Venda do Banco Master ao BRB cada vez mais distante: nova decisão da Justiça do DF proíbe acordo antes do aval da Câmara Legislativa e dos acionistas
Decisão restabelece liminar de maio deste ano, que suspendeu a assinatura do contrato definitivo até as exigências legais serem cumpridas
A venda de parte do Banco Master para o Banco de Brasília (BRB) enfrenta mais um obstáculo. A Justiça do Distrito Federal (TJDFT) confirmou a proibição de um acordo final sem a aprovação explícita da Câmara Legislativa do DF (CLDF) e dos acionistas do BRB.
Em decisão divulgada na quarta-feira (13), os desembargadores da 7ª Turma Cível negaram os recursos do BRB e do Governo do DF. Os magistrados alegam que fechar o negócio sem essas autorizações seria um ato ilícito, violando a Lei do DF e a Lei das S.A..
O BRB é um banco estatal e o governo do Distrito Federal é seu principal acionista, com uma participação majoritária de 71,9% das ações.
A decisão do TJDFT restabeleceu integralmente a liminar de maio deste ano, que suspendeu a assinatura do contrato definitivo até as exigências legais serem cumpridas. Na prática, o BRB pode seguir com os preparativos em andamento, mas a assinatura final do acordo está barrada.
- CONFIRA: O Seu Dinheiro liberou acesso gratuito a análises de mercado aprofundadas e recomendações de investimento; confira como turbinar seus ganhos
O banco informou em nota ao G1 que recorrerá da decisão e também enviará um projeto de lei à Câmara Legislativa para tentar obter o aval necessário.
A transação, avaliada em R$ 2 bilhões, prevê que o BRB compre 58% do capital total do Master, incluindo 49% das ações ordinárias e 100% das preferenciais.
Leia Também
Além das aprovações da Justiça do DF, da Câmara Legislativa e dos acionistas, o negócio ainda precisa do aval do Banco Central.
A barreira do Banco Central
Como se não bastasse o entrave judicial, a compra do Banco Master pelo BRB também enfrenta dificuldades com o Banco Central.
O BC já solicitou três revisões de informações sobre os ativos que entram ou ficam fora do acordo. Os diretores da autoridade monetária alegam divergências nos dados e incompatibilidade no risco de alguns ativos que estariam dentro do acordo.
Enquanto a análise está em andamento, uma segunda denúncia chegou ao Banco Central. A JM Nascimento Construtora acusa o banco de calote, alegando não ter recebido pagamentos milionários por serviços prestados.
O Master teria contratado a construtora em 2021 para captar clientes de crédito consignado. Este trabalho gerou uma carteira de mais de R$ 15 milhões em empréstimos. No entanto, o Master pagou apenas 1% do valor devido até o final de 2024.
Segundo a denúncia divulgada pelo Estadão, em janeiro de 2025, o Banco Master reduziu a comissão e condicionou o pagamento à conclusão da venda ao BRB. A JM Nascimento afirma que o valor pendente ultrapassa R$ 10 milhões.
Os fornecedores ainda alegam que o Banco Master está ocultando passivos em seus balanços para parecer mais sólido financeiramente. Enquanto isso, a instituição priorizava o pagamento de dividendos e bônus aos acionistas.
Além da JM Nascimento, outros fornecedores também estariam com problemas de recebimento e planejam acionar o Banco Central.
- LEIA MAIS: Quer viver de renda? Descubra quanto é preciso investir com calculadora gratuita do Seu Dinheiro
Como fica o negócio entre o BRB e o Banco Master?
O Banco Master nega todas as acusações, classificando-as como "maliciosas" e com "objetivo de extorsão". A instituição afirma que rescindiu o contrato com a construtora.
O Banco Central está analisando a representação, protocolada em 22 de julho. A JM Nascimento pede a suspensão da venda ao BRB e o afastamento dos administradores do Master.
Se o BC decidir abrir um processo por gestão temerária diante da denúncia, a operação de venda pode paralisar. As investigações podem ainda impor sanções severas, como inabilitar os executivos a atuar no sistema financeiro.
O BC tem até esta semana para dar uma resposta sobre a denúncia.
*Com informações do G1.
Elon Musk descarta pressão sobre a Tesla com a nova IA para carros da Nvidia — mas o mercado parece discordar
O bilionário avaliou que, mesmo com a ajuda da Nvidia, levaria “vários anos” para que as fabricantes de veículos tornassem os sistemas de direção autônoma mais seguros do que um motorista humano
Não é o ferro: preço de minério esquecido dispara e pode impulsionar a ação da Vale (VALE3)
O patinho feio da mineração pode virar cisne? O movimento do níquel que ninguém esperava e que pode aumentar o valor de mercado da Vale
MEI: 4 golpes comuns no início do ano e como proteger seu negócio
Segundo relatos reunidos pela ouvidoria do Sebrae, as fraudes mais frequentes envolvem cobranças falsas e contatos enganosos
Depois do tombo de 99% na B3, Sequoia (SEQL3) troca dívida por ações em novo aumento de capital
Empresa de logística aprovou um aumento de capital via conversão de debêntures, em mais um passo no plano de reestruturação após a derrocada pós-IPO
JP Morgan corta preço-alvo de Axia (AXIA3), Copel (CPLE6) e Auren (AURE3); confira o que esperar para o setor elétrico em 2026
Relatório aponta impacto imediato da geração fraca em 2025, mas projeta alta de 18% nos preços neste ano
O real efeito Ozempic: as ações que podem engordar ou emagrecer com a liberação da patente no Brasil
Com a abertura do mercado de semaglutida, analistas do Itaú BBA veem o GLP-1 como um divisor de águas para o varejo farmacêutico, com um mercado potencial de até R$ 50 bilhões até 2030 e que pressionar empresas de alimentos, bebidas e varejo alimentar
A fabricante Randon (RAPT4) disparou na bolsa depois de fechar um contrato com Arauco e Rumo (RAIL3); veja o que dizem os analistas sobre o acordo
Companhia fecha acordo de R$ 770 milhões para fornecimento de vagões e impulsiona desempenho de suas ações na B3
Dona da Ambev (ABEV3) desembolsa US$ 3 bi para reassumir controle de fábricas de latas nos EUA; veja o que está por trás da estratégia da AB InBev
Dona da Ambev recompra participação em sete fábricas de embalagens metálicas nos Estados Unidos, reforçando presença e mirando crescimento já no primeiro ano
Ações da C&A (CEAB3) derretem quase 18% em dois dias. O que está acontecendo com a varejista?
Empresa teria divulgado números preliminares para analistas, e o fechamento de 2025 ficou aquém do esperado
Shopee testa os limites de até onde pode ir na guerra do e-commerce. Mercado Livre (MELI34) e Amazon vão seguir os passos?
Após um ano de competição agressiva por participação de mercado, a Shopee inicia 2026 testando seu poder de precificação ao elevar taxas para vendedores individuais, em um movimento que sinaliza o início de uma fase mais cautelosa de monetização no e-commerce brasileiro, ainda distante de uma racionalização ampla do setor
Depois de Venezuela, esse outro país pode virar o novo “El Dorado” da Aura Minerals (AURA33)
A mineradora recebeu a licença final de construção e deu início às obras preliminares do Projeto Era Dorada. Como isso pode impulsionar a empresa daqui para frente?
A vez do PicPay: empresa dos irmãos Batista entra com pedido de IPO nos EUA; veja o que está em jogo
Fintech solicita IPO na Nasdaq e pode levantar até US$ 500 milhões, seguindo o movimento de empresas brasileiras como Nubank
GM, Honda e grandes montadoras relatam queda nas vendas nos EUA no fim do ano; saiba o que esperar para 2026
General Motors e concorrentes registram queda nas vendas no fim de 2025, sinalizando desaceleração do mercado automotivo nos EUA em 2026 diante da inflação e preços elevados
Passa vergonha com seu e-mail? Google vai permitir trocar o endereço do Gmail
Mudança, antes considerada impossível, começa a aparecer em páginas de suporte e promete livrar usuários de endereços de e-mail inadequados
Smart Fit (SMFT3) treina pesado e chega a 2 mil unidades; rede planeja expansão para 2026
Rede inaugura unidade de número 2 mil em São Paulo, expande presença internacional e prevê abertura de mais 340 academias neste ano
Como o Banco Master entra em 2026: da corrida por CDBs turbinados à liquidação, investigações e pressão sobre o BC
Instituição bancária que captou bilhões com títulos acima da média do mercado agora é alvo de investigações e deixa investidores à espera do ressarcimento pelo FGC
BTG Pactual (BPAC11) amplia presença nos EUA com conclusão da compra do M.Y. Safra Bank e licença bancária para atuar no país
Aquisição permite ao BTG Pactual captar depósitos e conceder crédito diretamente no mercado norte-americano, ampliando sua atuação além de serviços de investimento
Adeus PETZ3: União Pet, antigas Petz e Cobasi, estreia hoje novo ticker na B3
Os antigos acionistas da Petz passam a deter, em conjunto, 52,6% do capital social da União Pet; eles receberão novos papéis e pagamento em dinheiro
Tesla perde liderança para a BYD após queda nas vendas de veículos elétricos
As vendas da Tesla caíram 9% em 2025 e diminuíram 16% no quarto trimestre em comparação com o mesmo período do ano anterior
Antiga Cobasi conclui combinação de negócios com a Petz e ganha novo ticker; veja a estreia na B3
A transação foi realizada por meio de reorganização societária que resultou na conversão da Petz em subsidiária integral da União Pet