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Larissa Bernardes

Repórter no Seu Dinheiro, formada em Comunicação Social - Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Possui experiência na cobertura do mercado financeiro em tempo real, economia, política e cenário internacional. Passou por agências de notícias e redações, como Agência Estado, Safras News, DCM e Record TV.

RENDA AO ACIONISTA

Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4) estão entre as rainhas dos dividendos no 4T25; Itaú BBA diz quais setores vão reinar em 2026

Levantamento do banco aponta que ao menos 20 empresas ainda podem anunciar proventos acima de 5% até o final do ano que vem

Larissa Bernardes
17 de dezembro de 2025
19:37
Petrobras PETR4 Vale VALE3 carteiras recomendadas abril
Imagem: Montagem Canva Pro/ Seu Dinheiro

A temporada de dividendos no mercado brasileiro entrou em modo turbo — e o investidor pode se preparar para uma sequência de cheques generosos. Um levantamento do Itaú BBA mostra que pelo menos 20 empresas da B3 ainda têm espaço para anunciar novos proventos até o fim de 2026, com potencial de retorno superior a 5%.

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Desde outubro, as companhias já divulgaram R$ 124,1 bilhões em dividendos: R$ 52,9 bilhões com pagamento previsto até o fim de 2025 e outros R$ 57,8 bilhões programados para 2026.

O salto representa uma aceleração relevante frente aos trimestres anteriores e, segundo o banco, funciona como um impulso de curto prazo para o mercado — especialmente diante da corrida das empresas para antecipar distribuições antes da nova tributação sobre proventos, que passa a valer no ano que vem.

“No quarto trimestre de 2025, o volume de dividendos anunciados já supera com folga o do terceiro trimestre e também o do mesmo período do ano passado”, afirma o time de estratégia do Itaú BBA, liderado por Daniel Gewehr.

Financeiras lideram o volume de dividendos

Em valores absolutos, os setores financeiro e de materiais dominam os anúncios recentes. As empresas financeiras já somam R$ 36,4 bilhões em dividendos declarados, enquanto o setor de materiais responde por R$ 18,4 bilhões. O segmento de consumo básico aparece logo depois, com R$ 13 bilhões.

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Entre as companhias individuais, três gigantes se destacam pelo volume distribuído durante o quarto trimestre de 2025:

Leia Também

  • Vale (VALE3): R$ 15,3 bilhões
  • Petrobras (PETR4): R$ 12,2 bilhões
  • Ambev (ABEV3): R$ 11,5 bilhões

Segundo o Itaú BBA, essas empresas combinam forte geração de caixa, políticas claras de remuneração ao acionista e balanços sólidos — ingredientes que sustentam dividendos elevados de forma consistente.

Dividendos em 2026: as ações que devem continuar enchendo o bolso dos acionistas 

Quando o ranking muda: os maiores dividend yields

Se o critério passa a ser dividend yield, o pódio muda de mãos. Entre os destaques aparecem empresas do setor imobiliário e de incorporação:

  • Direcional (DIRR3): 9,2%
  • Syne: 8,6%
  • Cyrela (CYRE3): 8,6%

No recorte por setores, os maiores dividend yields médios estão em:

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  • Saúde: 7,1%
  • Bens materiais: 4,5%
  • Financeiras: 4,5%

Muito dividendo ainda por vir

O ponto mais relevante do relatório, porém, está no que ainda não foi anunciado. Após consultar analistas setoriais e avaliar reservas de lucros, caixa disponível e estratégias de alocação de capital, o Itaú BBA estima que o potencial de dividendos futuros pode ser tão robusto quanto o já divulgado.

O banco calcula que cerca de 20 empresas ainda têm espaço para anunciar dividendos com yield acima de 5% — o destaque vai para companhias dos setores financeiro e imobiliário.

No longo prazo, o estudo reforça o apelo das estratégias focadas em proventos. Segundo o Itaú BBA, carteiras de ações voltadas para dividendos historicamente superam os principais índices da bolsa brasileira — um argumento especialmente relevante em um cenário de juros ainda elevados e investidores em busca de renda recorrente.

*Com informações do Money Times

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