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Para os analistas, a Rumo reportou resultados mistos com destaque para a queda nas tarifas consolidadas; ações caem
Mesmo após reverter o prejuízo em lucro líquido no segundo trimestre de 2025 (2T25), as ações da Rumo (RAIL3) operam entre as maiores quedas do Ibovespa nesta sexta-feira (8).
Por volta de 14h (horário de Brasília), RAIL3 recuava 7,67%, a R$ 15,65, sendo a ação com o pior desempenho da carteira teórica do principal índice da bolsa brasileira. Na mínima intradia, os papéis atingiram queda de 7,96%.
A transportadora ferroviária teve lucro líquido de R$ 333 milhões no 2T25, revertendo resultado negativo de R$ 1,74 bilhão um ano antes.
O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 1,88 bilhão, também revertendo desempenho negativo de R$ 264 milhões um ano antes. Os analistas, em média, esperavam R$ 2,26 bilhões no período, segundo dados da LSEG.
Em termos ajustados, o lucro líquido teve leve alta de 1,4%, a R$ 731 milhões, e o Ebitda avançou 6,4%, a R$ 2,28 bilhões.
Os analistas, em média, avaliaram o balanço de Rumo como “neutro”.
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O Itaú BBA chamou a atenção para a qualidade dos números. Isso porque, na visão dos analistas, o balanço não foi “particularmente empolgante”, já que os resultados foram impulsionados por uma compensação de R$ 70 milhões por lucros relacionados às inundações do 2T24 nas operações do Sul.
Para a equipe liderada por Daniel Gasparete, o principal ponto negativo foi a queda de 2% das tarifas consolidadas na comparação com o mesmo período do ano passado.
“Isso pode contribuir para uma reação negativa das ações e levantar preocupações sobre as tarifas ao longo do segundo semestre deste ano”, afirmou a equipe em relatório.
Já para a XP Investimentos, os resultados foram “mistos”, com surpresa positiva do desempenho dos custos e decepção das taxas (yields), especialmente na operação de grãos da Rede Norte — que caíram 2% na base anual, enquanto a expectativa da corretora era de crescimento de 3%.
O Safra, por sua vez, observou que a alavancagem da Rumo aumentou na comparação trimestral, de 1,6 vez na relação dívida líquida/Ebitda no primeiro trimestre para 1,8 vez no 2T25. Em termos de valores, a dívida líquida também aumentou R$ 1,6 bilhão em três meses.
O BTG Pactual destacou o desempenho recente das ações. Desde janeiro, RAIL3 acumula queda de quase 9%.
“O desempenho desfavorável foi impulsionado por rendimentos ano a ano pouco satisfatórios, com o preço se destacando como o principal ponto negativo, resultando em uma receita líquida ligeiramente abaixo do esperado”, escreveram Lucas Marquiori, Fernanda Recchia e Samuel Alkmin em relatório.
“Embora a Rumo seja uma líder em logística de grãos no Brasil, a empresa enfrenta um momento de pressão no curto prazo”, acrescentaram.
Segundo os analistas, os investidores agora passam a se concentrar na evolução dos rendimentos no segundo semestre, no progresso da safra de milho, na gestão do capex e em atualizações regulatórias para as Malhas Oeste e Sul.
Apesar da leitura pouco otimista dos resultados, os bancos e corretoras reiteraram a recomendação de compra para as ações da Rumo.
Um dos motivos é que RAIL3 “está barata”. Nas contas dos analistas do Safra, a empresa está negociando com uma taxa interna de retorno (TIR) real de 17,3%, 990 pontos-base acima dos títulos do governo atrelados à inflação (NTN-Bs 2035).
A Ágora Investimentos e Bradesco BBI também veem um potencial de destravamento de R$ 3,20 por ação com o início da operação do projeto Lucas do Rio Verde em 2026.
| Banco/Corretora | Recomendação | Preço-alvo | Potencial de valorização |
|---|---|---|---|
| Bradesco BBI/Ágora | Compra | R$ 26,00 | 53,39% |
| BTG Pactual | Compra | R$ 25,00 | 47,49% |
| Itaú BBA | Compra | R$ 25,00 | 47,49% |
| Safra | Compra | R$ 31,70 | 87,02% |
| XP | Compra | R$ 27,00 | 59,29% |
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