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A Raízen anunciou que pretende descontinuar as atividades na Usina Santa Elisa. Para isso, fechou negócio para vender 3,6 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, e a São Martinho está entre os compradores
De pouquinho em pouquinho, a Raízen (RAIZ4) avança no seu processo de reestruturação.
Nesta terça-feira (15), a companhia anunciou a venda de até 3,6 milhões de toneladas de cana-de-açúcar — entre produção própria e contratos com fornecedores — associadas à Usina Santa Elisa, em Sertãozinho (SP), por um valor total de até R$ 1,045 bilhão.
Com isso, a usina terá suas atividades descontinuadas por tempo indeterminado, enquanto os recursos da transação serão usados para redução da alavancagem da Raízen, que atingiu 3,2 vezes o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) na safra 2024/25, com taxas de juros que impactam a capacidade da empresa de gerar caixa.
Entre os compradores, está a São Martinho (SMTO3), que ficará com aproximadamente 10.600 hectares de cana, o equivalente a cerca de 800 mil toneladas anuais a partir da safra 2028/29.
A companhia desembolsará até R$ 242 milhões por sua fatia, que será processada na unidade de Pradópolis (SP).
Além da São Martinho, participam da aquisição outros nomes do setor, como Alta Mogiana, Bazan, Batatais, Pitangueiras e Viralcool. A conclusão da venda depende de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
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Com alto nível de endividamento e grande necessidade de capex (investimentos) para fazer o negócio girar, a Raízen passa por um processo de transformação para melhorar seus resultados — que têm deixado o mercado de orelha em pé nos últimos trimestres. A venda de ativos é um dos pilares desse movimento.
Segundo a companhia — que focou no crescimento e fez inúmeras fusões e aquisições (M&As) a partir de 2017 —, a prioridade agora é o core do negócio. Ou seja: a produção de açúcar, etanol e bioenergia, além da distribuição de combustíveis.
Outras iniciativas das mudanças lideradas pelo CEO Nelson Gomes, com o objetivo de recolocar a Raízen nos trilhos, incluem a significativa redução do capex e a maximização do valor da produção de etanol e açúcar, além da otimização da originação de combustíveis para sua rede de postos.
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