e considerando o sistema Price, uma simulação indica que se a inflação média observada fosse de 2% a.a., ao invés de 4% a.a., a última prestação diminuiria 45% em relação à primeira no modelo proposto, enquanto no método atual ela aumentaria 83%. Se a surpresa fosse para cima, com uma inflação média de 7% a.a., a prestação aumentaria 139% no modelo proposto, contra um aumento de 688% no método tradicional.
O mesmo exercício realizado no sistema SAC indica que, se a inflação fosse estável em diferentes níveis, de 2% a.a. a 7% a.a., no modelo proposto, a última prestação ainda estaria abaixo da prestação inicial, em todos os cenários, enquanto no método atual, a última prestação seria maior que a prestação inicial nos cenários nos quais a inflação fosse estável em 5% a.a. ou 7% a.a., chegando a aumentar 227%, no último cenário.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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