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Fundos geridos pela gestora Latache pediram a convocação de uma assembleia geral extraordinária para determinar sobre a suspensão do exercício de direitos pela Centaurus Capital
Os acionistas da Oncoclínicas (ONCO3) estão inquietos para ver uma oferta pública de aquisição (OPA) — e dispostos, para isso, a colocar em revisão os direitos de um dos maiores investidores da rede de tratamentos oncológicos.
Os fundos ARCL II e Nova Almeida, ambos geridos pela gestora Latache, pediram a convocação de uma assembleia geral extraordinária para determinar sobre a suspensão do exercício de direitos pela gestora de private equity Centaurus Capital por meio do fundo Josephina III.
Na avaliação da Latache, a Centaurus deveria ter proposto uma OPA pelas ações dos minoritários da Oncoclínicas após adquirir a fatia do Goldman Sachs na empresa, elevando sua participação para 31,83%.
“Embora o ônus de provar a dispensa da OPA recaia sobre a Centaurus Capital, nem ela — beneficiária indireta e gestora estrangeira sem sede no Brasil — nem o Fundo Josephina III prestaram qualquer informação, mesmo após reiterados questionamentos e decisões judiciais”, disse a Latache, em carta enviada à Oncoclínicas.
Segundo a gestora, o “remédio estatutário” para solucionar esse impasse seria a suspensão dos direitos da Centaurus para garantir a “preservação dos interesses dos demais acionistas e da integridade das negociações do papel da Oncoclínicas”.
De acordo com o comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o conselho de administração da Oncoclínicas avaliará a solicitação, bem como os prazos legais e estatutários aplicáveis.
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Há meses, investidores discutem sobre a necessidade de uma oferta pública de aquisição (OPA) pelas ações dos minoritários da Oncoclínicas (ONCO3). Afinal, o próprio estatuto da empresa prevê o mecanismo de poison pill (pílula de veneno).
O documento estipula a obrigatoriedade da realização de uma OPA sempre que um investidor adquirir uma participação acionária igual ou superior a 15% das ações emitidas pela ONCO3.
Com isso em mente, em março deste ano, um grupo de minoritários foi à CVM questionar a falta de convocação de uma OPA após a Centaurus passar a deter 16,05% no grupo de oncologia em novembro de 2024, depois de uma reorganização societária conduzida pelo banco Goldman Sachs.
Na época, a Oncoclínicas chegou a receber questionamentos de acionistas sobre a necessidade da OPA, afirmou que havia solicitado esclarecimentos ao Goldman Sachs e à Centaurus, mas disse que concluiu que nada indicava que a gestora estivesse obrigada a lançar a oferta.
Dias depois, o Goldman Sachs decidiu vender a maior parte de sua participação na rede de tratamentos oncológicos — e a Centaurus foi novamente a compradora.
A operação reacendeu os pedidos pela execução da pílula de veneno da Oncoclínicas, uma vez que uma participação ainda maior foi adquirida pela gestora norte-americana, que se tornou uma das maiores acionistas da empresa de saúde.
Diante da falta de realização da OPA nos últimos meses, a Latache decidiu ir à Justiça questionar a ausência de oferta pelas ações da Oncoclínicas.
Em resposta, a empresa afirmou desconhecer detalhes da operação. Já o Goldman Sachs e a Centaurus disseram que a gestora norte-americana já possuía a fatia superior a 15% desde antes da abertura de capital da rede de tratamentos contra câncer.
No entanto, o questionamento da Latache se baseia na falta de visibilidade sobre as participações da Centaurus e do Goldman Sachs na Oncoclínicas, especialmente antes da reorganização societária feita no ano passado.
A gestora afirma que as instituições “adotaram linguagem cifrada, mencionando reorganização patrimonial e estruturas indiretas”, mas não apresentaram documentos para comprovar que a Centaurus Capital já detinha 15% das ações da companhia antes da abertura de capital.
“A verdade é simples: não foi apresentada prova de que a Centaurus Capital era titular de 15% das ações da Oncoclínicas antes do IPO. O veículo Josephina III, constituído em 04.11.2024, detém hoje mais de 30% das ações da Companhia. Está, portanto, obrigado a realizar OPA nos termos do art. 39 do Estatuto. Não o fez. Logo, está inadimplente”, escreveu a Latache.
Procurados pelo Seu Dinheiro, a Oncoclínicas, a Latache e o Goldman Sachs afirmaram que não comentarão o assunto.
A produção superou em 0,5 ponto porcentual o limite do guidance da estatal, que previa crescimento de até 4%. O volume representa alta de 11% em relação a 2024.
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