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A companhia atribuiu os resultados ao bom momento do Minha Casa Minha Vida
A Tenda (TEND3) tem sido uma das construtoras a agradecer aos céus pelo bom momento do Minha Casa Minha Vida (MCMV). Depois de divulgar números fortes no front operacional, a companhia publicou, nesta quinta-feira (7), o balanço referente ao segundo trimestre de 2025.
A empresa viu o lucro líquido consolidado do grupo — que engloba as marcas Tenda e Alea — avançar de R$ 4,5 milhões no segundo trimestre de 2024 para R$ 203,9 milhões entre abril e junho deste ano, um aumento de 4.430,2% (é isso mesmo que você leu).
Quem puxou os resultados foi a marca Tenda, que teve lucro líquido de R$ 230 milhões no trimestre, alta de 855% ano a ano. Já a Alea, braço de casas pré-fabricadas da empresa, viu o prejuízo aumentar 33% frente ao mesmo intervalo do ano passado, de R$ 19,6 milhões para R$ 26 milhões.
Cabe lembrar que a base de comparação com o segundo trimestre de 2024 é fraca pois a empresa passava por um turnaround à época.
A margem líquida do grupo ficou em 20,6%, um avanço de 20 pontos percentuais (p.p) em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. No semestre, o lucro líquido subiu de R$ 8,9 milhões na primeira metade do ano anterior, para quase R$ 290 milhões entre janeiro e junho de 2025 — a disparada é de 3.139,7%.
Segundo a companhia, que atua entre as faixas 1 e 3 do programa habitacional, foi justamente o bom momento do MCMV que inaugurou um novo patamar de renda este ano, englobando imóveis de até R$ 500 mil com a Faixa 4.
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O Seu Dinheiro conversou com o CFO da companhia, Luiz Mauricio Garcia, sobre a estratégia que têm impulsionado os resultados, você pode conferir nesta matéria.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado ficou em R$ 166,3 milhões, crescimento de quase 70% versus o segundo trimestre de 2024. De acordo com a média das estimativas da Bloomberg, o mercado estava esperando R$ 47 milhões nessa linha do balanço.
A margem Ebitda ajustada ficou em 16,8%, alta de 4,2 p.p ano a ano e acima dos 14,3% esperados pelo mercado de acordo com média da Bloomberg. A receita líquida, por sua vez, subiu 27,6% ano a ano, para R$ 991,5 milhões. O montante, porém, ficou abaixo das expectativas de R$ 1 bilhão, segundo dados da Bloomberg.
A rentabilidade, medida pelo retorno sobre patrimônio líquido (ROE) nos últimos 12 meses, ficou em 37,8%, um avanço de 42,2 p.p.
A geração de caixa operacional foi negativa em R$ 68 milhões, revertendo o resultado positivo de R$ 35,7 milhões no mesmo período do ano anterior.
O número foi impactado pelas mudanças nas regras de depósito de recursos pela Caixa Econômica Federal, que passou a ser realizado apenas após o registro em cartório dos contratos de financiamento imobiliário, pelo atraso no repasse de unidades vendidas com complemento de subsídios estaduais e ao desenquadramento temporário do fluxo de caixa das obras do Programa Pode Entrar.
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